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{Crítica} Vingadores: Guerra Infinita


Após dez anos de histórias sendo contadas e mais de dezoito filmes lançados, Vingadores - Guerra Infinita está entre nós, a reunião de todos os heróis do universo, e o maior conflito já enfrentado.

O filme é dirigido pelos Irmãos Russo, que também dirigiram os dois últimos filmes do Capitão América, sendo eles Soldado Invernal e Guerra Civil. Aqui a direção é mais do que nunca certeira, pois eles possuem controle de tudo aquilo que querem e precisam contar/mostrar.

A grande reclamação do filme lá fora está sendo: "não tem história e grande desenvolvimento de personagens". A história aqui serve como uma reflexão dos acontecimentos de todos os filmes anteriores. E, obviamente, não teríamos grandes desenvolvimentos de personagens, por conta de tempo de tela, visto que são mais de 50 personagens para um filme de pouco mais de 2 horas e meia.

{Crítica} Thor: Ragnarok



Thor: Ragnarok é o mais novo filme do Deus do Trovão, desta vez dirigido por Taika Waititi; o mesmo diretor de O que Fazemos nas Sombras (What We Do in the Shadows) de 2014, e A Incrível Aventura de Rick Baker (Hunt for the Wilderpeople) de 2016. 

Esse é um daqueles filmes que muitos vão adorar e muitos vão odiar, principalmente pelo tom que leva. Desta vez não temos nenhum filme sério, recheado de piadas fora de tom, não. Aqui temos uma comédia espacial, que bebe muito da fonte de Guardiões da Galáxia, com seu estilo voltado para os anos oitenta, desde sua trilha sonora, cheia de sintetizadores e músicas que vão te fazer lembrar de muitas coisas do passado, sua fotografia bonita e saturada e ao seu visual chamativo e cheio de excessos (de uma forma boa, claro).

Obviamente o filme não é perfeito. Sua montagem parece um tanto quanto apressada, muitas vezes (principalmente no primeiro ato) tendo passagens de tempo excessivas, fazendo com que ficasse um sentimento de falta na cena. Outro problema notável do filme é que temos um conflito entre seu tema e seu estilo, veja bem: o filme aborda o Ragnarok, o evento mortal dos deuses nórdicos, porém ele é uma comédia, fazendo com que não tenhamos o peso necessário em certas cenas mais dramáticas. Um exemplo é o fato de que o filme trata de uma possível extinção de uma civilização e você não dá a mínima para isso. (E sim, eu preciso falar dos erros de CGI, que não são muitos, mas quando acontece, são tristes, como um personagem de papelão andando atrás de um ator).

{Crítica} Capitão América: Guerra Civil



O ano de 2016 é o ano dos super heróis, com vários filmes e séries com datas marcadas e esperadas por muita gente, inclusive eu. Já tivemos o Batman vs. Superman, que era um dos filmes mais aguardados da DC Comics, e agora tivemos também o Capitão América: Guerra Civil, o mais esperado da Marvel. Com uma mistura de ação e humor bem balanceada, a finalização da trilogia do Capitão América pode ser considerada um dos melhores filmes dos estúdios da Marvel.

O enredo se segue a partir dos outros filmes do universo Marvel, principalmente Vingadores 2, em que, para salvar as pessoas, cidades foram destruídas e pessoas mortas. As Nações Unidas, como alternativa para impedir que esses acontecimentos ocorram novamente, oferece uma proposta aos Vingadores, em que eles se tornariam "propriedade do governo", usados apenas quando o governo achasse necessário. Aí ocorre as separações dos heróis.

Por incrível que pareça, Tony Stark, ou Homem de Ferro, nostálgico pela morte dos pais e com a personalidade um pouco abalada, aceita o acordo, assim como Viúva Negra (Scarlett Johansson), Máquina de Guerra (Don Cheadle), Visão (Paul  Bettany), Pantera Negra (Chadwick Boseman) e Homem Aranha (Tom Holland). Em contra ponto, há o Capitão América (Chris Evans), que é contra o acordo proposto, juntamente com o Soldado Invernal (Sebastia Stan), Falcão (Anthony Mackie), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olson), Homem Formiga (Paul Rudd) e o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner).


O confronto entre os dois times se torna inevitável. Um dos grandes movitos de alguns conflitos, apesar de toda questão política envolvida, é Buck, o Soldado Invernal, por conta de seu passado misterioso, já introduzido em Capitão América 2. A trama se inspira nos quadrinhos Guerra Civil, de Mark Millar e Steve McNiven, mesmo que com algumas ideologias e justificativas diferentes.

Pelo tamanho de personagens conhecidos e alguns novos que seriam introduzidos, o receio da baixa qualidade é certo. Como fazer um filme do Capitão América em que o protagonismo permanecesse e ainda todos os outros personagens secundários tivessem a atenção necessária, tudo num determinado tempo? Eu não sei, mas os diretores Anthony Russo e Joseph V. Russo obtiveram êxito. O filme não é perfeito, mas merece completa atenção.

Capitão América: Guerra Civil segue com o humor e ação, porém numa dose menor a que estávamos acostumados, acrescentando uma tensão e drama maiores, um dos pontos fortes do filme. As cenas de ação, principalmente as de pancadaria são de cair o queixo, especialmente quando vistas em IMAX. O humor ainda é existente, porém um pouco mais inteligente e menos forçado como nos Vingadores, por exemplo, em que as risadas eram constantes.



A apresentação dos personagens novos como Pantera Negra e Homem Aranha (principalmente o Homem Aranha) foram divinas. Pantera Negra tem uma atmosfera totalmente diferente dos outros heróis, com toda sua seriedade, se tornando uma importante adição no universo Marvel nos próximos filmes. Em contra ponto, temos o Homem Aranha que traz a euforia para os fãs nos minutos que está em cena. Tom Holland, com todo o seu carisma, piadas rápidas, nos leva a pensar que este será um dos melhores Homem Aranha que veremos nas telonas. É uma sensação muito boa.

Enfim, não importa se você é #TeamCap, #TeamIron ou #TeamSpidey, vá aos cinemas, pois a Marvel acertou novamente. Um filme de super herói em que alieníginas são colocados de lado e disputas políticas e amizade são razão dos conflitos. Muito bom. (Vale lembrar que o filme tem duas cenas pós-créditos, então espere até o fim dos créditos).


Título: Capitão América: Guerra Civil (Captain America: Civil War)
Elenco: Chris Evans, Scarlett Johansson, Elizabeth Olsen, Robert Downey Jr., Sebastian Stan, Paul Rudd, Tom Holland, Martin Freeman, Jeremy Renner
Direção: Anthony Russo, Joe Russo
Gênero:Ação, Aventura, Sci-Fi
Duração: 2h27min
Classificação: 12 anos
Avaliação: 

{Crítica} Operação Big Hero


Só tenho uma coisa pra dizer: Primeira animação da Marvel lançada no cinema pela Disney! Preciso dizer mais? Não, mas mesmo assim tenho muito mais pra te convencer a assistir essa animação.

Cidade de San Fransokyo, Estados Unidos. Hiro Hamada (voz de Ryan Potter) é um garoto prodígio que, aos 13 anos, criou um poderoso robô para participar de lutas clandestinas, onde tenta ganhar um bom dinheiro. Seu irmão, Tadashi (voz de Daniel Henney), deseja atraí-lo para algo mais útil e resolve levá-lo até o laboratório onde trabalha, que está repleto de invenções. 

Hiro conhece os amigos de Tadashi e logo se interessa em estudar ali. Para tanto ele precisa fazer a apresentação de uma grande invenção, de forma a convencer o professor Callahan (James Cromwell) a matriculá-lo. Entretanto, as coisas não saem como ele imaginava e Hiro, deprimido, encontra auxílio inesperado através do robô inflável Baymax (voz Scott Adsit), criado pelo irmão.

Uma animação emocionante e tocante, com alguns momentos tão dramáticos que nem parecem voltados ao público infantil. Com várias referências a cultura japonesa e  muita tecnologia o longa traz uma grande aventura e um mundo moderno e único. Mas se você não assistiu te indico, porque vale a pena! Sem falar que o produtor Alan Tudyk também produziu Detona Ralph e Frozen, duas animações de sucesso da Disney.  
Se tem algum fator que valorizo nas produções é o empenho, confira algumas curiosidades que me deixaram impressionada e muito inclinada a valorizar muito mais as animações:

- Os artistas analisaram skatistas velozes para obter dados para o tipo de corpo e os movimentos de Go Go, a aluna apaixonada por velocidade.

- Os artistas estudaram esquiadores, skatistas e surfistas para desenvolver os movimentos e posturas de Fred.

- Wasabi reuniu – em um único personagem – um astral muito zen e dreadlocks descolados. Mas quando os cineastas alteraram sua personalidade, inicialmente, eles decidiram que o personagem seria chegado a um banho e lhe deram um corte de cabelo. O visual não durou. Acabou que todos queriam os dreadlocks descolados.

- O inflável, vinil, verdadeiramente abraçável design de Baymax é inspirado em "robóticas macias",uma pesquisa da Universidade Carnegie Mellon.

E se isso tudo não bastou para aguçar a sua curiosidade saiba que têm pelo menos dois personagens de outros desenhos escondidos nessa animação. Fora a imagem (Que antes era uma aparição, mas enfim nada é perfeito) do ilustre Stan Lee na animação. 

Espero que todos assistam e gostem da animação e quem quiser deixar a sua opinião aqui, fique a vontade!



Título: Operação Big Hero
Elenco: Ryan Potter, Scott Adsit, Jamie Chung;
Direção: Chris Williams
Gênero: Comédia, Animação
Duração: 108 minutos
Classificação: Livre
Avaliação: