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{Crítica} Descendentes



Quando o assunto é Contos de Fadas, a Disney é quem manda muito bem. A companhia possui diversos títulos eternizados do gênero, todos baseados em histórias que já conhecemos, mas, às vezes, inovar parece ser algo bem legal, certo? Então por que não fazer um filme em que os protagonistas são filhos dos vilões de alguns dos contos de fadas mais famosos? É aí que Descendentes entra.

Depois do casamento de Bela e Adam, a Fera, reis de Auradon, os vilões foram banidos do reino e mandados para a Ilha da Perdição, que é rodeada por uma barreira mágica, impossibilitando fugas, e onde também não há magia. Os vilões estão destinados a viver lá pela eternidade até que, 20 anos depois, Ben, príncipe do reino e futuro rei, filho de Bela e A Fera, tem uma ideia um pouco inusitada como primeira ação real: dar uma segunda chance a alguns filhos de alguns vilões de estudar junto com os mocinhos dos contos de Fadas.

Os pais do garoto ficam um pouco relutantes, mas decidem ceder à ideia do futuro rei de Auradon. É aí que somos apresentados a Mal, filha de Malévola, Evie, Filha da Rainha Má de Branca de Neve, Carlos, filho da Cruella De Vil, e Jay, filho do feiticeiro Jafar. Tudo parece bem até que Malévola e sua mente diabólica interfere. Ela quer poder. Quer sair da Ilha da Perdição e governar Auradon. E, para isso, praticamente obriga Mal a aceitar a missão de roubar a varinha da Fada Madrinha, pois só com ela seu plano será possível.

Os jovens, com uma expectativa cruel, por conta dos pais que têm, partem para Auradon, conhecer um lado da história que sempre lhes foi contado, mas nunca presenciado. Conhecer o Bem (e também o Ben). Será que Mal, Evie, Carlos e Jay seguirão os passos de seus pais e roubarão a varinha da Fada Madrinha ou não?

Com um grande foco na relação entre pais e filhos, o telefilme Descendentes, dirigido por Kenny Ortega, responsável também pela direção dos famosos filmes de High School Musical, nos leva questionar como seriam os filhos de um dos maiores vilões dos Contos de Fadas. Serão eles maus desde o berço? Como lidarão com as consequências de serem filhos de quem são e com o que seus pais fizeram no passado? É aí que a premissa muito interessante de Descendentes parte.

Sendo um filme destinado e produzido para a televisão, a produção não é tão bem elaborada quanto as que vemos nas tela de cinema, por exemplo, não é nada que atrapalhe, mas também não espere por efeitos especiais muito bem produzidos. Assim como os outros filmes do Disney Channel dirigidos por Kenny Ortega, Descendentes tem o seu lado musical. Algumas canções são mais estilo Broadway, enquanto outras possuem um lado mais pop, como as presentes em High School Musical, por exemplo. As melodias, as letras e as coreografias são bem construídas, alimentando ainda mais a narrativa do filme, principalmente a primeira música do filme: Rotten To The Core.

Os atores, tanto os que interpretaram os pais quanto os filhos, conseguiram dar conta do recado. É possível notar semelhança dos personagens do longa com os que já conhecemos, mesmo com algumas mudanças por conta do público alvo do filme, que seria para pré-adolescentes. Mesmo com os quatro filhos dos vilões indo para Auradon, o papel de destaque é o de Mal, enquanto Evie fica como secundária e Jay e Carlos como terceiros, mas principalmente o filho de Cruella De Vil. Seu aproveitamento é tão pouco na trama que ele poderia ser facilmente retirado do filme, assim como a maneira ridicularizada como sua mãe e Jaffar foram retratados, nos questionando se aqueles são mesmo os vilões que conhecemos.

Enfim, Descendentes, lançado no último domingo (16) aqui no Brasil, consegue cumprir, em sua maioria, o que promete. Com uma história interessante e bem curiosa, definições de bem e mal, amizade, amor e família são apresentados e discutidos de uma maneira bem clara e divertida.



Título: Descendentes (Descendants)
Elenco: Dove Cameron, Cameron Boyce, Booboo Stewart, Sofia Carson, Mitchell Hope
Direção: Kenny Ortega
Gênero: Comédia, Familia, Fantasia
Duração: 112 min.
Classificação: Livre
Avaliação: 

{Crítica} Operação Big Hero


Só tenho uma coisa pra dizer: Primeira animação da Marvel lançada no cinema pela Disney! Preciso dizer mais? Não, mas mesmo assim tenho muito mais pra te convencer a assistir essa animação.

Cidade de San Fransokyo, Estados Unidos. Hiro Hamada (voz de Ryan Potter) é um garoto prodígio que, aos 13 anos, criou um poderoso robô para participar de lutas clandestinas, onde tenta ganhar um bom dinheiro. Seu irmão, Tadashi (voz de Daniel Henney), deseja atraí-lo para algo mais útil e resolve levá-lo até o laboratório onde trabalha, que está repleto de invenções. 

Hiro conhece os amigos de Tadashi e logo se interessa em estudar ali. Para tanto ele precisa fazer a apresentação de uma grande invenção, de forma a convencer o professor Callahan (James Cromwell) a matriculá-lo. Entretanto, as coisas não saem como ele imaginava e Hiro, deprimido, encontra auxílio inesperado através do robô inflável Baymax (voz Scott Adsit), criado pelo irmão.

Uma animação emocionante e tocante, com alguns momentos tão dramáticos que nem parecem voltados ao público infantil. Com várias referências a cultura japonesa e  muita tecnologia o longa traz uma grande aventura e um mundo moderno e único. Mas se você não assistiu te indico, porque vale a pena! Sem falar que o produtor Alan Tudyk também produziu Detona Ralph e Frozen, duas animações de sucesso da Disney.  
Se tem algum fator que valorizo nas produções é o empenho, confira algumas curiosidades que me deixaram impressionada e muito inclinada a valorizar muito mais as animações:

- Os artistas analisaram skatistas velozes para obter dados para o tipo de corpo e os movimentos de Go Go, a aluna apaixonada por velocidade.

- Os artistas estudaram esquiadores, skatistas e surfistas para desenvolver os movimentos e posturas de Fred.

- Wasabi reuniu – em um único personagem – um astral muito zen e dreadlocks descolados. Mas quando os cineastas alteraram sua personalidade, inicialmente, eles decidiram que o personagem seria chegado a um banho e lhe deram um corte de cabelo. O visual não durou. Acabou que todos queriam os dreadlocks descolados.

- O inflável, vinil, verdadeiramente abraçável design de Baymax é inspirado em "robóticas macias",uma pesquisa da Universidade Carnegie Mellon.

E se isso tudo não bastou para aguçar a sua curiosidade saiba que têm pelo menos dois personagens de outros desenhos escondidos nessa animação. Fora a imagem (Que antes era uma aparição, mas enfim nada é perfeito) do ilustre Stan Lee na animação. 

Espero que todos assistam e gostem da animação e quem quiser deixar a sua opinião aqui, fique a vontade!



Título: Operação Big Hero
Elenco: Ryan Potter, Scott Adsit, Jamie Chung;
Direção: Chris Williams
Gênero: Comédia, Animação
Duração: 108 minutos
Classificação: Livre
Avaliação:

{Crítica} Frozen: Uma Aventura Congelante



A Disney ano após ano nos apresenta novas propostas, sempre tentando inovar o cenário da animação mundial. Entretanto, Frozen parece uma tentativa de inovar a partir dos elementos já antigos de trama do estúdio.

Baseado na obra “A Rainha da Neve”, de Hans Christian Andersen, história gira em torno de duas irmãs, Anna e Elsa, princesas de um reino chamado Arendelle. Elsa, porém, possui o poder de controlar o gelo e a neve. Para proteger Anna e aprender a controlar esses poderes, ela se mantém isolada tanto de sua irmã quanto de todos do reino, para assim aprender a controlar esse poder enquanto o esconde do mundo. Porém, no dia de sua coroação como rainha de Arendelle, ela perde o controle de seus poderes e acaba deixando uma tempestade de neve eterna para traz.

O interessante da história é como ela trata do tema amadurecimento. Vemos duas irmãs com personalidades opostas tratando do “amadurecer” de maneiras diferentes. Anna quer sair, conhecer o mundo, conhecer pessoas. Já Elsa, tem um amadurecimento mais doloroso, mais difícil. Ela se isola do mundo e mantém seu coração frio por medo de fazer algo que machuque aqueles que estão à sua volta.

Além das protagonistas somos apresentados a outros personagens interessantes como Hans, príncipe por quem Anna se apaixona à primeira vista, Kristoff, jovem que cresceu com os trolls e trabalha vendendo gelo, e Olaf, boneco de neve que ganha vida. Olaf, aliás, é o ápice do carisma dos personagens do filme, protagonista de quase todas as cenas de humor.

A produção do filme é bela. A textura do gelo é feito de maneira a saltar o olhar, tão detalhada que o gelo tem um brilho próprio e só seu. As sequências animadas são bem feitas e bem dirigidas (com destaque para a cena em que Elsa está construindo seu castelo de gelo, provavelmente a sequência mais bonita do filme).

A trilha sonora, composta por Christophe Beck, Robert Lopez e Kristen Anderson-Lopez contribui para tornar tudo mais mágico. Canções como Let it Go e Fixer Upper são tão bem feitas que conseguem manter seu encanto até mesmo em suas versões dubladas.

Frozen vai tornar a sala de cinema mais fria, mas tenha certeza de que sairá dela com o coração bem mais quente.



Título: Frozen
Elenco: Kristen Bell, Idina Menzel, Jonathan Groff, Josh Gad, Santino Fontana, Alan Tudyk
Direção: Chris Buck, Jennifer Lee
Gênero: Animação, Comédia, Fantasia
Duração:102 minutos
Classificação: Livre
Avaliação: 5,0/5,0