Esses dias me perguntaram sobre o que eu achei do livro “O Chamado do Cuco” e respondi francamente que não foi um dos meus favoritos; sua continuação, entretanto, “O Bicho da Seda”, chamou muito mais a minha atenção e deixou-me muito mais instigada e satisfeita com a leitura, além de ansiosa pelas novas aventuras do detetive Cormoran Strike e sua fiel secretária. A diferença entre um e outro não foi a trama nem o modo como a história foi contada mas sim, algo que precisa pegar o leitor de cara: a paixão pelo personagem. Como no segundo livro eu já conhecia os personagens principais da trama, foram suas subtramas que mantiveram meu interesse na história – que é muito boa, aliás!
Robert Galbraith ou, minha querida J.K. Rowling consegue, assim como outra de minhas escritoras favoritas, Marion Zimmer Bradley, fazer do “antes e depois” da vida dos personagens algo fascinante: ela nos instiga a pensar como ele e a analisar o mundo pelo seu ponto de vista. A trama é importante, claro, mas em seus livros, a maneira como uma simples chamada telefônica desestabiliza um casal, ou uma escapada de um acidente de trânsito revela mais da personagem do que um simples diálogo mostra o quão hábil J.K é na composição de seus personagens. Seria esta a sua marca?



















