Eu não posso dizer que sou fã de
Jane Austen, ainda que conheça um pouco de sua história como escritora, que o
filme “Amor e Inocência” me cause comoção e principalmente por me encantar com
a maneira que suas histórias questionam a sociedade inglesa de sua época,
especialmente no que diz respeito aos direitos das mulheres. Não, eu não posso afirmar
que sou sua fã justamente porque estas histórias eu não li, só as conheço
através de filmes e resenhas de internet; há no entanto somente a única obra dela que li
e que alcança o topo do meu favoritismo em termos de romance: Orgulho e
Preconceito. Sou tão fã, mas tão fã desta história que enlouqueço a cada
remake, adaptação e inspiração baseados nela. Já perdi a conta de quantos
filmes e séries assisti e dos livros que li e hoje vou compartilhar minha
opinião de alguns deles com vocês.
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{Coluna} Bate Papo: Incentivo a Leitura na Infância
Talvez eu seja um pouco suspeita para tratar do tema, visto que minha mãe lia pra mim desde antes de eu nascer e que minha primeira carteirinha da biblioteca publica aqui da minha cidade foi feita quando eu tinha três anos e quatro meses, mas esse é um tema bastante recorrente em minha vida, quando me perguntam porque gosto tanto de ler, como leio tão rápido, como leio andando na rua etc.
De acordo com Bruno Rodrigues do Guia do Bebê o estímulo a leitura deve ser realizado desde antes do nascimento, por que mesmo estando ainda no útero a criança consegue ouvir as voz de quem está lendo e no caso da mãe consegue senti-la, o que gera um estímulo positivo que será carregado por toda a vida. Pode ser que você esteja pensando que a leitura que esta sendo realizada não será identificada pelo bebê como algo diferente de uma conversa, mas estudos apontam que eles conseguem compreender essa distinção por meio da entonação, ritmo e emoção que são utilizados na leitura e que são diferentes das conversas que as pessoas tem com eles.
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{Coluna} Uma Lente no Autor: J. K. Rowling
Esses dias me perguntaram sobre o que eu achei do livro “O Chamado do Cuco” e respondi francamente que não foi um dos meus favoritos; sua continuação, entretanto, “O Bicho da Seda”, chamou muito mais a minha atenção e deixou-me muito mais instigada e satisfeita com a leitura, além de ansiosa pelas novas aventuras do detetive Cormoran Strike e sua fiel secretária. A diferença entre um e outro não foi a trama nem o modo como a história foi contada mas sim, algo que precisa pegar o leitor de cara: a paixão pelo personagem. Como no segundo livro eu já conhecia os personagens principais da trama, foram suas subtramas que mantiveram meu interesse na história – que é muito boa, aliás!
Robert Galbraith ou, minha querida J.K. Rowling consegue, assim como outra de minhas escritoras favoritas, Marion Zimmer Bradley, fazer do “antes e depois” da vida dos personagens algo fascinante: ela nos instiga a pensar como ele e a analisar o mundo pelo seu ponto de vista. A trama é importante, claro, mas em seus livros, a maneira como uma simples chamada telefônica desestabiliza um casal, ou uma escapada de um acidente de trânsito revela mais da personagem do que um simples diálogo mostra o quão hábil J.K é na composição de seus personagens. Seria esta a sua marca?
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