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{Especial Simon vs. A Agenda Homo Sapiens} Martin vs. Vilania



E hoje temos o último post da semana especial de Simon vs. A Agenda Homo Sapiens. Pra quem ainda não viu a resenha do livro, aconselho a ver para entender um pouco mais sobre a história escrita por Becky Albertalli. O assunto de hoje é sobre o Martin, o "vilão" do livro.

A maioria dos enredos possuem o protagonista mocinho, a "donzela" e o vilão. Mas, ultimamente, a gente tem percebido uma diferença na categoria vilão, principalmente nos filmes. Um grande exemplo disso é o filme Malévola, que é protagonizado pela vilã da Bela Adormecida, que não é tão vilã assim, apenas um pouco frustada, nos levando a Martin, de Simon vs. A Agenda Homo Sapiens.

{Crítica} Descendentes



Quando o assunto é Contos de Fadas, a Disney é quem manda muito bem. A companhia possui diversos títulos eternizados do gênero, todos baseados em histórias que já conhecemos, mas, às vezes, inovar parece ser algo bem legal, certo? Então por que não fazer um filme em que os protagonistas são filhos dos vilões de alguns dos contos de fadas mais famosos? É aí que Descendentes entra.

Depois do casamento de Bela e Adam, a Fera, reis de Auradon, os vilões foram banidos do reino e mandados para a Ilha da Perdição, que é rodeada por uma barreira mágica, impossibilitando fugas, e onde também não há magia. Os vilões estão destinados a viver lá pela eternidade até que, 20 anos depois, Ben, príncipe do reino e futuro rei, filho de Bela e A Fera, tem uma ideia um pouco inusitada como primeira ação real: dar uma segunda chance a alguns filhos de alguns vilões de estudar junto com os mocinhos dos contos de Fadas.

Os pais do garoto ficam um pouco relutantes, mas decidem ceder à ideia do futuro rei de Auradon. É aí que somos apresentados a Mal, filha de Malévola, Evie, Filha da Rainha Má de Branca de Neve, Carlos, filho da Cruella De Vil, e Jay, filho do feiticeiro Jafar. Tudo parece bem até que Malévola e sua mente diabólica interfere. Ela quer poder. Quer sair da Ilha da Perdição e governar Auradon. E, para isso, praticamente obriga Mal a aceitar a missão de roubar a varinha da Fada Madrinha, pois só com ela seu plano será possível.

Os jovens, com uma expectativa cruel, por conta dos pais que têm, partem para Auradon, conhecer um lado da história que sempre lhes foi contado, mas nunca presenciado. Conhecer o Bem (e também o Ben). Será que Mal, Evie, Carlos e Jay seguirão os passos de seus pais e roubarão a varinha da Fada Madrinha ou não?

Com um grande foco na relação entre pais e filhos, o telefilme Descendentes, dirigido por Kenny Ortega, responsável também pela direção dos famosos filmes de High School Musical, nos leva questionar como seriam os filhos de um dos maiores vilões dos Contos de Fadas. Serão eles maus desde o berço? Como lidarão com as consequências de serem filhos de quem são e com o que seus pais fizeram no passado? É aí que a premissa muito interessante de Descendentes parte.

Sendo um filme destinado e produzido para a televisão, a produção não é tão bem elaborada quanto as que vemos nas tela de cinema, por exemplo, não é nada que atrapalhe, mas também não espere por efeitos especiais muito bem produzidos. Assim como os outros filmes do Disney Channel dirigidos por Kenny Ortega, Descendentes tem o seu lado musical. Algumas canções são mais estilo Broadway, enquanto outras possuem um lado mais pop, como as presentes em High School Musical, por exemplo. As melodias, as letras e as coreografias são bem construídas, alimentando ainda mais a narrativa do filme, principalmente a primeira música do filme: Rotten To The Core.

Os atores, tanto os que interpretaram os pais quanto os filhos, conseguiram dar conta do recado. É possível notar semelhança dos personagens do longa com os que já conhecemos, mesmo com algumas mudanças por conta do público alvo do filme, que seria para pré-adolescentes. Mesmo com os quatro filhos dos vilões indo para Auradon, o papel de destaque é o de Mal, enquanto Evie fica como secundária e Jay e Carlos como terceiros, mas principalmente o filho de Cruella De Vil. Seu aproveitamento é tão pouco na trama que ele poderia ser facilmente retirado do filme, assim como a maneira ridicularizada como sua mãe e Jaffar foram retratados, nos questionando se aqueles são mesmo os vilões que conhecemos.

Enfim, Descendentes, lançado no último domingo (16) aqui no Brasil, consegue cumprir, em sua maioria, o que promete. Com uma história interessante e bem curiosa, definições de bem e mal, amizade, amor e família são apresentados e discutidos de uma maneira bem clara e divertida.



Título: Descendentes (Descendants)
Elenco: Dove Cameron, Cameron Boyce, Booboo Stewart, Sofia Carson, Mitchell Hope
Direção: Kenny Ortega
Gênero: Comédia, Familia, Fantasia
Duração: 112 min.
Classificação: Livre
Avaliação: 

{Top 5} Os Maiores Vilões da Literatura



Olá, pessoal, tudo bom? Hoje é dia de mais um Top 5 e o tema dessa vez será vilões, os maiores da literatura. Sempre tem aquele personagem que nasceu para acabar com a vida do mocinho ou da donzela, certo? Mesmo que ele não seja completamente mal, há sempre aquela pedra no caminho. Então vamos lá para o Top 5.

TÉO - DIAS PERFEITOS

Téo é um solitário estudante de medicina que divide seu tempo entre cuidar da mãe paraplégica e examinar cadáveres nas aulas de anatomia. Durante uma festa, ele conhece Clarice, uma jovem de espírito livre que sonha tornar-se roteirista de cinema. Ela está escrevendo um road movie sobre três amigas que viajam em busca de novas experiências. Obcecado por Clarice, Téo quer dissecar a rebeldia daquela menina. Começa, então, uma aproximação doentia que o leva a tomar uma atitude extrema. Passando por cenários oníricos, que incluem um chalé em Teresópolis e uma praia deserta em Ilha Grande, o casal estabelece uma rotina insólita, repleta de tortura psicológica e sordidez.

Eu não poderia de citar Téo, do Dias Perfeitos, livro do autor Raphael Montes. Sabe quando você lê um livro e fica boquiaberto por conta da crueldade do personagem? Foi isso que aconteceu comigo, tanto que, ao terminar o livro, eu fiquei de ressaca literária. Téo pode até não ser considerado um vilão, mas a crueldade dele é digna de um, por isso ocupa o quinto lugar.