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{Resenha} Habibi



Título: Habibi
Autor: Craig Thompson
Editora: Quadrinhos na Cia
Tradução: Érico Assis
ISBN: 9788535921311
Número de Páginas: 672
Ano: 2012
Classificação:

Habibi é a saga de dois escravos fugitivos, unidos e separados pelo destino, vivendo no limite que separa a tradição da descoberta. Dodola, uma garota perspicaz e independente, foge de seus captores levando consigo um bebê. Eles crescem juntos no deserto, sozinhos em um navio naufragado na areia. Em meio a sentimentos cada vez mais conflitantes, os dois passam o tempo contando histórias. Assim, somos apresentados também à origem do islamismo e de suas tradições, conforme as narrativas se combinam numa trama de aventura, romance, filosofia e tragédia. Para contar a saga de Dodola e Zam, Craig Thompson recorreu ao Corão e às Mil e uma noites. Do primeiro, colheu o próprio estilo do livro, inspirado na caligrafia árabe, e também as narrativas do texto sagrado dos muçulmanos, recriadas com maestria pela pena do autor. Do segundo, tirou um cenário fantasioso, repleto de lendas e histórias, uma versão quase mitológica da nossa ideia de Oriente.

Alguns livros chamam nossa atenção pela capa, outros pela propaganda espalhafatosa que os anunciantes fazem. A grande maioria me chega através do boca-a-boca. Mas Habib me conquistou com apenas 14 palavras.

“Da pena divina pingou a primeira gota de tinta.
E aquela gota virou rio”

{Resenha} A Mulher Entre Nós



Título: A Mulher Entre Nós
Autor: Greer Hendricks e Sarah Pekkanen
Editora: Paralela
ISBN: 9788584391066
Número de Páginas: 352
Ano: 2018
Classificação: 

Um livro de suspense que explora as complexidades do casamento e as verdades perigosas que ignoramos em nome do amor. Aos 37 anos, a recém divorciada Vanessa está no fundo do poço. Deprimida, morando no apartamento de sua tia, ela não tem filhos, dinheiro ou amigos verdadeiros. Ao descobrir que Richard, seu rico e carismático ex-marido, está prestes a se casar de novo, algo dentro de Vanessa se quebra. A partir de agora, sua vida irá revolver em torno de uma única obsessão: impedir esse matrimônio. Custe o que custar. Na superfície, Nellie se parece com qualquer outra jovem bela e sonhadora que veio para Manhattan começar sua tão sonhada vida adulta. Mas a personalidade tranquila que ostenta é apenas uma fachada. Em sua mente, perdura um segredo que a fez fugir de sua cidade natal e que a impede de caminhar em paz quando está sozinha. Ao conhecer Richard – bem sucedido, protetor, o homem dos sonhos – ela finalmente começa a sentir-se segura. Ele promete protegê-la de todos os males, para o resto de sua vida. Mas, de repente, ela começa a receber ligações misteriosas. Fotografias em seu quarto são movidas de lugar. O lenço que ela planejava usar em seu casamento desaparece. Alguém está perseguindo a, alguém quer o seu mal. Mas quem?

Trilhers psicológicos com uma mulher problemática como protagonista estão em alta, o que torna mais difícil para os autores e editoras encontrarem algo que seja diferente para atrair a atenção dos leitores. A Mulher Entre Nós parece ser mais um clichê pela sinopse, mas acaba se revelando uma surpresa um tanto agradável, cheia de reviravoltas.

{Resenha} O Idiota



Título: O Idiota
Autor: André Diniz
Editora: Quadrinhos na Cia
ISBN: 9788535930726
Número de Páginas: 416
Ano: 2018
Classificação: 

Em preto e branco, e num registro quase sem palavras, André Diniz propõe uma recriação surpreendente de O idiota, obra máxima de Fiódor Dostoiévski. Publicado em 1869 e escrito em meio a crises epilépticas e perturbações nervosas e sob a pressão de severas dívidas de jogo, o romance é um dos mais célebres da literatura mundial. Sua oralidade intensa encontra na explosão e na fluidez, na ternura e na enorme capacidade expressiva do traço de Diniz, uma correspondência única.
A história é conhecida: após anos internado num sanatório suíço para tratar sua epilepsia, o jovem Míchkin retorna à Rússia e se vê envolvido num triângulo amoroso cujos ares folhetinescos darão o tom desta adaptação. Entre a vilania de Rogójin, um devasso perdulário que dilapida a fortuna herdada de seu pai, e a beleza arrebatadora de Nastácia Filíppovna, acompanharemos Míchkin e sua pureza quixotesca até o desenlace desta bela e trágica graphic novel.

Nunca tinha tido contato direto com Dostoiévski, conhecia apenas por nome e pela fama de suas obras, porém, sempre nutri um interesse em conhecer algo desse grande autor da literatura russa. Eis que surgiu a oportunidade através dos quadrinhos de André Diniz, com O Idiota, livro recebido por conta Companhia das Letras. Além de conhecer uma história clássica que eu não conhecia, o modo como ela foi contada foi bem diferente, tornando a experiência ainda mais única e inédita.

{Resenha} Só Escute



Título: Só Escute
Autor: Sarah Dessen
Editora: Seguinte
Tradução: Alessandra Esteche
ISBN: 9788555340581
Número de Páginas: 352
Ano: 2017
Classificação: 

Ano passado, Annabel era a típica “garota que tem tudo” — inclusive era esse o papel que interpretava no comercial de uma loja de departamentos da cidade. Este ano, porém, ela é a garota que não tem nada: não tem mais a amizade de Sophie; não tem uma família feliz desde a descoberta do distúrbio alimentar de uma de suas irmãs; e não tem ninguém com quem passar a hora do almoço na escola. Até conhecer Owen Armstrong.
Alto, misterioso e obcecado por música, Owen é um garoto que vivia se metendo em brigas, mas agora está tentando mudar. Um de seus novos lemas é sempre falar a verdade, não importa qual seja, e jamais guardar ressentimentos.
Será que com a ajuda desse amigo inesperado Annabel vai conseguir encarar a verdade e enfrentar o que aconteceu na noite em que brigou com Sophie?

Sarah Dessen tem um nome no mercado editorial e uma fama que a acompanha, porém eu nunca tinha conhecido o trabalho da autora, apesar de já ter tido curiosidade depois de ler algumas resenhas de seus livros. Só Escute foi o primeiro livro dela que eu li e posso dizer que foi uma ótima primeira experiência. Apesar de ser um livro jovem adulto, Sarah trata de assuntos bem sérios e recorrentes hoje em dia de uma maneira bem madura e sensível. 

{Resenha} O Sol na Cabeça



Título: O Sol na Cabeça
Autor: Geovani Martins
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9788535930528
Número de Páginas: 122
Ano: 2018
Classificação: 

Em O sol na cabeça, Geovani Martins narra a infância e a adolescência de garotos para quem às angústias e dificuldades inerentes à idade soma-se a violência de crescer no lado menos favorecido da “Cidade partida”, o Rio de Janeiro das primeiras décadas do século XXI.
Em “Rolézim”, uma turma de adolescentes vai à praia no verão de 2015, quando a PM fluminense, em nome do combate aos arrastões, fazia marcação cerrada aos meninos de favela que pretendessem chegar às areias da Zona Sul. Em “A história do Periquito e do Macaco”, assistimos às mudanças ocorridas na Rocinha após a instalação da Unidade de Polícia Pacificadora, a UPP. Situado em 2013, quando a maioria da classe média carioca ainda via a iniciativa do secretário de segurança José Beltrame como a panaceia contra todos os males, o conto mostra que, para a população sob o controle da polícia, o segundo “P” da sigla não era exatamente uma realidade. Em “Estação Padre Miguel”, cinco amigos se veem sob a mira dos fuzis dos traficantes locais.
Nesses e nos outros contos, chama a atenção a capacidade narrativa do escritor, pintando com cores vivas personagens e ambientes sem nunca perder o suspense e o foco na ação. Na literatura brasileira contemporânea, que tantas vezes negligencia a trama em favor de supostas experimentações formais, O sol na cabeça surge como uma mais que bem-vinda novidade.

O Sol Na Cabeça tem gerado bastante burburinho, não é à toa que já foi vendido para oito países e teve seus direitos vendidos para se tornar uma adaptação audiovisual. Não costumo ler muitos livros de contos, porém, ao receber o livro da Companhia das Letras, Geovani Martins me fez dar uma repensada, apresentado contos de uma realidade carioca de uma forma bastante impressionante e envolvente.

{Resenha} O Conto da Ilha Desconhecida



Título: O Conto da Ilha Desconhecida
Autor: José Saramago
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9788571648492
Número de Páginas: 64
Ano: 1998
Classificação: 

Um homem vai ao rei e lhe pede um barco para viajar até uma ilha desconhecida. O rei lhe pergunta como pode saber que essa ilha existe, já que é desconhecida. O homem argumenta que assim são todas as ilhas até que alguém desembarque nelas.

Estava em dúvida por qual livro do autor começar e com um pouco de medo também, pois seus livros são conhecidos por conterem parágrafos extensos e escrita um pouco pesada, mas nada disso apagou o brilho da fascinante inteligência do escritor português em meu primeiro contato com suas palavras. Foi então que encontrei um pequeno livro, que continha um conto maravilhoso de Saramago, não resisti e peguei na hora.

{Top 5} Melhores Livros de Thriller Psicológico!




Arrisco a dizer que Thriller é um dos meus gêneros favoritos, incluindo todos os seus subgêneros. Hoje, irei focar nos thrillers psicológicos, que têm aquela onda de suspense e mistério focando mais no psicológico dos personagens. Demorei um pouco para selecionar as melhores leituras e ainda não tenho certeza sobre a posições que eu os coloquei, mas vamos lá.

SOB A REDOMA - STEPHEN KING

Na trama, em um dia como outro qualquer em Chester’s Mill, no Maine, a pequena cidade é subitamente isolada do resto do mundo por um campo de força invisível. Aviões explodem quando tentam atravessá-lo e pessoas trabalhando em cidades vizinhas são separadas de suas famílias. Ninguém consegue entender o que é esta barreira, de onde ela veio e quando — ou se — ela irá desaparecer.
Os moradores de Chester’s Mill percebem que terão de lutar por sua sobrevivência. Pessoas morrem, aparelhos eletrônicos entram em pane ao se aproximar da redoma e a situação fica ainda mais grave quando a cidade se vê exposta às graves consequências ecológicas da barreira. Para piorar a situação, James “Big Jim” Rennie, político dissimulado e um dos três membros do conselho executivo da cidade, usa a redoma como um meio de dominar a cidade.
Enquanto isso, o veterano da guerra do Iraque, Dale Barbara, é reincorporado ao serviço militar e promovido à posição de coronel. Big Jim, insatisfeito com a perda de autoridade que tal manobra poderia significar, encoraja um sentimento local de pânico para aumentar seu poder de influência. O veterano se une a um grupo de moradores para manter a situação sob controle e impedir que o caos se instaure. Junto a ele estão a proprietária do jornal local, uma enfermeira, uma vereadora e três crianças destemidas.
No entanto, Big Jim está disposto até a matar para continuar no poder, apoiado por seu filho, que guarda a sete chaves um segredo. Mas os efeitos da redoma e das manobras políticas de Jim Rennie não são as únicas preocupações dos habitantes. O isolamento expõe os medos e as ambições de cada um, até os sentimentos mais reprimidos. Assim, enquanto correm contra o pouco tempo que têm para descobrir a origem da redoma e uma forma de desfazê-la, ainda terão de combater a crueldade humana em sua forma mais primitiva.

Esse livro, de quase mil páginas, foi uma completa surpresa pra mim e primeiroa experiência com o mestre do terror, Stephen King. Pirimeiramente, eu achei que fosse algo bem de terror, mas me deparei com um thriller psicológico com um toque de ficcção científica. Em Sob a Redoma, os piores lados das pessoas são revelados, principalmente o do nosso grande vilão, Big Jim, que eu considero um dos piores no quesito maldade. Esse despertar de maldade, que é de um nível tremendo, chocando em algumas partes, fez com que eu colocasse Sob a Redoma nesse top 5.

{Resenha} Um Solitário à Espreita



Título: Um Solitário à Espreita
Autor: Milton Hatoum
Editora: Companhia de Bolso
ISBN: 9788535922929
Número de Páginas: 285
Ano: 2013
Classificação:

Dividido em quatro seções que dão conta de temas como língua e literatura, a realidade, a memória e os afetos, além de pequenas fabulações, 'Um solitário à espreita' traz para a forma da crônica, este gênero tradicionalmente praticado por alguns autores brasileiros, a visão de mundo e as opiniões de Milton Hatoum. O futuro da literatura, a dureza dos anos vividos sob o regime militar, a realidade cambiante das nossas grandes cidades - tudo isso vem embalado numa prosa tão gentil quanto especulativa, tão sagaz quanto calorosa.


Conheci o autor no início de Maio na 3° FLI (Feira Literária de Iguape), assisti sua palestra, gostei, e resolvi comprar algum de seus livros, dentre todos peguei o de crônicas, depois de concluída a leitura eu estou com o sentimento de que acertei na escolha.

{Resenha} Sejamos Todos Feministas



Título: Sejamos Todos Feministas
Autora: Chimamanda Ngozi Adichie
Editora: Companhia das Letras
Tradução: Christina Baum
ISBN: 9788543801728
Número de Páginas: 36
Ano: 2014
Classificação: 

O que significa ser feminista no século XXI? Por que o feminismo é essencial para libertar homens e mulheres? Eis as questões que estão no cerne de Sejamos todos feministas, ensaio da premiada autora de Americanah e Meio sol amarelo."A questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente."Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente da primeira vez em que a chamaram de feminista. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: Você apoia o terrorismo!. Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são anti-africanas, que odeiam homens e maquiagem começou a se intitular uma feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens.Neste ensaio agudo, sagaz e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para pensar o que ainda precisa ser feito de modo que as meninas não anulem mais sua personalidade para ser como esperam que sejam, e os meninos se sintam livres para crescer sem ter que se enquadrar nos estereótipos de masculinidade. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que conta com mais de 1 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé.

Em homenagem ao Dia Internacional das Mulher (8 de março), falarei sobre este livreto da Chimamanda Ngozi Adichie, o Sejamos Todos Feministas. Tire todo o seu olhar preconceituoso sobre o tema, e venha ver o que a autora e eu pensamos sobre o assunto.