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{Crítica} Cada Um Na Sua Casa



O planeta Terra foi invadido por seres extra-terrestres, os Boov, que estão em busca de um novo planeta para chamar de lar. Eles convivem com os humanos. Entretanto, um dia a jovem adolescente Tip (Rihanna) encontra o alien Oh (Jim Parsons), que foi banido pelos Boov devido às várias trapalhadas causadas por ele. Os dois logo embarcam em uma aventura onde aprendem bastante sobre as relações intergalácticas.

Na minha opinião a animação está ótima, gostei muito da interpretação de Jim Parsons como Oh, porque me pareceu familiar ao seu papel em big bang theory.

Gratuity 'Tip' Tucci, dublada por Rihanna, é a primeira protagonista negra em um filme da DreamWorks Animation, o que é um crescimento para a empresa. Tip, personagem de Rihanna, é de Barbados, assim como a cantora na vida real, uma coincidência interessante.

O filme é baseado no livro "The True Meaning of Smekday". Que infelizmente eu não li e não sei se existe edição do livro traduzido aqui no Brasil. Por isso me desculpem, mas tenho para mim que todo filme ou animação que tenha uma base literária, é com certeza uma boa opção!

Apesar da animação ser bem feita e dublada com atores e cantoras famosas, não apreciei muito a forma de desenho dos humanos. O que eu definiria como "humanos botijão" pela forma que foram desenhadas a cintura e as pernas dos personagens. Expresso aqui apenas a minha simples opinião, caso você pense diferente pode se expressar nos devidos comentários.

E para finalizar trago pra vocês um extra nesta crítica, que são as músicas que mais gostei na animação, espero que gostem ! E deixem sua opinião, ok?!

Towards The Sun – Rihanna
As Real As You And Me – Rihanna
Dancing In The Dark – Rihanna
Feel The Light – Jennifer Lopez
Boov Death Song – Jim Parsons
Larry Boy Theme Song – Nicole Mullen




Título: Cada Um Na Sua Casa
Elenco: Jim Parsons, Rihanna, Steve Martin
Direção: Tim Johnson
Gênero: Comédia, Aventura, Ficção
Duração: 99 minutos
Classificação: Livre
Avaliação: 

{Crítica} Ernest e Celestine





Todos sabemos que vivemos em um mundo de preconceito, desigualdades e medos. Esse é o mundo retratado, de maneira sensível e lúdica, na animação francesa Ernest e Celestine.

Celestine é uma ratinha órfã que, durante toda a vida, ouviu histórias sobre um urso malvado comedor de ratos. Apesar disso, ela nunca acreditou nas histórias, e sempre sonhou em ser amiga de um urso. A função dela, assim como de outros ratinhos órfãos, é de ir à superfície de noite e pegar dentes dos ursos para fazer próteses dentárias.

Já Ernest é um urso que não tem emprego e está passando fome. É em busca de alimento que ele encontra Celestine, que o ajuda a entrar em uma loja de doces para conseguir se alimentar, em que o companheirismo e amizade deles começa a se formar.

A amizade dos dois é mostrada como algo visto com maus olhos pela sociedade em que eles vivem e as dificuldades que eles tem que enfrentar para poder continuar com seu relacionamento. A cena clímax do filme, que eu não vou citar por motivos óbvios, mostra como a sociedade é precipitada em relação aos rótulos que dá para as pessoas e como o preconceito apenas é passado de geração em geração pelas pessoas mais velhas.

A animação do filme é muito bonita, com uma arte diferenciada em estilo aquarelado similar a livros infantis mais antigos. Algumas sequências de cenas são espexificamente bonitas, como a que mostra uma arte de Celestine sendo criada ao som de uma música tocada por Ernest.

Essa provavelmente é a animação mais leve e doce entre os concorrentes a Melhor Animação do Oscar. Apesar disso, ele provavelmente tem poucas chances de ganhar a premiação, já que Frozen, da Disney e Vidas ao Vento, do Estúdio Ghilbi, são os favoritos por diversos motivos. Mesmo assim, Ernest e Celestine é uma linda obra prima que merece ser vista.



Título: Ernest e Celestine (Ernest et Célestine)
Elenco: Lambert Wilson, Pauline Brunner
Direção: Benjamin Renner, Vincent Patar, Stéphanie Aubier
Gênero: Animação, Comédia, Drama
Duração: 80 min
Classificação: Livre
Avaliação: 4,0 de 5,0

{Crítica} Frozen: Uma Aventura Congelante



A Disney ano após ano nos apresenta novas propostas, sempre tentando inovar o cenário da animação mundial. Entretanto, Frozen parece uma tentativa de inovar a partir dos elementos já antigos de trama do estúdio.

Baseado na obra “A Rainha da Neve”, de Hans Christian Andersen, história gira em torno de duas irmãs, Anna e Elsa, princesas de um reino chamado Arendelle. Elsa, porém, possui o poder de controlar o gelo e a neve. Para proteger Anna e aprender a controlar esses poderes, ela se mantém isolada tanto de sua irmã quanto de todos do reino, para assim aprender a controlar esse poder enquanto o esconde do mundo. Porém, no dia de sua coroação como rainha de Arendelle, ela perde o controle de seus poderes e acaba deixando uma tempestade de neve eterna para traz.

O interessante da história é como ela trata do tema amadurecimento. Vemos duas irmãs com personalidades opostas tratando do “amadurecer” de maneiras diferentes. Anna quer sair, conhecer o mundo, conhecer pessoas. Já Elsa, tem um amadurecimento mais doloroso, mais difícil. Ela se isola do mundo e mantém seu coração frio por medo de fazer algo que machuque aqueles que estão à sua volta.

Além das protagonistas somos apresentados a outros personagens interessantes como Hans, príncipe por quem Anna se apaixona à primeira vista, Kristoff, jovem que cresceu com os trolls e trabalha vendendo gelo, e Olaf, boneco de neve que ganha vida. Olaf, aliás, é o ápice do carisma dos personagens do filme, protagonista de quase todas as cenas de humor.

A produção do filme é bela. A textura do gelo é feito de maneira a saltar o olhar, tão detalhada que o gelo tem um brilho próprio e só seu. As sequências animadas são bem feitas e bem dirigidas (com destaque para a cena em que Elsa está construindo seu castelo de gelo, provavelmente a sequência mais bonita do filme).

A trilha sonora, composta por Christophe Beck, Robert Lopez e Kristen Anderson-Lopez contribui para tornar tudo mais mágico. Canções como Let it Go e Fixer Upper são tão bem feitas que conseguem manter seu encanto até mesmo em suas versões dubladas.

Frozen vai tornar a sala de cinema mais fria, mas tenha certeza de que sairá dela com o coração bem mais quente.



Título: Frozen
Elenco: Kristen Bell, Idina Menzel, Jonathan Groff, Josh Gad, Santino Fontana, Alan Tudyk
Direção: Chris Buck, Jennifer Lee
Gênero: Animação, Comédia, Fantasia
Duração:102 minutos
Classificação: Livre
Avaliação: 5,0/5,0