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{Crítica} Popstar: Sem parar, Sem Limites



No mundo do pop, três coisas são garantidas quando surge uma nova estrela: premiações, sites de fofoca e um documentário acompanhando a sua vida dentro e fora dos palcos. Mas, ao contrário de Justin Bieber, Lady Gaga e tantos outros artistas cujas produções encobriram turnês e shows históricos, o astro Connor4real está em um momento nada favorável em sua carreira. Em meio á uma crise profissional e pessoal depois do fracasso de seu ultimo album, ele está disposto á tudo (tudo mesmo) para manter sua fama.

Juntando dois gêneros em alta, pseudo-documentários e realitys sobre celebridades, esse filme pode até ter um ar de "já vi antes", mas acreditem, á tempos eu não ria tanto com uma comédia! O protagonista é um cantor egocêntrico e extravagante, daqueles que só faltam pendurar um letreiro com o próprio nome na testa. Ele arrumou uma inusitada estratégia de marketing para promover seu novo CD, que basicamente consiste em embutir suas musicas em eletrodomésticos. Só que os fãs não curtiram ter que ouvir as músicas de Connor toda vez que ligassem o lava-louças por que será? e o marketing revolucionário só piorou o que estava ruim. Agora resta á ele voltar com a sua antiga banda, os Style Boyz, ou insistir em formas malucas de se autopromover.

{Série} Jane The Virgin




Jane Gloriana Villanueva é uma garota inteligente, que sabe o que quer, tem a vida toda planejada e vive para realizar seus objetivos e sonhos. Criada pela mãe solteira e avó viúva, Jane é fruto de uma gravidez precoce, que fez com que ela prometesse para a sua avó que manteria sua virgindade até o casamento e essa era a regra que regia a sua vida.

Mas, por infelicidade do destino, ou não, Jane é inseminada artificialmente com o sêmen de um cara podre de rico, Rafael Solano, que, por coincidência, ela beijou há cinco anos. Como se não bastasse tudo isso, ela também está prestes a se casar com Michael Cordero, o amor de sua vida. E aí toda a confusão começa.

Com o estilo das clássicas novelas mexicanas que nós brasileiros conhecemos como ninguém, as criadoras de Jane The Virgin trouxeram todos os elementos para a série: o cômico, as intrigas, o óbvio, os sequestros, as mortes e aquelas cenas impossíveis de acontecer na vida real.

Motivos pelo qual você irá se apaixonar pela série tanto quanto eu: Jane é escritora; Jaime Camil faz parte do elenco (se você não sabe quem é, pesquise, pois eu tenho certeza que você o conhece); Você rirá praticamente assistindo a todos os episódios; Você sentirá raiva de cada personagem, sem exceção, mas estará amando-os um segundo depois; E tem até Britney Spears.

A série ainda está em produção, já foram lançadas duas temporadas e a terceira sai do forno ainda esse ano. Como eu já engoli com os olhos todos os episódios disponíveis, estou agora tentando me manter tranquila até o próximo lançamento.

E gente, eu só contei o primeiro episódio, mas acontece tanta coisa, mas tanta coisa, que assim que você termina um capítulo, já quer logo ir começando o outro, e, quando vê, já terminou toda a temporada.

Uma ótima série para maratonar no final de semana! A primeira temporada está disponível na Netflix, e a segunda você encontra facilmente na internet. Espero que gostem da dica, e, se já assistiram, me contem o que acharam.


Título: Jane The Virgin
Elenco: Gina Rodriguez, Justin Baldoni, Brett Dier
Criado por: Jennie Snyder, Perla Farias
Gênero: Comédia , Drama
Duração: 45min/episódio
Episódios: 44
Temporadas: 2
Avaliação: 

{Crítica} Ele Está de Volta


Depois de conhecer o Livro de Marcar Filmes, resolvi dar mais atenção a filmes de diferentes nacionalidades e fiquei muito feliz com o resultado. A seguir,  falarei um pouco sobre um filme da Alemanha, que trata de um assunto um tanto polêmico até para os dias de hoje.

Imagine se Hitler se transportasse de 1945 para 2011 sem saber o que aconteceu nesse meio tempo. Desmaiado, acorda no mesmo local que costumava ficar seu bunker, na Alemanha atual, sem partido nazista e com seu país sendo governado por uma mulher. Bárbaro, não?

Logo, Hitler faz sucesso, muitas pessoas o param na rua para tirar foto e outras xingam. A população acredita que ele é um artista que não consegue sair de seu personagem, até que um repórter amador o descobre, grava um vídeo com ele, que viraliza pela internet. O ditador vai ganhando cada vez mais fama, pois as pessoas ficam curiosas para saber o que leva uma pessoa a se passar por Hitler depois de tudo o que ele fez.

Até que um canal de TV oferece um programa todinho para ele. Era tudo o que Hitler queria, e, através dessa nova conquista, ele pretende continuar falando quem ele realmente é, espalhando seus ideais. O que as pessoas não percebem é que estão caindo na lábia do ditador com muita facilidade, rindo de suas palavras e concordando com suas propostas. Como ele mesmo diz: "Foi o povo que me elegeu, e eu disse as mesmas coisas que estou dizendo agora, não entrei no governo contra a vontade de ninguém".

Baseado no livro homônimo de Timur Vermes, lançado aqui no Brasil pela Intrínseca em 2014, o filme chocou os alemães quando suas gravações começaram, pois o ator Oliver Masucci empenhava seu papel com maestria e andava pela rua retratando Hitler confortavelmente.

O longa é muito parecido com um documentário, pois possui expressões reais do público. Muitas pessoas questionavam o artista para saber qual motivo dele retratar Hitler, muitas cenas foram gravadas de longe, o que deu mais a cara de documentário.

Cheio de críticas à sociedade, Ele Está de Volta nos faz rir e pensar ao mesmo tempo. Está funcionando como um alerta para que não volte a xenofobia, preconceito e ódio para com aqueles que são "diferentes" de nós.

Aqui no Brasil, o lançamento aconteceu diretamente na Netflix, então você já pode correr lá para assistir. Infelizmente, a grande maioria dos filmes mais divulgados continuam no eixo Estados Unidos-Inglaterra, mas podemos mudar isso correndo atrás dos filmes de diversas nacionalidades e até mesmo valorizando os nacionais, que ultimamente não estão deixando nada a desejar.

Gostaram da dica? Não deixem de conferir o filme e o livro. E podem deixar que eu estarei garimpando os lançamentos de variadas nacionalidades, e trazendo os melhores para vocês.



Título: Ele Está de Volta
Elenco: Oliver Masucci, Fabian Busch, Christoph Maria Herbst
Direção: David Wnendt
Gênero: Comédia
Duração: 116 minutos
Classificação: 14 anos
Avaliação:  

{Crítica} A Grande Aposta


Quem pega uma crise econômica real e transforma em comédia? O diretor Adam McKay conseguiu fazer isso. E antes que você pense "odeio filmes que tratem sobre negócios", essa pode ser uma chance de você entender o colapso que aconteceu no mundo em 2008, e outra, o filme está na lista de indicados ao Oscar de Melhor Filme e foi vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado, então né... nem preciso falar mais nada.

Michael Burry (Christian Bale) descobre que o sistema imobiliário dos EUA está prestes a sofrer uma queda em grande escala, e decide apostar uma enorme quantia em dinheiro contra o mercado imobiliário. Como os bancos acham que o que Michael propõe é impossível de acontecer, eles aceitam as suas ofertas e apostas, mas não acreditam que o pior está por vir. Traduzindo: Burry aposta que as pessoas irão parar de pagar suas hipotecas e perderão suas casas nos próximos anos, mas os bancos pensam "todos pagam suas hipotecas, ninguém deixará de pagar, então apenas lucraremos com as apostas de Michael".

Jared Vennett (Ryan Gosling) é corretor, e ao saber desses investimentos passa a oferecer a proposta para seus clientes (e a faturar também, logicamente). Mark Baum (Steve Carell) é um de seus clientes, e aceita a proposta de investir também contra o sistema imobiliário, mas ele passa por uns problemas pessoais/emocionais, e acaba se tornando difícil lidar com tudo.

Dois jovens rapazes veem a chance de suas vidas nessas apostas e decidem também apostar contra  o mercado imobiliário dos EUA, mas não possuem renda suficiente e nem influência na Bolsa de Valores, no entanto conseguem uma grande ajuda de um velho amigo chamado Ben Rickert (Brad Pitt), que tenta se manter o mais longe possível de Wall Street, mas as circunstâncias o trazem de volta.

Se não tivessem feito uma comédia da situação, a crise poderia ser muito bem retratada como um drama: pessoas inteligentes previram a crise, ninguém quis acreditar; essas mesmas pessoas apostaram muito dinheiro que isso iria acontecer, isso aconteceu, eles ficaram muito mais ricos do que já eram; o sistema imobiliário quebrou, milhares de pessoas perderam seu empregos e consequentemente não puderam mais pagar suas contas, entre elas a hipoteca, então perderam suas casas... Muitas foram morar dentro de carros ou até mesmo na rua. Situação que realmente aconteceu na vida real, e foi trágico, mas o diretor conseguiu tornar tudo uma grande piada. O que melhor do que ser feliz em meio a desgraça geral?

Mas foi estranho ver como uma minoria de pessoas que previram a crise ficaram tão ricas, e milhares de outras pessoas perderam tudo, e talvez não tenham se recuperado por completo até hoje. Triste realidade.

A produção ficou muito boa, apesar de não ser um daqueles filmes que você ama, foi digno da premiação, recomendo para estudantes de administração, ciências contábeis e história,  e a todos que querem entender boa parte da crise de 2008.


Título: A Grande Aposta
Elenco: Christian Bale, Steve Carell, Ryan Gosling, Brad Pitt
Direção: Adam McKay
Gênero: Drama, Comédia, Biografia
Duração: 131 minutos
Classificação: 14 anos
Avaliação:

{Crítica} Ernest e Celestine





Todos sabemos que vivemos em um mundo de preconceito, desigualdades e medos. Esse é o mundo retratado, de maneira sensível e lúdica, na animação francesa Ernest e Celestine.

Celestine é uma ratinha órfã que, durante toda a vida, ouviu histórias sobre um urso malvado comedor de ratos. Apesar disso, ela nunca acreditou nas histórias, e sempre sonhou em ser amiga de um urso. A função dela, assim como de outros ratinhos órfãos, é de ir à superfície de noite e pegar dentes dos ursos para fazer próteses dentárias.

Já Ernest é um urso que não tem emprego e está passando fome. É em busca de alimento que ele encontra Celestine, que o ajuda a entrar em uma loja de doces para conseguir se alimentar, em que o companheirismo e amizade deles começa a se formar.

A amizade dos dois é mostrada como algo visto com maus olhos pela sociedade em que eles vivem e as dificuldades que eles tem que enfrentar para poder continuar com seu relacionamento. A cena clímax do filme, que eu não vou citar por motivos óbvios, mostra como a sociedade é precipitada em relação aos rótulos que dá para as pessoas e como o preconceito apenas é passado de geração em geração pelas pessoas mais velhas.

A animação do filme é muito bonita, com uma arte diferenciada em estilo aquarelado similar a livros infantis mais antigos. Algumas sequências de cenas são espexificamente bonitas, como a que mostra uma arte de Celestine sendo criada ao som de uma música tocada por Ernest.

Essa provavelmente é a animação mais leve e doce entre os concorrentes a Melhor Animação do Oscar. Apesar disso, ele provavelmente tem poucas chances de ganhar a premiação, já que Frozen, da Disney e Vidas ao Vento, do Estúdio Ghilbi, são os favoritos por diversos motivos. Mesmo assim, Ernest e Celestine é uma linda obra prima que merece ser vista.



Título: Ernest e Celestine (Ernest et Célestine)
Elenco: Lambert Wilson, Pauline Brunner
Direção: Benjamin Renner, Vincent Patar, Stéphanie Aubier
Gênero: Animação, Comédia, Drama
Duração: 80 min
Classificação: Livre
Avaliação: 4,0 de 5,0

{Crítica} Ela



Desde o começo do mundo, o amor tem sido razão de milhares de acontecimentos. O amor faz parte da natureza. Faz parte do homem. E precisamos dele.

Na sociedade atual, a busca pelo amor ideal tem crescido, tanto que existem milhares de redes sociais ou salas de bate papo destinadas a introduçāo de pessoas, o que é normal hoje em dia, afinal, existem vários casais felizes que foram fruto da internet, mas será que é possível um amor com a própria máquina, com um sistema operacional? É aí que está o ponto principal de Ela.

Num futuro não tão distante, Theodore, anti-social e recém divorciado, resolve buscar auxílio num novo modelo de sistema operacional, um ser sintético, capaz de ter suas proprias emoções e ideias, que, ao ser iniciado, se nomeia Samantha. A partir daí, a relação entre os dois só vai criando mais intimidade até resultar em namoro.

Pense numa pessoa, no seu namorado ou namorada, agora pense em passeios, conversas e declarações de amor. Agora retire o corpo, fique apenas com a voz. É assim o relacionamento de Theodore e Samantha, puro e real, com até mesmo direito a sexo.

Porém, com o passar do tempo, Samantha vai mudando, conhecendo pessoas e outros Sistemas Operacionais, afetando sua relação com Theodore.

Magnífico. O diretor, vencedor do Globo de Ouro 2014 como melhor roteiro por Ela, soube trabalhar de uma maneira fantástica, relacionando a máquina com os seres humanos da forma mais real possível, tanto que até cheguei a pensar que, realmente, isso poderá acontecer num futuro não tão distante.

O cenário foi super bem explorado. Há um uso bem bonito das cores, que são bastante alegres, pois, em quase todas as cenas, quase todas as cores são as mesmas, principalmente o laranja. A fotografia pode ser considerada uma obra de arte moderna bem colorida e linda.

As atuações também não ficam para trás. Joaquin Phoenix, Amy Adams e Scarlett Johansson foram divinos em suas atuações, realmente encarnaram os personagens. Porém, acho que Johansson teve um grande destaque, já que conseguiu dar vida as emoções de um sistema operacional apenas com a sua voz de uma forma tão natural. 

Após finalizarmos o filme, questões permanecem na nossa cabeça, como: o papel e a importância das maquinas no nosso cotidiano; nossas maneiras de encontrar escapes para obter a felicidade; a maneira como a tecnologia afetou nossa convivência em sociedade. Entre outras presentes nesse filme que mistura comédia romântica, ficção científica e drama, gerando uma obra criativa e bem interessante. Super recomendo.

O filme foi indicado nas seguintes categorias ao Oscar: Melhor Filme, Roteiro Original, Trilha Sonora Original, Canção Original ("The Moon Song") e Design de Produção. Acho que o filme tem grandes chances conquistar o prêmio como Roteiro Original, assim como recebeu no Globo de Ouro.

A estreia brasileira está prevista para o dia 14 de Fevereiro.


Título: Ela (Her)
Elenco: Joaquin Phoenix, Amy Adams, Scarlett Johansson, Olivia Wilde, Rooney Mara
Direção: Spike Jonze
Gênero: Drama, Romance, Ficção Científica
Duração: 126 min
Classificação: a definir
Avaliação: 

{Crítica} A Filha do Meu Melhor Amigo



Às vezes nos sentimos tão acomodados que a única forma de acordarmos é um tratamento de choque, um pontapé inicial, uma situação incontrolável e, de certa forma, inesperada. A comédia "A Filha do Meu Melhor Amigo" se trata exatamente disso. 

Na história, duas famílias amigas (e vizinhas), Walling e Ostroff, vivem a vida tranquila num bairro suburbano dos Estados Unidos. Ambas já criaram seus filhos, sendo que dois já saíram de casa, permanecendo apenas Vanessa Walling, que ainda procura desculpas parar seguir seus sonhos.

A clímax começa quando Nina Ostroff, que desapareceu pelo mundo há 5 anos, volta para casa depois de uma desilusão amorosa. A partir disso, as mães tentam fazer com que o relacionamento dela com o irmão de Vanessa, Toby, dê certo. Mas, o inesperado acontece: Nina se interessa, na verdade, pelo pai, David Walling, que acaba correspondendo, provocando um caos nas famílias.

A trama tinha tudo para dar certo, porém, o filme fica na mesmice, resultando num ritmo lentíssimo, não apresentando atrativos ao público. Sem falar no humor, que não tem quase nada de engraçado. 

Mesmo tendo rostos conhecidos no elenco, tanto o diretor, Julian Farino, como os roteiristas, Jay Reiss e Ian Helfer são estreantes no cinema. Talvez, por conta disso, o resultado acabou sendo tão comum. 

Se quiser assistir algo para relaxar e, talvez pensar um pouco sobre a vida, A Filha do Meu Melhor Amigo pode ser uma boa pedida. Mas, como eu disse, não espere muita coisa, afinal, é um filme bem morno.



Titulo: A Filha do Meu Melhor Amigo (The Oranges)
Elenco: Hugh Laurie, Leighton Meester, Adam Brody, Alia Shawkat, Katherine Keener
Direção: Julian Farino
Gênero: Comédia dramática, Romance
Duração: 90 min.
Classificação: 12 Anos
Avaliação: 2,5 de 5,0

{Crítica} A Vida Secreta de Walter Mitty


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Todos já sonharam em fazer coisas impossíveis. Fantasiar é algo comum, algo que vem naturalmente de cada ser humano. Apesar disso, não se deve apenas sonhar e deixar de viver. Essa é a mensagem do filme “A Vida Secreta de walter Mitty”, filme dirigido e estrelado pelo ator (geralmente de comédias familiares) Ben Stiller baseado em um conto escrito em 1939 por James Thurber.

Acompanhamos no filme a tragetória de Walter Mitty, homem que trabalha no setor de fotografias de uma revista recém vendida. Com essa venda, ela se tornará uma revista totalmente digital, e seu último número será impresso. No entanto, quando a fotografia que seria a capa da revista é perdida, Mitty acaba passando por diversos lugares do mundo para encontrar o fotógrafo Sean O’Connel para descobrir o paradeiro da fotografia.

A atuação de Ben Stiller acaba sendo essêncial para a formação do personagem. Nós podemos ver o jeitinho do ator nas cenas, percebemos como ele se identifica. As cenas em que ele está imaginando situações provavelmente são as mais divertidas do filme.

O que torna o filme lindo é sua fotografia. Walter passa pela Guatemala, Islândia e diversos outros lugares com paisagens deslumbrantes. As cenas combinadas com a trilha sonora muito bem montada acaba fazendo com que terminemos de ver o filme com um pequeno sorriso nos lábios.

A surpresa do filme provavelmente é a fotografia que ilustra a capa da revista ao fim do filme. Provavelmente o tempero extra que faltava para o filme deixar sua mensagem, e o fato de ela ser apresentada apenas ao final do filme contribuiu ainda mais com isso.

Um filme bem interessante e lançado na passagem do ano, quando repensamos um pouco sobre nossa vida, perceberemos, durante todo o filme, que todos nós temos um pouco de Walter Mitty.


Mitty


Título: A Vida Secreta de Walter Mitty (The Secret Life of Walter Mitty)
Elenco: Ben Stiller, Kristen Wiig, Shirley MacLaine, Adam Scott, Kathryn Hahn, Sean Penn
Direção: Ben Stiller
Gênero: Aventura, Comédia Dramática, Fantasia
Duração: 114 min.
Classificação: 14 Anos
Avaliação: 3,0 de 5.0

{Crítica} Frozen: Uma Aventura Congelante



A Disney ano após ano nos apresenta novas propostas, sempre tentando inovar o cenário da animação mundial. Entretanto, Frozen parece uma tentativa de inovar a partir dos elementos já antigos de trama do estúdio.

Baseado na obra “A Rainha da Neve”, de Hans Christian Andersen, história gira em torno de duas irmãs, Anna e Elsa, princesas de um reino chamado Arendelle. Elsa, porém, possui o poder de controlar o gelo e a neve. Para proteger Anna e aprender a controlar esses poderes, ela se mantém isolada tanto de sua irmã quanto de todos do reino, para assim aprender a controlar esse poder enquanto o esconde do mundo. Porém, no dia de sua coroação como rainha de Arendelle, ela perde o controle de seus poderes e acaba deixando uma tempestade de neve eterna para traz.

O interessante da história é como ela trata do tema amadurecimento. Vemos duas irmãs com personalidades opostas tratando do “amadurecer” de maneiras diferentes. Anna quer sair, conhecer o mundo, conhecer pessoas. Já Elsa, tem um amadurecimento mais doloroso, mais difícil. Ela se isola do mundo e mantém seu coração frio por medo de fazer algo que machuque aqueles que estão à sua volta.

Além das protagonistas somos apresentados a outros personagens interessantes como Hans, príncipe por quem Anna se apaixona à primeira vista, Kristoff, jovem que cresceu com os trolls e trabalha vendendo gelo, e Olaf, boneco de neve que ganha vida. Olaf, aliás, é o ápice do carisma dos personagens do filme, protagonista de quase todas as cenas de humor.

A produção do filme é bela. A textura do gelo é feito de maneira a saltar o olhar, tão detalhada que o gelo tem um brilho próprio e só seu. As sequências animadas são bem feitas e bem dirigidas (com destaque para a cena em que Elsa está construindo seu castelo de gelo, provavelmente a sequência mais bonita do filme).

A trilha sonora, composta por Christophe Beck, Robert Lopez e Kristen Anderson-Lopez contribui para tornar tudo mais mágico. Canções como Let it Go e Fixer Upper são tão bem feitas que conseguem manter seu encanto até mesmo em suas versões dubladas.

Frozen vai tornar a sala de cinema mais fria, mas tenha certeza de que sairá dela com o coração bem mais quente.



Título: Frozen
Elenco: Kristen Bell, Idina Menzel, Jonathan Groff, Josh Gad, Santino Fontana, Alan Tudyk
Direção: Chris Buck, Jennifer Lee
Gênero: Animação, Comédia, Fantasia
Duração:102 minutos
Classificação: Livre
Avaliação: 5,0/5,0

{Crítica} A Escolha Perfeita



Se você for assistir o filme pensando que é igual a Glee, vai se decepcionar.

O enredo conta a história de Beca, uma garota rebelde com um mal relacionamento com seu pai, que sonha ir pra Los Angeles realizar seu sonho de se tornar DJ, porém, antes o pai a força a estudar na Barden University, onde ele trabalha como professor.Após uma discussão, o pai de Beca faz uma proposta: Ela deve entrar em algum grupo da universidade e tentar fazer amizades, caso não der certo, ela pode ir para LA sem passar pela Universidade.

Um grupo de garotas chamado The Barden Bellas, que teve uma apresentação desastrosa no passado e está desesperado por integrantes, ouve Beca cantar, a convidam para juntar a elas, mas Beca rejeita. Só ao conhecer Jesse, que integra uma banda formada apenas por garotos, ela resolve aceitar o convite.

A missão de Beca agora está clara: ela tem que ajudar as garotas a vencer as Nacionais encontrando um novo visual para o grupo.

Os personagens são bem autênticos, suas personalidades são bem definidas. A trilha sonora é maravilhosa, contendo sucessos desde Just The Way You Are a Mickey.

Para quem quer rir, cantar junto, A Escolha Perfeita é literalmente a escolha perfeita, mas se você espera um filme emocionante, nada clichê, vá procurar outro.



Título: A Escolha Pefeita (The Pitch Perfect)
Elenco: Anna Kendrick, Skylar Astin, Bem Platt
Direção: Jason Moore
Gênero: Comédia, Musical
Duração: 122 min.
Classificação: 12 anos
Avaliação: 3,5/5