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{Crítica} Fome de Poder


Confesso que quando era criança, o meu sonho era passar pelo drive thru do McDonald's, mas eu só tive a oportunidade de comer em um dos restaurantes depois de "velha", quando a gente vai perdendo o interesse pelos McLanches Felizes que antes considerávamos um pote de ouro no final do arco-íris. E o drive thru? Pra quê? Tem cheeseburguer mais barato e mais gostoso no tio do carrinho de lanches que fica parado lá na esquina da faculdade. Mas você não perde o total interesse por eles, afinal, são donos da melhor casquinha do mundo! E quem consegue resistir? E é só R$2,50! Bora lá comer mais uma!

Se por um lado seus lanches não me atraem, sou fã declarada de seus sorvetes, a cada McFlurry novo eu fico sem saber o que fazer da vida até experimentá-lo. Acredito que você também tenha uns amores e desamores com Mc (e cá entre nós, eu até prefiro o Starbucks). Certo dia resolveram fazer um filme sobre a franquia, e eu, muito curiosa para conhecer o que tinha por trás do famoso M amarelo (que depois descobri serem arcos dourados), resolvi assistir.

{Série} Jane The Virgin




Jane Gloriana Villanueva é uma garota inteligente, que sabe o que quer, tem a vida toda planejada e vive para realizar seus objetivos e sonhos. Criada pela mãe solteira e avó viúva, Jane é fruto de uma gravidez precoce, que fez com que ela prometesse para a sua avó que manteria sua virgindade até o casamento e essa era a regra que regia a sua vida.

Mas, por infelicidade do destino, ou não, Jane é inseminada artificialmente com o sêmen de um cara podre de rico, Rafael Solano, que, por coincidência, ela beijou há cinco anos. Como se não bastasse tudo isso, ela também está prestes a se casar com Michael Cordero, o amor de sua vida. E aí toda a confusão começa.

Com o estilo das clássicas novelas mexicanas que nós brasileiros conhecemos como ninguém, as criadoras de Jane The Virgin trouxeram todos os elementos para a série: o cômico, as intrigas, o óbvio, os sequestros, as mortes e aquelas cenas impossíveis de acontecer na vida real.

Motivos pelo qual você irá se apaixonar pela série tanto quanto eu: Jane é escritora; Jaime Camil faz parte do elenco (se você não sabe quem é, pesquise, pois eu tenho certeza que você o conhece); Você rirá praticamente assistindo a todos os episódios; Você sentirá raiva de cada personagem, sem exceção, mas estará amando-os um segundo depois; E tem até Britney Spears.

A série ainda está em produção, já foram lançadas duas temporadas e a terceira sai do forno ainda esse ano. Como eu já engoli com os olhos todos os episódios disponíveis, estou agora tentando me manter tranquila até o próximo lançamento.

E gente, eu só contei o primeiro episódio, mas acontece tanta coisa, mas tanta coisa, que assim que você termina um capítulo, já quer logo ir começando o outro, e, quando vê, já terminou toda a temporada.

Uma ótima série para maratonar no final de semana! A primeira temporada está disponível na Netflix, e a segunda você encontra facilmente na internet. Espero que gostem da dica, e, se já assistiram, me contem o que acharam.


Título: Jane The Virgin
Elenco: Gina Rodriguez, Justin Baldoni, Brett Dier
Criado por: Jennie Snyder, Perla Farias
Gênero: Comédia , Drama
Duração: 45min/episódio
Episódios: 44
Temporadas: 2
Avaliação: 

{Crítica} O Regresso



Todos já estão familiarizados com a saga do Oscar de Leonardo DiCaprio. Em toda a sua carreira, o ator nunca levou a estatueta mais famosa do mundo do cinema para casa. Porém, ao que indica, principalmente pelo filme ter conquistado três globos de ouros (Melhor Diretor, Melhor Ator em Filme de Drama e Melhor Filme Categoria Drama) essa situação pode mudar. O Regresso, com uma técnica incrível e baseado numa história real, leva DiCaprio a uma experiência e atuação que não estávamos apresentados.

A trama do filme é bem simples. Em meio a colonização dos Estados Unidos, um grupo de caçadores de pele está em seu acampamento é surpreendido pelo ataque de índios. Esse ataque provoca a morte de vários homens, sendo necessária a volta dos que restaram à base, o mais rápido possível. Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) conhece a floresta muito bem, porém, é gravemente atacado por um urso no caminho.

A caminhada se torna impossível e muito lenta com Hugh ferido, então, como ele é uma pessoa muito bem querida entre o grupo de caçadores, a não ser por John Fitzgerald (Tom Hardy), que é racista e não simpatiza com o filho de Glass, que é mestiço (filho de uma índia), alguns integrantes ficam com ele enquanto os outros vão pelo caminho mais rápido. O que ninguém esperava é que ele abandonado para morrer, que é o ponto central do filme.

Gravemente ferido, sem armas e sozinho, lutando para sobreviver em meio ao frio congelante, temendo por sua vida por conta da ameaça dos índios, Hugh Glass parte à procura de vingança contra aqueles que os deixaram para morrer.

Obviamente, como o próprio nome diz, acompanhamos o regresso dos homens às suas terras. Temos primeiro a patrulha, explorando o caminho para base temendo os índios; os homens que abandonaram Hugh; e o retorno do próprio Hugh Glass, que mesmo conhecendo muito bem os caminhos, está sozinho, machucado e sem armas, se tornando ainda mais difícil.

O sofrimento do personagem de DiCaprio é evidente e constante. Hugh Glass passa por aflições a todo momento, revelando um lado selvagem necessário para sua sobrevivência, que é bastante impressionante. Esse personagem enalteceu a boa atuação de DiCaprio, que transmite toda a dor e dificuldade, até mesmo sem dizer uma palavra. A imersão de Leornado no personagem foi tão grande que ele até comeu um fígado cru de um bisão numa das cenas, mesmo sendo vegetariano. Tom Hardy também não fica pra trás interpretando o vilão traidor, com toda sua amargura e frieza.

A técnica presente em O Regresso é de uma qualidade impressionante. Temos primeiramente o cenário totalmente natural, de uma beleza estonteante, que foi retratado e gravado com luz natural, para que a essência da natureza fosse mantida. Outro ponto marcante é a escolha de planos sequências (filmagem de uma ação contínua sem corte) em algumas cenas, principalmente nas de ação, pois o espectador é deixado no meio da ação, tornando algo bem próximo.

Apesar da longa duração, 2 horas e 36 minutos, o novo filme de Alejandro González Iñárritu (diretor) é muito bem construído, prendendo a atenção do espectador, principalmente nas cenas de ação, que são bastantes. É um filme forte e bem impressionante, principalmente pela história de Hugh Glass ter realmente acontecido (sua história foi publicada esse ano como O Regresso pela editora Intrínseca).

O Regresso está presente em 12 categorias, liderando as indicações, sendo elas Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem e Cabelo, Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som, Melhores Efeitos Visuais e Melhor Design de Produção. Acredito que o flme vence algumas das categorias técnicas e estou na torcida para que Leornardo DiCaprio finalmente leve seu Oscar pra casa.


Título: O Regresso (The Revenant)
Elenco: Leonardo DiCaprio, Tom Hardy, Domhnall Gleeson, Will Poulter +
Direção: Alejandro González Iñárritu
Gênero: Aventura, Drama, Thriller
Duração: 156 min.
Classificação: 16 anos
Avaliação: 

{Crítica} O Quarto de Jack




Vocês já pararam para refletir no aprendizado de uma criança? Como é o contato dela com o mundo a partir de seu crescimento? Qual o papel da mãe durante tudo isso? Esse é um dos principais temas abordados em O Quarto de Jack (Room), cheio de beleza e delicadeza com direito a muita emoção.

O filme conta a história de Jack (Jacob Tremblay), de cinco anos, e Ma (Brie Larson), sua mãe, que vivem num pequeno quarto. Eles comem, brincam, dormem e aprendem tudo nesse ambiente, mas, para o que parece ser o mundo de Jack, esse Quarto é a prisão em que sua mãe tem sido mantida contra sua vontade.

Há 7 anos, Joy foi sequestrada pelo Velho Nick (Sean Bridgers) e desde então vem sendo abusada sexualmente. Jack é fruto desses abusos. Ele cresce no Quarto sem contato com o mundo exterior, achando que o que existe são apenas as coisas do quarto, sua mãe e o Velho Nick, o resto sendo apenas invenção da televisão que eles tem.

Criando seu filho há cinco anos, Ma o protege da verdadeira situação em que eles se encontram, garantindo a inocência da criança. Porém, as crianças crescem e a vontade de sair do Quarto nunca abandonou a mente de Ma, levando-os a bolar um plano arriscado de escape.

Por mais que o filme pareça ser um suspense, não é o caso. É certo que há momentos de tensão durante a trama, mas o foco está no drama. Acompanhamos a devoção e o amor de Ma com o seu Filho de Jack, que tem uma inocência impressionante, o medo do desconhecido e ao mesmo tempo a vontade de conhecê-lo.

Durante o filme temos algums divagações sobre o mundo sob o ponto de vista de Jack, que são capazes de emocionar qualquer um. A incocência e ingenuidade está mais do que presente nas falas do garoto que, sem saber, vive uma vida cruel e privada de tudo, mas que não o impede de ser feliz, já que é a única coisa que ele realmente conhece.

A criatividade da história realmente me impressionou. O enredo até parece ser comum, mas não é de jeito nenhum. É algo inédito e genial. Tenho que agradecer primeiro a autora do livro, do qual o filme foi adaptado, por ter feito algo tão criativo e depois ao diretor por trazer um filme cheio de emoção e beleza.

Toda essa beleza e emoção também é por conta das atuações. Jacob Tremblay, que interpreta o Jack, atua de forma extraordinária para uma criança de nove anos, sua idade real, conseguindo transmitir cada sentimento e emoção ao público. Brie Larson, que interpreta Ma, também não fica pra trás, pois sua imersão no enredo é mais do que evidente, fazendo d'O Quarto de Jack uma experiência ainda mais maravilhosa. É um filme indicado para todos, rico em ensinamentos e reflexões e que permanece em nossa mente.

O filme foi indicado em quatro categorias do Oscar, sendo elas Melhor Filme, Melhor Diretor (Lenny Abrahamsom), Melhor Atriz (Brie Larson) e Melhor Roteiro Adaptado (Emma Donoghue). Me arrisco a dizer que pelo menos as categorias de Melhor Atriz e talvez a de Melhor Roteiro Adaptado estão garantidas (isso se não formos surpreendidos com a de Melhor Filme).


Título: O Quarto de Jack (Room)
Elenco: Brie Larson, Jacob Tremblay, Joan Allen, Sean Bridgers +
Direção: Lenny Abrahamson
Gênero: Drama
Duração: 118 min.
Classificação: 14 anos
Avaliação: 

{Resenha} The Leftovers: Os Deixados Para Trás



Título: The Leftovers: Os Deixados Para Trás
Autor: Tom Perrota
Editora: Intrínseca
Tradução: Rubens Figueiredo
ISBN: 9788580574173
Número de Páginas: 320
Ano: 2014
Classificação: 

O que aconteceria se, de repente, sem nenhuma explicação, pessoas simplesmente desaparecessem, sumissem no ar? É o que os perplexos moradores de Mapleton, que perderam muitos vizinhos, amigos e companheiros no evento conhecido como Partida Repentina, precisam descobrir. Desde o ocorrido nada mais está do mesmo jeito — nem casamentos, nem amizades, nem mesmo o relacionamento entre pais e filhos. O prefeito da cidade, Kevin Garvey, quer acelerar o processo de cura, trazer um sentimento de esperanças renovadas e propósito para sua comunidade traumatizada. Ainda que sua família tenha sido desfeita com o desastre: sua esposa o deixou para se juntar a um culto cujos membros fazem voto de silêncio; seu filho, Tom, abandonou a faculdade para seguir um profeta duvidoso chamado Santo Wayne; e sua filha adolescente, Jill, não é mais a dócil estudante nota dez que costumava ser. Em meio a tudo isso, Kevin ainda se vê envolvido com Nora Durst, uma mulher que perdeu toda a sua família no 14 de Outubro e continua chocada com a tragédia, apesar de se esforçar para seguir adiante e recomeçar a vida. Com emoção, inteligência e uma rara habilidade para enfatizar os problemas inerentes à vida comum, Tom Perrotta escreve um romance impressionante e provocativo sobre amor, conexão e perda.

Adaptações sempre abrem portas para a divulgação dos livros, isso é certo. The Leftlovers, primeiramente, publicado como apenas Os Deixados Para Trás, foi adaptado como série de TV pela HBO em 2014 (continuando até hoje) e surpreendeu muita gente, inclusive a mim. Por conta da ótima qualidade e do grande interesse pelo assunto, é comum nos decidirmos a ler mais sobre ele e foi por conta disso que decidi realizar a leitura do livro. Com um enredo bem comum, Tom Perrota expõe numa bela escrita a solidão, a perda e o recomeço nas páginas de The Leftlovers.

{Resenha} Sonhos Partidos



Título: Sonhos Partidos
Autor: M. O. Walsh
Editora: Intrínseca
Tradução: Alexandre Martins
ISBN: 9788580577938
Número de Páginas: 256
Ano: 2015
Classificação: 

Baton Rouge, capital do estado da Louisiana, nos Estados Unidos, é uma cidade conhecida por seus churrascos no jardim, tardes quentes de verão, barris de cerveja gelada e muitos fãs de futebol americano. Mas no verão de 1989, quando Lindy Simpson, uma das garotas mais bonitas do bairro e estrela das pistas de corrida, é estuprada perto de casa, fica claro que os subúrbios bucólicos de Baton Rouge também têm um lado obscuro. Para uma vizinhança tão pequena, os suspeitos do crime são muitos. Entre eles o narrador da história, um adolescente obcecado por Lindy que mora na casa em frente à da garota. E é por meio de suas lembranças que somos levados a entender como términos de relacionamentos, culpa e amor podem transformar a vida de maneiras irreversíveis.
Combinando o encantamento da infância com a história de um crime violento, em uma prosa perturbadoramente bela, M. O. Walsh analisa os momentos do passado que afetam de forma mais profunda a vida adulta. Uma estreia excepcional que combina suspense com reflexões filosóficas sobre memória, humanidade e verdade.

Há livros que surpreendem. Você tem uma ideia pré-concebida dele e o julga apenas pela capa ou pelo pouco que você conhece do enredo. Tudo parece estar indo como você esperava, mas, depois de um tempo, você acaba sendo surpreendido.

Sonhos Partidos é um desses livros que surpreendem. Com um enredo simples e bastante delicado, te leva a caminhos e reflexões não previstas anteriormente. Em suas páginas, conhecemos Baton Rouge, capital da Louisiana, nos Estados Unidos. Nos subúrbios da cidade a vida é calma e pais e filhos vivem o sonho americano no calor constante. Tudo parece ser perfeito até um estupro abalar a vida dos moradores no verão de 1989.

{Crítica} A Menina Que Roubava Livros














Estamos acostumados a assistir muitos filmes sobre a segunda guerra e principalmente sobre a Alemanha nazista já que essa foi uma das épocas mais turbulentas da história da humanidade e a Alemanha estava no centro disso. Porém, "A Menina Que Roubava Livros", adaptação do romance escrito por Markus Zusak, consegue ser diferente da maioria em sua composição, mostrando o quanto as palavras foram importantes para o desenvolvimento da protagonista em meio a esse mundo turbulento.

A história começa com Liesel Meminger atravessando a Alemanha com sua mãe e seu irmão mais novo para chegar à casa daqueles que serão seus pais adotivos. Porém, no meio do caminho, seu irmão morre. No enterro deste, o coveiro deixa cair um livro e assim ocorre o primeiro "roubo". Liesel então é encaminhada para a casa de Hans e Rosa Hubermann, na chamada Rua Himmel (ou Rua do Paraíso).

A partir daí conhecemos diversos personagens incríveis. Rudy, o "menino dos cabelos de limão" muito bem interpretado pelo garotinho alemão Nico Liersch, que rapidamente se transforma no melhor amigo de Liesel. Rudy é aquele tipo de personagem que você nunca cansa da presença dele em cena, aquele elemento que faz você abrir um sorriso sempre que aparece. Também temos Max, judeu que fica escondido na casa dos Hubermann, e que ensina Liesel sobre o poder das palavras e a ensina a enxergar o mundo de um jeito mais bonito.

A história intensa é contada de maneira a preservar as sensações passadas pela obra original. Conseguimos entender e nos emocionar com personagens apresentados. Nos sentimos parte da Rua Himmel e cada acontecimento, por mínimo que seja, mexe muito com a gente. É um filme que em alguns momentos nos faz derramar lágrimas de tristeza, em outros de alegria e e alguns momentos até mesmo um sorriso de satisfação com aquele momento criado.

O ponto alto, provavelmente, é a fotografia do filme. Desde o primeiro minuto ficamos imersos e apaixonados por como as paisagens são retratadas. A maneira como a morte, narradora da história, é posicionada também é muito interessante.

A Menina Que Roubava Livros concorre ao Oscar de Melhor Trilha Sonora, composta pelo incrível John Willians (o mesmo de Inteligência Artificial, Star Wars e ET), tendo boa chance de receber a estatueta. Independente de qualquer coisa, conseguiu um espaço especial no meu coração.



Título: A Menina Que Roubava Livros (The Book Thief)
Elenco: Sophie Nélisse, Geoffrey Rush, Emily Watson, Ben Schnetzer, Nico Liersch
Direção: Brian Percival
Gênero: Drama
Duração: 131 minutos
Classificação: 10 anos
Avaliação: 5,0 de 5,0

{Crítica} Ernest e Celestine





Todos sabemos que vivemos em um mundo de preconceito, desigualdades e medos. Esse é o mundo retratado, de maneira sensível e lúdica, na animação francesa Ernest e Celestine.

Celestine é uma ratinha órfã que, durante toda a vida, ouviu histórias sobre um urso malvado comedor de ratos. Apesar disso, ela nunca acreditou nas histórias, e sempre sonhou em ser amiga de um urso. A função dela, assim como de outros ratinhos órfãos, é de ir à superfície de noite e pegar dentes dos ursos para fazer próteses dentárias.

Já Ernest é um urso que não tem emprego e está passando fome. É em busca de alimento que ele encontra Celestine, que o ajuda a entrar em uma loja de doces para conseguir se alimentar, em que o companheirismo e amizade deles começa a se formar.

A amizade dos dois é mostrada como algo visto com maus olhos pela sociedade em que eles vivem e as dificuldades que eles tem que enfrentar para poder continuar com seu relacionamento. A cena clímax do filme, que eu não vou citar por motivos óbvios, mostra como a sociedade é precipitada em relação aos rótulos que dá para as pessoas e como o preconceito apenas é passado de geração em geração pelas pessoas mais velhas.

A animação do filme é muito bonita, com uma arte diferenciada em estilo aquarelado similar a livros infantis mais antigos. Algumas sequências de cenas são espexificamente bonitas, como a que mostra uma arte de Celestine sendo criada ao som de uma música tocada por Ernest.

Essa provavelmente é a animação mais leve e doce entre os concorrentes a Melhor Animação do Oscar. Apesar disso, ele provavelmente tem poucas chances de ganhar a premiação, já que Frozen, da Disney e Vidas ao Vento, do Estúdio Ghilbi, são os favoritos por diversos motivos. Mesmo assim, Ernest e Celestine é uma linda obra prima que merece ser vista.



Título: Ernest e Celestine (Ernest et Célestine)
Elenco: Lambert Wilson, Pauline Brunner
Direção: Benjamin Renner, Vincent Patar, Stéphanie Aubier
Gênero: Animação, Comédia, Drama
Duração: 80 min
Classificação: Livre
Avaliação: 4,0 de 5,0

{Crítica} Trapaça



Todos já desejamos não ter que nos preocuparmos com o dinheiro na carteira, ter uma vida boa, uma vida fácil, porém, alguns caminhos possíveis para se obter isso não são tão legais, podendo colocar algemas em seus punhos e condená-lo por anos.

Na história, temos o maior trapaceiro de todos, Irving Rosenfeld, desde a infância tem a trapaça em seu sangue (quebrava o vidros de outros estabelecimentos para que o donos pudessem comprar os vidros de seu pai). Em uma festa, ele conhece Sidney Prosser e a partir daí ela vira sua amante. O casal começa a viver uma espécia de vida Bonnie e Clyde, tirando dinheiro de pessoas endividadas através de uma falsa empresa de empréstimo.

Após um tempo realizando o trabalho, Irving e Sidney são pegos por Richie DiMaso, um agente do FBI disfarçado. Que oferece uma alternativa para o casal: eles tem que ajudá-lo, infiltrando no perigoso e sedutor mundo da máfia, ao invés de serem presos.

O primeiro alvo do grupo, o prefeito Carmine Polito, abre outras grandes oportunidades, servindo de ponte. Porém, Irving vai criando um maior laço com o prefeito, vendo que não existe maldade no coração e é aí que a consciência pesa, levando-o a pensar duas vezes sobre o plano.

Os planos parecem dar certo, até que a esposa de Irving, Rosalyn, aparecer e mudar as regras do jogo.

O que mais se destaca nessa produção é o trabalho com os figurinos, que são magníficos. Christian Bale se torna, praticamente, irreconhecível. Os anos 70 são fielmente caracterizados nos personagens, assim como nos cenários e nas músicas.

As atuações foram ótimas! Tanto Chritian Bale, Amy Adams, Bradley Cooper e Jeremy Renner encarnaram os personagens. Como já era de se esperar, Jennifer Lawrence não aparece muito, mas rouba a cena sempre quando está presente. Confesso que, quase em todas as cenas, eu não parava de dar risada. Realmente, JLawrence é a nova queridinha de Hollywood.

O filme foi indicado ao Oscar nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Ator (Christian Bale), Melhor Atriz (Amy Adams), Melhor Ator Coadjuvante (Bradley Cooper), Melhor Atriz Coadjuvante (Jennifer Lawrence), Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original, Figurino, Melhor Edição e Desenho de Produção. Acho que Jennifer Lawrence tem grandes chances de conseguir seu Oscar consecutivo! O Figurino também pode ser premiado.

A estreia brasileira acontece dia 7 de Fevereiro.


Título: Trapaça (American Hustle)
Elenco: Christian Bale, Amy Adams, Bradley Cooper, Jennifer Lawrence, Jeremy Renner
Direção: David O. Russell
Gênero: Policial, Drama, Comédia
Duração: 138 min.
Classificação: 14 Anos
Avaliação: