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{Resenha} Zona Mórfica



Título: Zona Mórfica
Autor: Cleber Pacheco
Editora: Livro Rápido
ISBN: 9788577163830
Número de Páginas: 206
Ano: 2008
Classificação: 

Às vezes esquecemos que absurdos e instabilidades são causados por pessoas que imaginam, conspiram, distorcem, sentem medo. O escritor Cleber Pacheco parece não esquecer, ao transformar a inconstância em atrativos que compões sua “Zona Mórfica”, uma coletânea de contos com nove histórias sinistras e envolventes que guiam o leitor por cativantes tramas de suspense, terror e fantasia.




Se tivesse sido escrito nos anos 80 Zona Mórfica certamente faria um sucesso avassalador, pois pode ser comparado com o seriado Além da Imaginação – e de fato, pesquisando a vida do autor, esta foi a base de suas inspirações. Seus contos são ágeis, sem muitas introduções, já começam nos expondo os conflitos de seus personagens. Não há mocinhos propriamente ditos neste livro; a maioria são anti-heróis. Fogem do padrão convencional no que diz respeito à tomada de decisões; são jovens que tentam ser rebeldes ou estão com raiva de alguma coisa.

Infelizmente os contos de Pacheco tendem mais para sinopses de roteiro, o que lhe favoreceria bastante se embarcasse nesta área (vide as investidas em temas do gênero nas emissoras de televisão e canais Streaming). Essa linha cinematográfica que segue deixa o material muito linear, porém, em alguns desses contos as viradas na história são confusas; até surpreendem, mas deixam o leitor se perguntando “porquê?”, ou “é só isso?”.

A já citada rebeldia de seus personagens os deixa um pouco estigmatizados, ainda mais pelo excesso de gírias utilizados para reforçar suas atitudes. Até quando os parágrafos são reflexivos, parece que o volume de palavras serve somente para preencher um quantitativo do que significar alguma coisa.

Contos de suspense são difíceis de serem escritos porque exige mais daquela habilidade que os escritores têm de prender o leitor com as palavras; em um suspense é preciso deixar o leitor sem ar, ávido pela continuação. Quer seja pela simples curiosidade de ver como tudo termina, quer seja pelas surpresas a cada virada de página, um suspense bem escrito marca a memória do leitor.

É por isso que apesar de morno, é visível que Pacheco tem boas histórias nas mãos que merecem ser lidas e num futuro próximo, aprimoradas. Muitos filmes, seriados e livros de sucesso foram inspirados na memória cultural de seu criador e estes contos são uma boa base para isto. Considerando que esta foi uma antologia que reuniu seus primeiros contos, aguardo ansiosamente a evolução literária do autor.

Afinal, precisamos de mais nomes brasileiros na literatura mundial!

{Crítica} Obsessão



Se alguns filmes nos deixam sem palavras, esse Obsessão me deixou foi sem comentários. Como eu estava comprometida á escrever uma crítica dele quando conseguisse assisti-lo (gripada, ao lado dos meus pais e as duas da manhã), missão dada é missão cumprida! Assisti quase um mês depois que terminei de ler o livro que o inspirou, e que por aqui foi lançado com o título original: Paperboy. E justamente por não tê-lo achado uma obra-prima, ainda que tenha prendido minha atenção o suficiente á ponto de eu querer ver o filme, tentei não manter tanta expectativa.

Jack, um moço de vinte e poucos anos, recém-expulso da faculdade, vai trabalhar como motorista para dois repórteres de um grande jornal, o arrogante Yardley e o ingênuo Ward (este, o irmão mais velho de Jack). Os jornalistas estão na cidade cobrindo a prisão supostamente injusta de um ser bizarro chamado Hillary Van Wetter, acusado da morte do xerife local, Por incrível que pareça, o cara em questão tem uma noiva, Charlotte, e foi ela quem chamou os repórteres e vai se tornar centro de uma quadrilha amorosa quando vira o interesse de Jack.

{Crítica} O Bom Vizinho



Admito, eu não esperava muito desse filme quando comecei á assistir. No máximo, um desses suspenses com jovens entediados espiando a vida dos vizinhos, aos moldes de Paranoia e Alem da Escuridão. Só que essa trama consegue, de um jeito simples e original, inverter e quebrar esse clichê, nos surpreendendo de forma perturbadora e até provocando uma ou outra reflexão que pode durar dias.

Os jovens Ethan e Sean montam uma espécie de kit atividade paranormal na casa de um senhor chamado Harold Grainey, o vizinho rabugento do primeiro. Explicando melhor, eles enchem o lugar de câmeras e outras quinquilharias de efeitos especiais com a intenção de fazer o velho achar que sua casa é assombrada. A desculpa deles é de estar fazendo um experimento social para um trabalho escolar, cujo mote é "como uma pessoa cética pode ser levada, com os estímulos certos, á acreditar em experiencias sobrenaturais". Ok, isso já é um tema meio estranho para um trabalho, mas... O fato é que, conforme avançam, os garotos verão o tão perigoso é perturbar alguém que já carrega seus próprios fantasmas. O Sr. Grainey não se intimida com os "espíritos", tem ataques repentinos de fúria, e parece saber que é observado.

{Crítica} Death Note (2017)



Quando surgiu a notícia de que Death Note seria adaptado como filme pela Netflix, houve um certo alvoroço por parte dos fãs, discutindo a possível qualidade que o filme poderia vir a ter, já que seria "americanizado". Eu, particularmente, tinha ficado muito ansioso pela notícia, por mais que eu tivesse que esperar meses para conferir, porém, o dia chegou, sexta feira passada (25), e o resultado foi apenas um: frustração (e acho que posso falar isso em nome das pessoas que gostavam do anime).

Light Yagami agora é Light Turner, interpretado pelo ator Nat Wolff, que, ao invés de residir no Japão, como no anime, ele mora em Seattle, nos Estados Unidos. Ele é um garoto comum, com problemas e traumas, principalmente o fato da sua mãe ter sido assassinada, não é popular na escola, mas tem a vida mudada quando acaba possuindo um caderno sobrenatural, com o título de Death Note (Caderno da Morte), que caiu do céu, literalmente, enquanto Light estava na escola.