{Crítica} Popstar: Sem parar, Sem Limites



No mundo do pop, três coisas são garantidas quando surge uma nova estrela: premiações, sites de fofoca e um documentário acompanhando a sua vida dentro e fora dos palcos. Mas, ao contrário de Justin Bieber, Lady Gaga e tantos outros artistas cujas produções encobriram turnês e shows históricos, o astro Connor4real está em um momento nada favorável em sua carreira. Em meio á uma crise profissional e pessoal depois do fracasso de seu ultimo album, ele está disposto á tudo (tudo mesmo) para manter sua fama.

Juntando dois gêneros em alta, pseudo-documentários e realitys sobre celebridades, esse filme pode até ter um ar de "já vi antes", mas acreditem, á tempos eu não ria tanto com uma comédia! O protagonista é um cantor egocêntrico e extravagante, daqueles que só faltam pendurar um letreiro com o próprio nome na testa. Ele arrumou uma inusitada estratégia de marketing para promover seu novo CD, que basicamente consiste em embutir suas musicas em eletrodomésticos. Só que os fãs não curtiram ter que ouvir as músicas de Connor toda vez que ligassem o lava-louças por que será? e o marketing revolucionário só piorou o que estava ruim. Agora resta á ele voltar com a sua antiga banda, os Style Boyz, ou insistir em formas malucas de se autopromover.

{Resenha} Um Reino de Sonhos



Título: Um Reino de Sonhos (Dinastia Westmoreland #01)
Autora: Judith McNaught
Tradutor: Valéria Lamim
Editora: Bertrand Brasil
ISBN: 9788528622324
Número de Páginas: 378
Ano: 2018 Classificação: 

Royce Westmoreland, o “Lobo Negro”, é enviado pelo rei da Inglaterra para invadir a Escócia. Quando seu irmão, Stefan, sequestra Jennifer e Brenna Merrick, filhas de um lorde escocês, do convento onde vivem, as vidas de Royce e Jennifer se entrelaçam. Ele, um poderoso guerreiro que já ganhou muitas batalhas, não vê a hora de encontrar uma mulher que o amará pelo homem que é, não pelo medo inspirado por sua lenda. Ela, uma jovem rebelde em busca do amor e da aceitação de seu clã, mesmo na condição de prisioneira, não se deixa abalar pela fama de seu arrogante captor.
Conforme os conflitos entre os dois se tornam mais frequentes, a urgência de se entregarem um ao outro só aumenta. Certa noite, quando ele a toma apaixonadamente nos braços, desperta nela um desejo irresistível. Mas, se Jennifer seguir seu coração, perderá tudo aquilo pelo que vem lutando e jurou honrar.

Um Reino de Sonhos é o primeiro livro da trilogia Dinastia Westmoreland, da autora Judith McNaught. O livro que foi originalmente publicado em 1989, chegou as livrarias brasileiras a pouco tempo pela editora Bertrand Brasil e já se tornou popular entre os leitores.

Logo no começo do livro, já temos um momento de conflito e tensão, apresentado pelo casamento entre Jennifer e Royce, onde nenhum dos dois está satisfeito com a situação, muito pelo contrário, Jennifer está furiosa e Royce está tentando levar a situação da melhor forma possível. Então, as lembranças de Jennifer nos levam para momentos que antecedem o matrimônio, sendo assim possível acompanharmos a trajetória que teve como resultado aquele instante inicial.

{Resenha} Árabe do Futuro 2



Título: O Árabe do Futuro 2 (O Árabe do Futuro #2)
Autor: Riad Sattouf
Editora: Intrínseca
Tradução:
ISBN: 9788580578805
Número de Páginas: 160
Ano: 2016
Classificação: 
Série: Livro 1: O Árabe do Futuro

Segundo volume da premiada trilogia O árabe do futuro, que narra a infância nada comum do quadrinista Riad Sattouf no Oriente Médio. No primeiro volume (1978-1984), o pequeno Riad, filho de pai sírio e mãe bretã, passou os primeiros anos de sua vida dividido entre a Líbia, a Bretanha e a Síria. Nesta sequência, ele narra os choques de seu primeiro ano como aluno de uma escola síria, onde enfim aprende a ler e escrever em árabe enquanto enfrenta um ambiente rígido e violento. Ele também conhece mais a fundo a família paterna e, apesar dos cabelos louros e das semanas de férias na França com a mãe, faz todo o possível para se tornar um verdadeiro sírio e encher o pai de orgulho.
A vida no campo, a escola no pequeno vilarejo de Ter Maaleh, as incursões ao mercado negro na cidade grande, os jantares luxuosos com o parente que era general e as caminhadas nas ruínas áridas da antiga cidade de Palmira, conforme retratados no livro, são um impactante mergulho na realidade da então ditadura de Hafez Al-Assad na Síria.
Muitas vezes comparado aos aclamados Maus e Persépolis, O árabe do futuro exibe uma visão reveladora sobre o conflito entre culturas que está definindo o século XXI. Com traço simples e narrativa fluida e divertida, Riad fornece ao mesmo tempo uma análise do embate entre o Ocidente e o mundo árabe e um autorretrato de uma infância tão plural e de cores tão fortes.

E a autobiografia de Riad através dos quadrinhos continua. No primeiro livro, a gente acompanhou a adaptação do garoto e sua família se dividindo entre a Líbia, a Síria e a França, tendo contato com todas essas culturas, um tanto divergentes. Agora temos um "protagonista" um pouco mais adaptado, mas que encarará um novo desafio: seu primeiro ano na escola árabe.

{Resenha} Deuses Americanos: Sombras



Título: Deuses Americanos: Sombras (Deuses Americanos #1)
Autores: Neil Gaiman, P. Craig Russell e Scott Hampton
Editora: Intrínseca
Tradução: Fernando Scheibe, Leonardo Alves
ISBN: 9788551003060
Número de Páginas: 264
Ano: 2018
Classificação: 

Mistura de road trip, fantasia e mistério, o romance Deuses Americanos alçou Neil Gaiman à fama mundial e ao posto de um dos maiores escritores de sua geração. Agora, os fãs de quadrinhos e da obra-prima do autor têm mais um motivo para celebrar: chega às livrarias o primeiro volume das graphic novels inspiradas em Deuses americanos. Ao todo, serão três volumes.
Em Sombras, as cores e os traços vibrantes de P. Craig Russell e Scott Hampton nos apresentam Shadow Moon, um ex-presidiário de trinta e poucos anos que acabou de sair da prisão e descobre que sua mulher morreu em um acidente de carro. Sem lar, sem emprego e sem rumo, ele aceita trabalhar para o enigmático Wednesday e embarca em uma viagem tumultuada e reveladora por cidades inusitadas dos Estados Unidos. É nesses encontros e desencontros que o protagonista se depara com os deuses - os antigos (que chegaram ao Novo Mundo junto dos imigrantes) e os modernos (o dinheiro, a televisão, a tecnologia, as drogas) -, que estão se preparando para uma guerra que ninguém viu, mas que já começou. O motivo? O poder de não ser esquecido.

Tenho tentado ter um contato maior com Neil Gaiman ultimamente, por isso procuro nunca perder a oportunidade de conhecer algo novo do autor quando tendo a oportunidade e eis que surgiu o quadrinho de Deuses Americanos. Eu não cheguei a ler o romance ainda, apesar de ter, mas assisti a a série American Gods, adaptação lançada ano passado e foi um tanto interessante ver essa história de outra forma, através e cores e traços dos artistas.

{Crítica} Amaldiçoada



Desde sempre há a religião (citando todas como um todo), e existe gente que usa a sua fé e a dos outros para justificar atos terriveis. São pessoas que se aproveitam de algo que deveria unir e promover a paz, e a usam para satisfazer seus próprios interesses egoístas e, não raramente, doentios. Hoje é muito discutido o perigo do fanatismo religioso, mas e no século 19, numa vila onde a principal autoridade vem da igreja, melhor dizendo, de quem deveria dar voz á igreja? Embora pareça um terror,e seja vendido como tal, esse filme faz uma das críticas mais fortes, brutais e desconfortáveis ao fanatismo e á hipocrisia da história do cinema.Tive que assistir duas vezes, pois na primeira eu não aguentei e troquei de canal antes do fim. Mas essa crueza é necessária.

A parteira muda Liz tem a sua pacata vida revirada depois da chegada do novo reverendo no vilarejo. De início, já fica claro o assédio deste contra a moça e a vista grossa da família dela e dos moradores o que já é bem incomodo. Porém ocorre uma tragédia, a morte de um bebê durante o parto que ela fazia, que logo resulta em mais outra e obriga Liz á fugir com filha e enteado, tentando deixar o passado, definitivamente, para trás.

{Resenha} O Refúgio do Príncipe



Título: O Refúgio do Príncipe
Autor: Eva Ibbotson
Editora: Rocco
Tradução: Angela Melin
ISBN: 9788561384869
Número de Páginas: 416
Ano: 2009
Classificação

Na narrativa, o clima tenso da Segunda Guerra Mundial se espalha por toda a Europa, obrigando a impulsiva inglesinha Tali a ir para um internato – o que a deixa furiosa! Um colégio como esse só poderia ser um lugar sufocante, de gente mal-humorada e que mal sabe sorrir. Esta pequena agitada, porém, estava muito enganada. A escola de Delterton guardava muitas surpresas – como o teatro! – que ela logo iria descobrir. Lá, ela conhece pessoas fantásticas, como Júlia, uma menina tímida que guardava um grande segredo, Barney, um garoto de cabelos rebeldes e dono de um exótico bicho de estimação, e o professor Matteo, um sujeito enigmático e ao mesmo tempo companheiro, que ensinava biologia como ninguém, e faz várias amizades. Enquanto isso, em outro lugar do mundo, um principezinho chamado Karil só deseja não ser príncipe e ter amigos de verdade. E quando esta turminha se encontra, não há guerra que impeça esta amizade de vingar!

Às vezes vivemos algo tão intensamente que carregamos aquilo para sempre. Pode ser um relacionamento, uma amizade, pode ser um filme que assistimos, um livro que lemos... Ou simplesmente um lugar. Um lugar como outro qualquer, mas que para nós foi plenamente mágico.

Eva Ibbotson viveu isso quando era criança e o lugar nada mais era que um colégio interno. Não um colégio cheio de regras como a maioria dos internatos, mas uma escola progressista. Ela amou tanto este colégio e tudo que viveu ali que ele se tornou quase o personagem principal deste livro. Quase, por que as personagens principais são tão encantadoras e maravilhosas quanto esta escola deveria ter sido para a autora.

{Resenha} Uma Bondade Complicada



Título: Uma Bondade Complicada
Autor: Miriam Toews
Editora: Relume Dumará
Tradução: Andréa Rocha
ISBN: 8573164298
Número de Páginas: 220
Ano: 2005
Classificação: 
Nomi, uma menina de 16 anos, de uma comunidade menonita, é abandonada pela irmã e pela mãe da noite para o dia, o que torna sua vida na cidade onde vive insuportável, ao lado de jovens rebeldes e um pai silencioso. Porém, está decidida a se libertar – só não sabe como!
Uma leitura ao mesmo tempo comovente e engraçada sobre a busca de uma adolescente dos anos 70.



Não leia esta história se você estiver deprimido ou triste, angustiado ou algo do gênero. Você cortará os pulsos! Verdade. Por outro lado, se, e somente se, você já estiver no fundo do poço, perceberá que a única saída é subir, escalar as paredes de volta ou se deixar boiar enquanto o poço enche novamente – ok esqueça esta alternativa, pois pode demorar muito e tudo que sobrará até a água atingir a abertura do poço serão seus ossos! O importante é que ao fazer esta leitura e condenar – como eu! - a nossa anti-heroína, você estará automaticamente se livrando das prisões mentais que criamos ao nosso redor.