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{Crítica} O Rei Leão (2019)




Os estúdios Disney estão investindo muito nos live-actions de seus clássicos ultimamente. Já tivemos alguns nos anos anteriores, como Cinderela, Bela e a Fera, O Livro da Selva, e já alguns esse ano, como Aladdin, e agora O Rei Leão. Todos sabemos o perigo de um "remake", mesmo sendo um live-action, visto que o clássico possui um grande valor emocional e nostálgico ao público, mas não deixa de ser uma experiência nova e diferente.

O Rei Leão é um dos maiores clássicos do estúdio, tendo feito parte da infância de muitas pessoas. Quando anunciado a produção de seu live-action, opiniões divergiram, porém, a curiosidade foi inevitável. Durante o processo, nomes de grandes personalidades, como Beyoncé e Donald Glover, ou até mesmo a Iza, na versão dublada, foram anunciados como as vozes dos personagens, instigando ainda mais o público. A estreia seria dia 18 de Julho de 2019, semana passada.

É comum assistir algum filme que você conhece e gosta com certa apreensão. Na premiere, a crítica já não tinha sentido muita simpatia pelo filme, resultando numa nota consideravelmente baixa no Rotten Tomatoes (52/100%), diminuindo um pouco minhas expectativas, porém não a curiosidade.

{Crítica} Especial Curta-Metragens



Hoje vamos falar de curta-metragens. Sim, eu sei que vocês devem estar com uma enorme interrogação na cabeça, afinal, quem assiste curtas? No máximo aqueles da Disney/Pixar que passam antes dos longas no cinema. Mas os curta-metragens, infantis ou adultos, tem uma importância enorme para a formação de diversos estúdios e diretores. Nas faculdades de cinema, pensam que os formandos saem gravando filmes de longa-metragem que estrearão e serão aclamados nas grandes salas? Alguns. Mas mesmo estes tiveram que produzir vários curtas para, por exemplo, descobrirem seus estilos. Então decidi listar alguns destes filmes que me impressionaram e tenho certeza de que também irão lhes conquistar. Tem comédia, drama, suspense, para todos os gostos. Prometo que não vou me estender demais nas sinopses (até porque para dar spoiler é um palito..., tudo o que eu falar está nas sinopses originais), separem a pipoca e aproveitem!

{Crítica} Nasce Uma Estrela



Foi em meados de 2016, assistindo a primeira versão de A Star Is Born numa cópia zoada da internet, que entrei em contato com a clássica (e trágica) história da artista em ascensão e seu já famoso amado em plena decadência. Dois anos e meio depois, eis que estou, numa tarde chuvosa de véspera de feriado, dentro de uma sala inacreditavelmente quase vazia para assistir á quarta versão de Nasce Uma Estrela, que desta vez é ambientada no mundo do pop e protagonizada por ninguém menos que Lady Gaga!

Ally é garçonete num bar de drag queens e sonha em ser cantora profissional. Jackson Maine (guarde esse detalhe do sobrenome) já é cantor e conhecido, embora sua reputação esteja meio arranhada graças ao vicio em álcool e drogas. Numa noite, saindo de um show, ele pede para seu motorista parar no primeiro bar que encontra, justamente o onde Ally trabalha e na mesma noite em que ela está se apresentando. Claro que ele se encanta pela jovem talentosa e a apresenta, literalmente, ao mundo da fama durante um de seus shows. Mas, enquanto para Ally tudo parece estar perfeito, com sua música atingindo níveis estratosféricos, no intimo seus problemas triplicaram. Além de descobrir o outro lado do showbussiness, onde os artistas são tratados como manequins prestes á ir para uma vitrine, ela vê seu recém-iniciado relacionamento com Jack ameaçado pelas dificuldades que o acompanha e mais a comparação inevitável que surgirá entre seus rumos.

{Especial Oscar 2019} Confira os Indicados



O Claquete acabou tirando férias mesmo sem querer, mas estamos de volta e numa das melhores épocas do ano, a época de assistir os filmes indicados ao Oscar para fazer as apostas e conferir os vencedores na cerimônia, que acontece dia 24 de Fevereiro.

Como é de costume, a gente costuma fazer as críticas pelo menos dos filmes mais importantes, como os indicados a Melhor Filme, então, até o dia da cerimônia, vamos deixar nossas opiniões sobre os filmes aqui.

Agora vamos aos indicados para vocês fazerem suas apostas:

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Amy Adams, Vice
Marina de Tavira, Roma
Regina King, Se a Rua Beale Falasse
Emma Stone, A Favorita
Rachel Weisz, A Favorita

MELHOR FIGURINO
A Balada de Buster Scruggs
Pantera Negra
A Favorita
O Retorno de Mary Poppins
Duas Rainhas

MELHOR MIXAGEM DE SOM
Pantera Negra
Bohemian Rhapsody
O Primeiro Homem
Roma
Nasce Uma Estrela

{Crítica} Obsessão



Se alguns filmes nos deixam sem palavras, esse Obsessão me deixou foi sem comentários. Como eu estava comprometida á escrever uma crítica dele quando conseguisse assisti-lo (gripada, ao lado dos meus pais e as duas da manhã), missão dada é missão cumprida! Assisti quase um mês depois que terminei de ler o livro que o inspirou, e que por aqui foi lançado com o título original: Paperboy. E justamente por não tê-lo achado uma obra-prima, ainda que tenha prendido minha atenção o suficiente á ponto de eu querer ver o filme, tentei não manter tanta expectativa.

Jack, um moço de vinte e poucos anos, recém-expulso da faculdade, vai trabalhar como motorista para dois repórteres de um grande jornal, o arrogante Yardley e o ingênuo Ward (este, o irmão mais velho de Jack). Os jornalistas estão na cidade cobrindo a prisão supostamente injusta de um ser bizarro chamado Hillary Van Wetter, acusado da morte do xerife local, Por incrível que pareça, o cara em questão tem uma noiva, Charlotte, e foi ela quem chamou os repórteres e vai se tornar centro de uma quadrilha amorosa quando vira o interesse de Jack.

{Crítica} Kalinka



Contar uma história real não é tarefa fácil. E quando o caso em questão esteve envolvido em polêmicas internacionais por mais de trinta anos, é de se esperar que o cuidado (e a dificuldade) duplique para que o resultado se mantenha interessante sem cair no dramalhão, ou pior, no sensacionalismo. E é justamente nesse ponto que Kalinka acerta, abordando a luta de um pai por justiça depois de passar pela pior das dores: a perda da filha, enquanto ela passava férias na casa do padrasto.

A fita começa com o protagonista, André Bamberski, já com certa idade, sendo preso. Em momento algum é explicado o motivo (na verdade é sim, mas só no final), mas o que surpreende é a reação do senhor, que é... Nenhuma. Ele apenas se arruma e vai. Título na tela, voltamos algumas décadas e é contada a história á partir do momento em que se depara com Dieter Krombach, no início um simpático médico que ajuda a família de André após eles sofrerem um acidente durante uma viagem. Mas o estranho acaba ficando muito próximo, até demais, da esposa do "novo amigo", provocando a separação dos dois. Anos se passam e os filhos do ex-casal vão passar uns dias com a mãe e Dieter, que á essa altura estão casados. Só que, nesse período Kalinka, a filha mais velha, morre subitamente. André se recusa á aceitar a versão dada de que a menina faleceu de causas naturais e passa á investigar por conta própria o que realmente teria acontecido naquela casa.

{Crítica} Popstar: Sem parar, Sem Limites



No mundo do pop, três coisas são garantidas quando surge uma nova estrela: premiações, sites de fofoca e um documentário acompanhando a sua vida dentro e fora dos palcos. Mas, ao contrário de Justin Bieber, Lady Gaga e tantos outros artistas cujas produções encobriram turnês e shows históricos, o astro Connor4real está em um momento nada favorável em sua carreira. Em meio á uma crise profissional e pessoal depois do fracasso de seu ultimo album, ele está disposto á tudo (tudo mesmo) para manter sua fama.

Juntando dois gêneros em alta, pseudo-documentários e realitys sobre celebridades, esse filme pode até ter um ar de "já vi antes", mas acreditem, á tempos eu não ria tanto com uma comédia! O protagonista é um cantor egocêntrico e extravagante, daqueles que só faltam pendurar um letreiro com o próprio nome na testa. Ele arrumou uma inusitada estratégia de marketing para promover seu novo CD, que basicamente consiste em embutir suas musicas em eletrodomésticos. Só que os fãs não curtiram ter que ouvir as músicas de Connor toda vez que ligassem o lava-louças por que será? e o marketing revolucionário só piorou o que estava ruim. Agora resta á ele voltar com a sua antiga banda, os Style Boyz, ou insistir em formas malucas de se autopromover.

{Crítica} Amaldiçoada



Desde sempre há a religião (citando todas como um todo), e existe gente que usa a sua fé e a dos outros para justificar atos terriveis. São pessoas que se aproveitam de algo que deveria unir e promover a paz, e a usam para satisfazer seus próprios interesses egoístas e, não raramente, doentios. Hoje é muito discutido o perigo do fanatismo religioso, mas e no século 19, numa vila onde a principal autoridade vem da igreja, melhor dizendo, de quem deveria dar voz á igreja? Embora pareça um terror,e seja vendido como tal, esse filme faz uma das críticas mais fortes, brutais e desconfortáveis ao fanatismo e á hipocrisia da história do cinema.Tive que assistir duas vezes, pois na primeira eu não aguentei e troquei de canal antes do fim. Mas essa crueza é necessária.

A parteira muda Liz tem a sua pacata vida revirada depois da chegada do novo reverendo no vilarejo. De início, já fica claro o assédio deste contra a moça e a vista grossa da família dela e dos moradores o que já é bem incomodo. Porém ocorre uma tragédia, a morte de um bebê durante o parto que ela fazia, que logo resulta em mais outra e obriga Liz á fugir com filha e enteado, tentando deixar o passado, definitivamente, para trás.

{Crítica} O Bom Vizinho



Admito, eu não esperava muito desse filme quando comecei á assistir. No máximo, um desses suspenses com jovens entediados espiando a vida dos vizinhos, aos moldes de Paranoia e Alem da Escuridão. Só que essa trama consegue, de um jeito simples e original, inverter e quebrar esse clichê, nos surpreendendo de forma perturbadora e até provocando uma ou outra reflexão que pode durar dias.

Os jovens Ethan e Sean montam uma espécie de kit atividade paranormal na casa de um senhor chamado Harold Grainey, o vizinho rabugento do primeiro. Explicando melhor, eles enchem o lugar de câmeras e outras quinquilharias de efeitos especiais com a intenção de fazer o velho achar que sua casa é assombrada. A desculpa deles é de estar fazendo um experimento social para um trabalho escolar, cujo mote é "como uma pessoa cética pode ser levada, com os estímulos certos, á acreditar em experiencias sobrenaturais". Ok, isso já é um tema meio estranho para um trabalho, mas... O fato é que, conforme avançam, os garotos verão o tão perigoso é perturbar alguém que já carrega seus próprios fantasmas. O Sr. Grainey não se intimida com os "espíritos", tem ataques repentinos de fúria, e parece saber que é observado.

{Crítica} Detalhes




Era para ser uma comédia (e não deixa de ser). Mas, se você espera um tipico filminho sessão da tarde, melhor passar longe. Não que Detalhes seja ruim, pelo contrário! Só que seu senso de humor tem que ser humm... Peculiar. Porque esse filme é louco demais para ser algo sério, mas é sério demais para considerarmos um besteirol.

Jeff é um típico pai de família classe média que (como toda típica família classe média, segundo nos ensinou Big Little Lies) esconde vários segredinhos por baixo das paredes brancas de sua casa. Alguns, problemas corriqueiros: crise no casamento, visitas a sites safados adultos e o típico jeitinho brasileiro, no caso teimosia americana, para contornar o impedimento de uma reforma. Reforma esta, cuja intenção inicial era preparar a casa para um segundo filho, mas que, conforme veremos, a única coisa que trará é uma fantástica dor de cabeça ao protagonista.

{Crítica} Max Steel




Esse ano será um tanto nostálgico, pois lançarão filmes que muitos de nós tinhamos contato quando menores, como Pica Pau, Popeye, Power Rangers, Max Steel, obviamente, entre outros. Grande parte dos meninos, quando crianças, já teve um Max Steel ou pelo menos já teve algum contato com algum, mesmo se pela tv (as meninas também, mesmo que fosse pra pegar o boneco do irmão ou do amigo). Quando soube do lançamento, não pude deixar de conferir e me deparei com algo um tanto diferente, mas ainda sim interessante.

O enredo é sobre Max McGrath, um garoto de 16 anos, que viveu boa parte parte da sua vida mudando de casa com sua mãe, desde que seu pai morrera num acidente no local onde trabalhava, uma laboratório. O garoto nunca teve uma vida fixa, assim como sempre teve curiosidade sobre seu pai, quem ele era, o que fazia, do que gostava, pois sua mãe quase nunca entrava no assunto.

{Especial Oscar 2017} Confira os Indicados!



E os Indicados ao Oscar foram finalmente divulgados! Como esperado, La La Land é o líder de indicações, sendo indicado em 14 categorias! O preferido do público se motrou também preferido da academia, empatando com as idnicações do icônico Titanic. A cerimônia será exibida no dia 26 de Fevereiro.

Como é de costume do Claquete Literária, há o especial nessa época do ano, em que há as críticas/resenhas dos principais filmes indicados, até o dia da cerimônia, sendo que, essas críticas/resenhas especiais possuem a estatueta do Oscar no banner.

Agora vamos aos indicados, para que vocês possam conferir os filmes e fazer suas apostas antes da cerimônia.

MELHOR FILME
“A Chegada”
“Fences”
“Até o Último Homem”
“A Qualquer Custo”
“Estrelas Além do Tempo”
“La La Land – Cantando Estações”
“Lion – Uma Jornada para Casa”
“Manchester à Beira-Mar”
“Moonlight: Sob a Luz ao Luar”

{Crítica} Ele Está de Volta


Depois de conhecer o Livro de Marcar Filmes, resolvi dar mais atenção a filmes de diferentes nacionalidades e fiquei muito feliz com o resultado. A seguir,  falarei um pouco sobre um filme da Alemanha, que trata de um assunto um tanto polêmico até para os dias de hoje.

Imagine se Hitler se transportasse de 1945 para 2011 sem saber o que aconteceu nesse meio tempo. Desmaiado, acorda no mesmo local que costumava ficar seu bunker, na Alemanha atual, sem partido nazista e com seu país sendo governado por uma mulher. Bárbaro, não?

Logo, Hitler faz sucesso, muitas pessoas o param na rua para tirar foto e outras xingam. A população acredita que ele é um artista que não consegue sair de seu personagem, até que um repórter amador o descobre, grava um vídeo com ele, que viraliza pela internet. O ditador vai ganhando cada vez mais fama, pois as pessoas ficam curiosas para saber o que leva uma pessoa a se passar por Hitler depois de tudo o que ele fez.

Até que um canal de TV oferece um programa todinho para ele. Era tudo o que Hitler queria, e, através dessa nova conquista, ele pretende continuar falando quem ele realmente é, espalhando seus ideais. O que as pessoas não percebem é que estão caindo na lábia do ditador com muita facilidade, rindo de suas palavras e concordando com suas propostas. Como ele mesmo diz: "Foi o povo que me elegeu, e eu disse as mesmas coisas que estou dizendo agora, não entrei no governo contra a vontade de ninguém".

Baseado no livro homônimo de Timur Vermes, lançado aqui no Brasil pela Intrínseca em 2014, o filme chocou os alemães quando suas gravações começaram, pois o ator Oliver Masucci empenhava seu papel com maestria e andava pela rua retratando Hitler confortavelmente.

O longa é muito parecido com um documentário, pois possui expressões reais do público. Muitas pessoas questionavam o artista para saber qual motivo dele retratar Hitler, muitas cenas foram gravadas de longe, o que deu mais a cara de documentário.

Cheio de críticas à sociedade, Ele Está de Volta nos faz rir e pensar ao mesmo tempo. Está funcionando como um alerta para que não volte a xenofobia, preconceito e ódio para com aqueles que são "diferentes" de nós.

Aqui no Brasil, o lançamento aconteceu diretamente na Netflix, então você já pode correr lá para assistir. Infelizmente, a grande maioria dos filmes mais divulgados continuam no eixo Estados Unidos-Inglaterra, mas podemos mudar isso correndo atrás dos filmes de diversas nacionalidades e até mesmo valorizando os nacionais, que ultimamente não estão deixando nada a desejar.

Gostaram da dica? Não deixem de conferir o filme e o livro. E podem deixar que eu estarei garimpando os lançamentos de variadas nacionalidades, e trazendo os melhores para vocês.



Título: Ele Está de Volta
Elenco: Oliver Masucci, Fabian Busch, Christoph Maria Herbst
Direção: David Wnendt
Gênero: Comédia
Duração: 116 minutos
Classificação: 14 anos
Avaliação:  

{Crítica} Band of Robbers





Imagine se dois dos personagens de Mark Twain fossem reais, crescessem e tomassem decisões na vida... O que faríamos se fossemos amigos deles? Como agiriam depois de suas aventuras de quando eram crianças? Falo de Tom Sawyer e de Huckleberry Finn. Os dois garotos são melhores amigos desde a infância e cada um possui suas histórias contadas pelas palavras de Mark Twain.

Em Band of Robbers (Bando de Ladrões, em tradução livre), a dupla cresceu, cada um escolheu uma vida bem distinta uma da outra, mas continuam procurando por aventura atrás de um tesouro que tentam encontrar desde a infância.

Tom agora é um policial que não faz nada além de multar vovózinhas. Tem a ambição de se tornar um herói, ser reconhecido pela população por ter feito algo de bom para a sociedade, enquanto inveja seu irmão Sid, por ser um homem bem sucedido, detetive e portador da chave da cidade.

Já Huck, foi preso inúmeras vezes por invasão e roubo, agora desfruta da liberdade recém adquirida e pretende andar na linha dessa vez, se afastando daquilo que não acha certo.

Mas como bons e velhos amigos, os dois se reencontram, e tentam ajudar um ao outro de alguma maneira. Por consequência, acabam voltando a busca de um lendário tesouro que procuravam durante a infância, novas pistas são descobertas, e, alimentados pela esperança e fantasia, correm atrás de seus sonhos de criança, envolvendo amigos próximos na caça ao tesouro, mas as coisas não acontecem como planejaram... E acabam se metendo em confusões perigosas.

Pessoas que procurarem uma razão nesta narrativa serão processadas, pessoas que procurarem uma moral nela serão banidas, pessoas que procurarem uma trama nela serão baleadas.
Mark Twain  

Só conheço os livros de Huck e Tom de ouvir falar, pois  nunca tive interesse em ler sobre suas aventuras, mas confesso que o filme me deixou muito curiosa e pretendo procurar os livros em breve.

O longa não é nenhuma super produção mas nem por isso deixou a desejar, enquanto assistimos, percebemos que não foi preciso muitos elementos para construir a trama, e mesmo assim conseguiram fazer algo que passasse uma moral bem legal.

Completo de aventura do início ao fim e com um toque de humor, os irmãos Nee mandaram bem em Band of Robbers.  É uma pena não ter uma divulgação maior e lançamento nos cinemas nacionais, mas estão no caminho certo, e espero que suas próximas produções alcancem uma maior visibilidade.

O filme já está disponível na Netflix, e recomendo para todos os amantes da literatura, um filme se torna ainda mais interessante para mim quando contém elementos da literatura clássica em um enredo atual, e não foi diferente com a história de Tom e Huck já adultos.

Se você já leu sobre os garotos, ou pretender ler algum dia, esse filme é pra você! Eu amei e espero que gostem também. Sem contar que o longa é novinho, recém saído do forno, super lançamento. Que tal?



Título: Band of Robbers
Elenco: Adam Nee, Kyle Gallner, Matthew Gray Gubler, Melissa Benoist, Hannibal Buress
Direção: Adam Nee e Aaron Nee
Gênero: Filme Policial, Comédia, Aventura
Duração: 95 min.
Classificação: 14 anos
Avaliação: 

{Resenha} Livro de Marcar Filmes



Título: Livro de Marcar Filmes
Organização: Increasy Consultoria Literária
Editora: Verus
ISBN: 9788576865001
Número de Páginas: 200
Ano: 2016
Classificação: 

Um lugar para anotar os filmes a que assistiu em diversas categorias, aqueles que conquistaram o seu coração e os que ainda quer ver, enquanto descobre os premiados, que nenhum cinéfilo pode deixar passar.

Quem ama assistir filmes tanto quanto ler livros precisa conhecer o Livro de Marcar Filmes. A novidade da Editora Verus, que se deu com a publicação do Livro de Marcar Livros, continuou com o mais novo lançamento e, posso dizer, que a Increasy caprichou muito na edição e o seu conteúdo é simplesmente espetacular.

{Crítica} Capitão América: Guerra Civil



O ano de 2016 é o ano dos super heróis, com vários filmes e séries com datas marcadas e esperadas por muita gente, inclusive eu. Já tivemos o Batman vs. Superman, que era um dos filmes mais aguardados da DC Comics, e agora tivemos também o Capitão América: Guerra Civil, o mais esperado da Marvel. Com uma mistura de ação e humor bem balanceada, a finalização da trilogia do Capitão América pode ser considerada um dos melhores filmes dos estúdios da Marvel.

O enredo se segue a partir dos outros filmes do universo Marvel, principalmente Vingadores 2, em que, para salvar as pessoas, cidades foram destruídas e pessoas mortas. As Nações Unidas, como alternativa para impedir que esses acontecimentos ocorram novamente, oferece uma proposta aos Vingadores, em que eles se tornariam "propriedade do governo", usados apenas quando o governo achasse necessário. Aí ocorre as separações dos heróis.

Por incrível que pareça, Tony Stark, ou Homem de Ferro, nostálgico pela morte dos pais e com a personalidade um pouco abalada, aceita o acordo, assim como Viúva Negra (Scarlett Johansson), Máquina de Guerra (Don Cheadle), Visão (Paul  Bettany), Pantera Negra (Chadwick Boseman) e Homem Aranha (Tom Holland). Em contra ponto, há o Capitão América (Chris Evans), que é contra o acordo proposto, juntamente com o Soldado Invernal (Sebastia Stan), Falcão (Anthony Mackie), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olson), Homem Formiga (Paul Rudd) e o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner).


O confronto entre os dois times se torna inevitável. Um dos grandes movitos de alguns conflitos, apesar de toda questão política envolvida, é Buck, o Soldado Invernal, por conta de seu passado misterioso, já introduzido em Capitão América 2. A trama se inspira nos quadrinhos Guerra Civil, de Mark Millar e Steve McNiven, mesmo que com algumas ideologias e justificativas diferentes.

Pelo tamanho de personagens conhecidos e alguns novos que seriam introduzidos, o receio da baixa qualidade é certo. Como fazer um filme do Capitão América em que o protagonismo permanecesse e ainda todos os outros personagens secundários tivessem a atenção necessária, tudo num determinado tempo? Eu não sei, mas os diretores Anthony Russo e Joseph V. Russo obtiveram êxito. O filme não é perfeito, mas merece completa atenção.

Capitão América: Guerra Civil segue com o humor e ação, porém numa dose menor a que estávamos acostumados, acrescentando uma tensão e drama maiores, um dos pontos fortes do filme. As cenas de ação, principalmente as de pancadaria são de cair o queixo, especialmente quando vistas em IMAX. O humor ainda é existente, porém um pouco mais inteligente e menos forçado como nos Vingadores, por exemplo, em que as risadas eram constantes.



A apresentação dos personagens novos como Pantera Negra e Homem Aranha (principalmente o Homem Aranha) foram divinas. Pantera Negra tem uma atmosfera totalmente diferente dos outros heróis, com toda sua seriedade, se tornando uma importante adição no universo Marvel nos próximos filmes. Em contra ponto, temos o Homem Aranha que traz a euforia para os fãs nos minutos que está em cena. Tom Holland, com todo o seu carisma, piadas rápidas, nos leva a pensar que este será um dos melhores Homem Aranha que veremos nas telonas. É uma sensação muito boa.

Enfim, não importa se você é #TeamCap, #TeamIron ou #TeamSpidey, vá aos cinemas, pois a Marvel acertou novamente. Um filme de super herói em que alieníginas são colocados de lado e disputas políticas e amizade são razão dos conflitos. Muito bom. (Vale lembrar que o filme tem duas cenas pós-créditos, então espere até o fim dos créditos).


Título: Capitão América: Guerra Civil (Captain America: Civil War)
Elenco: Chris Evans, Scarlett Johansson, Elizabeth Olsen, Robert Downey Jr., Sebastian Stan, Paul Rudd, Tom Holland, Martin Freeman, Jeremy Renner
Direção: Anthony Russo, Joe Russo
Gênero:Ação, Aventura, Sci-Fi
Duração: 2h27min
Classificação: 12 anos
Avaliação: 

{Top 5} Filmes da Nossa Infância




E aí galera, tudo bem com vocês? Aqui é a Ju, e o Top 5 de hoje será sobre alguns filmes que nós amávamos assistir quando éramos crianças na sessão da tarde. Vamos lá?

A CHAVE MÁGICA

Entre os diversos presentes que um garoto ganha ao fazer 9 anos estavam dois sem muita importância: um pequeno armário e um índio de plástico. Mas quando uma antiga chave é usada para fechar o armário o índio ganha vida, provocando situações inimagináveis.

Como eu amava assistir a esse filme! Lembro que tinha um medo danado dos personagens em miniatura, pois ficava imaginando se meus brinquedos fizessem isso, ganhassem vida, através de um armário e uma chave mágica. Nossa, ia ser assustador e demais ao mesmo tempo! Se você quer ensinar o valor de uma amizade para uma criança, recomendo A Chave Mágica sem dúvida.

{Crítica} A Grande Aposta


Quem pega uma crise econômica real e transforma em comédia? O diretor Adam McKay conseguiu fazer isso. E antes que você pense "odeio filmes que tratem sobre negócios", essa pode ser uma chance de você entender o colapso que aconteceu no mundo em 2008, e outra, o filme está na lista de indicados ao Oscar de Melhor Filme e foi vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado, então né... nem preciso falar mais nada.

Michael Burry (Christian Bale) descobre que o sistema imobiliário dos EUA está prestes a sofrer uma queda em grande escala, e decide apostar uma enorme quantia em dinheiro contra o mercado imobiliário. Como os bancos acham que o que Michael propõe é impossível de acontecer, eles aceitam as suas ofertas e apostas, mas não acreditam que o pior está por vir. Traduzindo: Burry aposta que as pessoas irão parar de pagar suas hipotecas e perderão suas casas nos próximos anos, mas os bancos pensam "todos pagam suas hipotecas, ninguém deixará de pagar, então apenas lucraremos com as apostas de Michael".

Jared Vennett (Ryan Gosling) é corretor, e ao saber desses investimentos passa a oferecer a proposta para seus clientes (e a faturar também, logicamente). Mark Baum (Steve Carell) é um de seus clientes, e aceita a proposta de investir também contra o sistema imobiliário, mas ele passa por uns problemas pessoais/emocionais, e acaba se tornando difícil lidar com tudo.

Dois jovens rapazes veem a chance de suas vidas nessas apostas e decidem também apostar contra  o mercado imobiliário dos EUA, mas não possuem renda suficiente e nem influência na Bolsa de Valores, no entanto conseguem uma grande ajuda de um velho amigo chamado Ben Rickert (Brad Pitt), que tenta se manter o mais longe possível de Wall Street, mas as circunstâncias o trazem de volta.

Se não tivessem feito uma comédia da situação, a crise poderia ser muito bem retratada como um drama: pessoas inteligentes previram a crise, ninguém quis acreditar; essas mesmas pessoas apostaram muito dinheiro que isso iria acontecer, isso aconteceu, eles ficaram muito mais ricos do que já eram; o sistema imobiliário quebrou, milhares de pessoas perderam seu empregos e consequentemente não puderam mais pagar suas contas, entre elas a hipoteca, então perderam suas casas... Muitas foram morar dentro de carros ou até mesmo na rua. Situação que realmente aconteceu na vida real, e foi trágico, mas o diretor conseguiu tornar tudo uma grande piada. O que melhor do que ser feliz em meio a desgraça geral?

Mas foi estranho ver como uma minoria de pessoas que previram a crise ficaram tão ricas, e milhares de outras pessoas perderam tudo, e talvez não tenham se recuperado por completo até hoje. Triste realidade.

A produção ficou muito boa, apesar de não ser um daqueles filmes que você ama, foi digno da premiação, recomendo para estudantes de administração, ciências contábeis e história,  e a todos que querem entender boa parte da crise de 2008.


Título: A Grande Aposta
Elenco: Christian Bale, Steve Carell, Ryan Gosling, Brad Pitt
Direção: Adam McKay
Gênero: Drama, Comédia, Biografia
Duração: 131 minutos
Classificação: 14 anos
Avaliação:

{Especial} Oscar 2016: Conheça Os Vencedores!




E lá se foi mais ums Oscar... Esse ano a premiação estava cheia de ótimas indicações, com filmes muito bons, o que tornou os palpites cada vez mais difíceis. A cerimônia rendeu prêmios esperados, assim como surpreendeu várias pessoas em algumas categorias.

Vamos agora conhecer todos os vencedores:

Melhor Filme
Mad Max - Estrada da Fúria
O Regresso
O Quarto de Jack
Spotlight - Segredos Revelados
A Grande Aposta
Ponte dos Espiões
Brooklyn
Perdido em Marte

{Crítica} O Regresso



Todos já estão familiarizados com a saga do Oscar de Leonardo DiCaprio. Em toda a sua carreira, o ator nunca levou a estatueta mais famosa do mundo do cinema para casa. Porém, ao que indica, principalmente pelo filme ter conquistado três globos de ouros (Melhor Diretor, Melhor Ator em Filme de Drama e Melhor Filme Categoria Drama) essa situação pode mudar. O Regresso, com uma técnica incrível e baseado numa história real, leva DiCaprio a uma experiência e atuação que não estávamos apresentados.

A trama do filme é bem simples. Em meio a colonização dos Estados Unidos, um grupo de caçadores de pele está em seu acampamento é surpreendido pelo ataque de índios. Esse ataque provoca a morte de vários homens, sendo necessária a volta dos que restaram à base, o mais rápido possível. Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) conhece a floresta muito bem, porém, é gravemente atacado por um urso no caminho.

A caminhada se torna impossível e muito lenta com Hugh ferido, então, como ele é uma pessoa muito bem querida entre o grupo de caçadores, a não ser por John Fitzgerald (Tom Hardy), que é racista e não simpatiza com o filho de Glass, que é mestiço (filho de uma índia), alguns integrantes ficam com ele enquanto os outros vão pelo caminho mais rápido. O que ninguém esperava é que ele abandonado para morrer, que é o ponto central do filme.

Gravemente ferido, sem armas e sozinho, lutando para sobreviver em meio ao frio congelante, temendo por sua vida por conta da ameaça dos índios, Hugh Glass parte à procura de vingança contra aqueles que os deixaram para morrer.

Obviamente, como o próprio nome diz, acompanhamos o regresso dos homens às suas terras. Temos primeiro a patrulha, explorando o caminho para base temendo os índios; os homens que abandonaram Hugh; e o retorno do próprio Hugh Glass, que mesmo conhecendo muito bem os caminhos, está sozinho, machucado e sem armas, se tornando ainda mais difícil.

O sofrimento do personagem de DiCaprio é evidente e constante. Hugh Glass passa por aflições a todo momento, revelando um lado selvagem necessário para sua sobrevivência, que é bastante impressionante. Esse personagem enalteceu a boa atuação de DiCaprio, que transmite toda a dor e dificuldade, até mesmo sem dizer uma palavra. A imersão de Leornado no personagem foi tão grande que ele até comeu um fígado cru de um bisão numa das cenas, mesmo sendo vegetariano. Tom Hardy também não fica pra trás interpretando o vilão traidor, com toda sua amargura e frieza.

A técnica presente em O Regresso é de uma qualidade impressionante. Temos primeiramente o cenário totalmente natural, de uma beleza estonteante, que foi retratado e gravado com luz natural, para que a essência da natureza fosse mantida. Outro ponto marcante é a escolha de planos sequências (filmagem de uma ação contínua sem corte) em algumas cenas, principalmente nas de ação, pois o espectador é deixado no meio da ação, tornando algo bem próximo.

Apesar da longa duração, 2 horas e 36 minutos, o novo filme de Alejandro González Iñárritu (diretor) é muito bem construído, prendendo a atenção do espectador, principalmente nas cenas de ação, que são bastantes. É um filme forte e bem impressionante, principalmente pela história de Hugh Glass ter realmente acontecido (sua história foi publicada esse ano como O Regresso pela editora Intrínseca).

O Regresso está presente em 12 categorias, liderando as indicações, sendo elas Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem e Cabelo, Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som, Melhores Efeitos Visuais e Melhor Design de Produção. Acredito que o flme vence algumas das categorias técnicas e estou na torcida para que Leornardo DiCaprio finalmente leve seu Oscar pra casa.


Título: O Regresso (The Revenant)
Elenco: Leonardo DiCaprio, Tom Hardy, Domhnall Gleeson, Will Poulter +
Direção: Alejandro González Iñárritu
Gênero: Aventura, Drama, Thriller
Duração: 156 min.
Classificação: 16 anos
Avaliação: