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{Crítica} O Rei Leão (2019)




Os estúdios Disney estão investindo muito nos live-actions de seus clássicos ultimamente. Já tivemos alguns nos anos anteriores, como Cinderela, Bela e a Fera, O Livro da Selva, e já alguns esse ano, como Aladdin, e agora O Rei Leão. Todos sabemos o perigo de um "remake", mesmo sendo um live-action, visto que o clássico possui um grande valor emocional e nostálgico ao público, mas não deixa de ser uma experiência nova e diferente.

O Rei Leão é um dos maiores clássicos do estúdio, tendo feito parte da infância de muitas pessoas. Quando anunciado a produção de seu live-action, opiniões divergiram, porém, a curiosidade foi inevitável. Durante o processo, nomes de grandes personalidades, como Beyoncé e Donald Glover, ou até mesmo a Iza, na versão dublada, foram anunciados como as vozes dos personagens, instigando ainda mais o público. A estreia seria dia 18 de Julho de 2019, semana passada.

É comum assistir algum filme que você conhece e gosta com certa apreensão. Na premiere, a crítica já não tinha sentido muita simpatia pelo filme, resultando numa nota consideravelmente baixa no Rotten Tomatoes (52/100%), diminuindo um pouco minhas expectativas, porém não a curiosidade.

{Crítica} Especial Curta-Metragens



Hoje vamos falar de curta-metragens. Sim, eu sei que vocês devem estar com uma enorme interrogação na cabeça, afinal, quem assiste curtas? No máximo aqueles da Disney/Pixar que passam antes dos longas no cinema. Mas os curta-metragens, infantis ou adultos, tem uma importância enorme para a formação de diversos estúdios e diretores. Nas faculdades de cinema, pensam que os formandos saem gravando filmes de longa-metragem que estrearão e serão aclamados nas grandes salas? Alguns. Mas mesmo estes tiveram que produzir vários curtas para, por exemplo, descobrirem seus estilos. Então decidi listar alguns destes filmes que me impressionaram e tenho certeza de que também irão lhes conquistar. Tem comédia, drama, suspense, para todos os gostos. Prometo que não vou me estender demais nas sinopses (até porque para dar spoiler é um palito..., tudo o que eu falar está nas sinopses originais), separem a pipoca e aproveitem!

{Crítica} Nasce Uma Estrela



Foi em meados de 2016, assistindo a primeira versão de A Star Is Born numa cópia zoada da internet, que entrei em contato com a clássica (e trágica) história da artista em ascensão e seu já famoso amado em plena decadência. Dois anos e meio depois, eis que estou, numa tarde chuvosa de véspera de feriado, dentro de uma sala inacreditavelmente quase vazia para assistir á quarta versão de Nasce Uma Estrela, que desta vez é ambientada no mundo do pop e protagonizada por ninguém menos que Lady Gaga!

Ally é garçonete num bar de drag queens e sonha em ser cantora profissional. Jackson Maine (guarde esse detalhe do sobrenome) já é cantor e conhecido, embora sua reputação esteja meio arranhada graças ao vicio em álcool e drogas. Numa noite, saindo de um show, ele pede para seu motorista parar no primeiro bar que encontra, justamente o onde Ally trabalha e na mesma noite em que ela está se apresentando. Claro que ele se encanta pela jovem talentosa e a apresenta, literalmente, ao mundo da fama durante um de seus shows. Mas, enquanto para Ally tudo parece estar perfeito, com sua música atingindo níveis estratosféricos, no intimo seus problemas triplicaram. Além de descobrir o outro lado do showbussiness, onde os artistas são tratados como manequins prestes á ir para uma vitrine, ela vê seu recém-iniciado relacionamento com Jack ameaçado pelas dificuldades que o acompanha e mais a comparação inevitável que surgirá entre seus rumos.

{Crítica} Obsessão



Se alguns filmes nos deixam sem palavras, esse Obsessão me deixou foi sem comentários. Como eu estava comprometida á escrever uma crítica dele quando conseguisse assisti-lo (gripada, ao lado dos meus pais e as duas da manhã), missão dada é missão cumprida! Assisti quase um mês depois que terminei de ler o livro que o inspirou, e que por aqui foi lançado com o título original: Paperboy. E justamente por não tê-lo achado uma obra-prima, ainda que tenha prendido minha atenção o suficiente á ponto de eu querer ver o filme, tentei não manter tanta expectativa.

Jack, um moço de vinte e poucos anos, recém-expulso da faculdade, vai trabalhar como motorista para dois repórteres de um grande jornal, o arrogante Yardley e o ingênuo Ward (este, o irmão mais velho de Jack). Os jornalistas estão na cidade cobrindo a prisão supostamente injusta de um ser bizarro chamado Hillary Van Wetter, acusado da morte do xerife local, Por incrível que pareça, o cara em questão tem uma noiva, Charlotte, e foi ela quem chamou os repórteres e vai se tornar centro de uma quadrilha amorosa quando vira o interesse de Jack.

{Crítica} Kalinka



Contar uma história real não é tarefa fácil. E quando o caso em questão esteve envolvido em polêmicas internacionais por mais de trinta anos, é de se esperar que o cuidado (e a dificuldade) duplique para que o resultado se mantenha interessante sem cair no dramalhão, ou pior, no sensacionalismo. E é justamente nesse ponto que Kalinka acerta, abordando a luta de um pai por justiça depois de passar pela pior das dores: a perda da filha, enquanto ela passava férias na casa do padrasto.

A fita começa com o protagonista, André Bamberski, já com certa idade, sendo preso. Em momento algum é explicado o motivo (na verdade é sim, mas só no final), mas o que surpreende é a reação do senhor, que é... Nenhuma. Ele apenas se arruma e vai. Título na tela, voltamos algumas décadas e é contada a história á partir do momento em que se depara com Dieter Krombach, no início um simpático médico que ajuda a família de André após eles sofrerem um acidente durante uma viagem. Mas o estranho acaba ficando muito próximo, até demais, da esposa do "novo amigo", provocando a separação dos dois. Anos se passam e os filhos do ex-casal vão passar uns dias com a mãe e Dieter, que á essa altura estão casados. Só que, nesse período Kalinka, a filha mais velha, morre subitamente. André se recusa á aceitar a versão dada de que a menina faleceu de causas naturais e passa á investigar por conta própria o que realmente teria acontecido naquela casa.

{Crítica} Popstar: Sem parar, Sem Limites



No mundo do pop, três coisas são garantidas quando surge uma nova estrela: premiações, sites de fofoca e um documentário acompanhando a sua vida dentro e fora dos palcos. Mas, ao contrário de Justin Bieber, Lady Gaga e tantos outros artistas cujas produções encobriram turnês e shows históricos, o astro Connor4real está em um momento nada favorável em sua carreira. Em meio á uma crise profissional e pessoal depois do fracasso de seu ultimo album, ele está disposto á tudo (tudo mesmo) para manter sua fama.

Juntando dois gêneros em alta, pseudo-documentários e realitys sobre celebridades, esse filme pode até ter um ar de "já vi antes", mas acreditem, á tempos eu não ria tanto com uma comédia! O protagonista é um cantor egocêntrico e extravagante, daqueles que só faltam pendurar um letreiro com o próprio nome na testa. Ele arrumou uma inusitada estratégia de marketing para promover seu novo CD, que basicamente consiste em embutir suas musicas em eletrodomésticos. Só que os fãs não curtiram ter que ouvir as músicas de Connor toda vez que ligassem o lava-louças por que será? e o marketing revolucionário só piorou o que estava ruim. Agora resta á ele voltar com a sua antiga banda, os Style Boyz, ou insistir em formas malucas de se autopromover.

{Crítica} Amaldiçoada



Desde sempre há a religião (citando todas como um todo), e existe gente que usa a sua fé e a dos outros para justificar atos terriveis. São pessoas que se aproveitam de algo que deveria unir e promover a paz, e a usam para satisfazer seus próprios interesses egoístas e, não raramente, doentios. Hoje é muito discutido o perigo do fanatismo religioso, mas e no século 19, numa vila onde a principal autoridade vem da igreja, melhor dizendo, de quem deveria dar voz á igreja? Embora pareça um terror,e seja vendido como tal, esse filme faz uma das críticas mais fortes, brutais e desconfortáveis ao fanatismo e á hipocrisia da história do cinema.Tive que assistir duas vezes, pois na primeira eu não aguentei e troquei de canal antes do fim. Mas essa crueza é necessária.

A parteira muda Liz tem a sua pacata vida revirada depois da chegada do novo reverendo no vilarejo. De início, já fica claro o assédio deste contra a moça e a vista grossa da família dela e dos moradores o que já é bem incomodo. Porém ocorre uma tragédia, a morte de um bebê durante o parto que ela fazia, que logo resulta em mais outra e obriga Liz á fugir com filha e enteado, tentando deixar o passado, definitivamente, para trás.

{Crítica} O Bom Vizinho



Admito, eu não esperava muito desse filme quando comecei á assistir. No máximo, um desses suspenses com jovens entediados espiando a vida dos vizinhos, aos moldes de Paranoia e Alem da Escuridão. Só que essa trama consegue, de um jeito simples e original, inverter e quebrar esse clichê, nos surpreendendo de forma perturbadora e até provocando uma ou outra reflexão que pode durar dias.

Os jovens Ethan e Sean montam uma espécie de kit atividade paranormal na casa de um senhor chamado Harold Grainey, o vizinho rabugento do primeiro. Explicando melhor, eles enchem o lugar de câmeras e outras quinquilharias de efeitos especiais com a intenção de fazer o velho achar que sua casa é assombrada. A desculpa deles é de estar fazendo um experimento social para um trabalho escolar, cujo mote é "como uma pessoa cética pode ser levada, com os estímulos certos, á acreditar em experiencias sobrenaturais". Ok, isso já é um tema meio estranho para um trabalho, mas... O fato é que, conforme avançam, os garotos verão o tão perigoso é perturbar alguém que já carrega seus próprios fantasmas. O Sr. Grainey não se intimida com os "espíritos", tem ataques repentinos de fúria, e parece saber que é observado.

{Crítica} Detalhes




Era para ser uma comédia (e não deixa de ser). Mas, se você espera um tipico filminho sessão da tarde, melhor passar longe. Não que Detalhes seja ruim, pelo contrário! Só que seu senso de humor tem que ser humm... Peculiar. Porque esse filme é louco demais para ser algo sério, mas é sério demais para considerarmos um besteirol.

Jeff é um típico pai de família classe média que (como toda típica família classe média, segundo nos ensinou Big Little Lies) esconde vários segredinhos por baixo das paredes brancas de sua casa. Alguns, problemas corriqueiros: crise no casamento, visitas a sites safados adultos e o típico jeitinho brasileiro, no caso teimosia americana, para contornar o impedimento de uma reforma. Reforma esta, cuja intenção inicial era preparar a casa para um segundo filho, mas que, conforme veremos, a única coisa que trará é uma fantástica dor de cabeça ao protagonista.

{Crítica} Vingadores: Guerra Infinita


Após dez anos de histórias sendo contadas e mais de dezoito filmes lançados, Vingadores - Guerra Infinita está entre nós, a reunião de todos os heróis do universo, e o maior conflito já enfrentado.

O filme é dirigido pelos Irmãos Russo, que também dirigiram os dois últimos filmes do Capitão América, sendo eles Soldado Invernal e Guerra Civil. Aqui a direção é mais do que nunca certeira, pois eles possuem controle de tudo aquilo que querem e precisam contar/mostrar.

A grande reclamação do filme lá fora está sendo: "não tem história e grande desenvolvimento de personagens". A história aqui serve como uma reflexão dos acontecimentos de todos os filmes anteriores. E, obviamente, não teríamos grandes desenvolvimentos de personagens, por conta de tempo de tela, visto que são mais de 50 personagens para um filme de pouco mais de 2 horas e meia.

{Crítica} Com Amor, Simon



Quando um livro favorito seu vai virar filme, uma mistura de animação e apreensão surge, pois adaptação é algo um tanto polêmico quanto qualidade (e dificilmente agrada todo mundo). É muito difícil um filme conter tudo (ou quase tudo) o que se tem no livro, mas há casos em que a história é totalmente deturpada (alô, Percy Jackson!). Eu estava assim quando soube que teria filme de Simon vs. A Agenda Homo Sapiens, publicado pela Intrínseca, que se chama "Com Amor, Simon", mas, felizmente, o resultado me deixou muito feliz.

O filme segue o padrão high school americano adolescente, com um grupo de amigos na escola, com seus problemas, paixões secretas, dificuldade em expressar sentimentos, sexualidade e etc. Simon é o nosso protagonista que está se descobrindo quanto à sua sexualidade, sem muitos conflitos, porém mantém em segredo, menos para um garoto com quem troca emails, por quem começa a ter sentimentos, que também é gay e estuda na mesma escola que ele, que utiliza o nome Blue, para manter sua identidade.

Infelizmente, um dia, Simon deixa seu email aberto e Martin, um colega de escola, vê seus emails com Blue, descobrindo seu segredo, então passa a chantageá-lo, com o objetivo de Simon ajudá-lo com um amiga por quem sente atração. É a partir daí que as coisas começam a se desenrolar, gerando problemas, confusões e muitas reflexões por parte do nosso protagonista, que se encontra encurralado.

{Crítica} Aniquilação




Aniquilação (Annihilation), baseado no livro de mesmo nome de Jeff Vandermeer, o mais novo filme de Alex Garland, roteirista de Extermínio (28 Days Later), Sunshine, e Ex Machina, que também o dirigiu, conta a história de uma bióloga que aceita uma missão secreta do governo para tentar descobrir o que aconteceu após a queda de um meteoro que vêm alterando as leis da natureza do local onde se encontra.

Se você viu Ex Machina e pensou em algum momento como o filme poderia ser "lento", Aniquilação não é um filme para você. O diretor não tem pressa em "contar" o que está acontecendo, e muito bem-posto entre aspas, pois o diretor também não se importa em te explicar o que aconteceu. É pré-estabelecido que um meteorito atingiu alguma parte dos Estados Unidos e que a partir disso um campo luminoso surgiu em volta do mesmo. Por conta disso, o diretor aproveita e brinca com teorias envoltas pela ciência.

{Crítica} Thor: Ragnarok



Thor: Ragnarok é o mais novo filme do Deus do Trovão, desta vez dirigido por Taika Waititi; o mesmo diretor de O que Fazemos nas Sombras (What We Do in the Shadows) de 2014, e A Incrível Aventura de Rick Baker (Hunt for the Wilderpeople) de 2016. 

Esse é um daqueles filmes que muitos vão adorar e muitos vão odiar, principalmente pelo tom que leva. Desta vez não temos nenhum filme sério, recheado de piadas fora de tom, não. Aqui temos uma comédia espacial, que bebe muito da fonte de Guardiões da Galáxia, com seu estilo voltado para os anos oitenta, desde sua trilha sonora, cheia de sintetizadores e músicas que vão te fazer lembrar de muitas coisas do passado, sua fotografia bonita e saturada e ao seu visual chamativo e cheio de excessos (de uma forma boa, claro).

Obviamente o filme não é perfeito. Sua montagem parece um tanto quanto apressada, muitas vezes (principalmente no primeiro ato) tendo passagens de tempo excessivas, fazendo com que ficasse um sentimento de falta na cena. Outro problema notável do filme é que temos um conflito entre seu tema e seu estilo, veja bem: o filme aborda o Ragnarok, o evento mortal dos deuses nórdicos, porém ele é uma comédia, fazendo com que não tenhamos o peso necessário em certas cenas mais dramáticas. Um exemplo é o fato de que o filme trata de uma possível extinção de uma civilização e você não dá a mínima para isso. (E sim, eu preciso falar dos erros de CGI, que não são muitos, mas quando acontece, são tristes, como um personagem de papelão andando atrás de um ator).

{Crítica} Death Note (2017)



Quando surgiu a notícia de que Death Note seria adaptado como filme pela Netflix, houve um certo alvoroço por parte dos fãs, discutindo a possível qualidade que o filme poderia vir a ter, já que seria "americanizado". Eu, particularmente, tinha ficado muito ansioso pela notícia, por mais que eu tivesse que esperar meses para conferir, porém, o dia chegou, sexta feira passada (25), e o resultado foi apenas um: frustração (e acho que posso falar isso em nome das pessoas que gostavam do anime).

Light Yagami agora é Light Turner, interpretado pelo ator Nat Wolff, que, ao invés de residir no Japão, como no anime, ele mora em Seattle, nos Estados Unidos. Ele é um garoto comum, com problemas e traumas, principalmente o fato da sua mãe ter sido assassinada, não é popular na escola, mas tem a vida mudada quando acaba possuindo um caderno sobrenatural, com o título de Death Note (Caderno da Morte), que caiu do céu, literalmente, enquanto Light estava na escola.

{Crítica} Fome de Poder


Confesso que quando era criança, o meu sonho era passar pelo drive thru do McDonald's, mas eu só tive a oportunidade de comer em um dos restaurantes depois de "velha", quando a gente vai perdendo o interesse pelos McLanches Felizes que antes considerávamos um pote de ouro no final do arco-íris. E o drive thru? Pra quê? Tem cheeseburguer mais barato e mais gostoso no tio do carrinho de lanches que fica parado lá na esquina da faculdade. Mas você não perde o total interesse por eles, afinal, são donos da melhor casquinha do mundo! E quem consegue resistir? E é só R$2,50! Bora lá comer mais uma!

Se por um lado seus lanches não me atraem, sou fã declarada de seus sorvetes, a cada McFlurry novo eu fico sem saber o que fazer da vida até experimentá-lo. Acredito que você também tenha uns amores e desamores com Mc (e cá entre nós, eu até prefiro o Starbucks). Certo dia resolveram fazer um filme sobre a franquia, e eu, muito curiosa para conhecer o que tinha por trás do famoso M amarelo (que depois descobri serem arcos dourados), resolvi assistir.

{Crítica} Max Steel




Esse ano será um tanto nostálgico, pois lançarão filmes que muitos de nós tinhamos contato quando menores, como Pica Pau, Popeye, Power Rangers, Max Steel, obviamente, entre outros. Grande parte dos meninos, quando crianças, já teve um Max Steel ou pelo menos já teve algum contato com algum, mesmo se pela tv (as meninas também, mesmo que fosse pra pegar o boneco do irmão ou do amigo). Quando soube do lançamento, não pude deixar de conferir e me deparei com algo um tanto diferente, mas ainda sim interessante.

O enredo é sobre Max McGrath, um garoto de 16 anos, que viveu boa parte parte da sua vida mudando de casa com sua mãe, desde que seu pai morrera num acidente no local onde trabalhava, uma laboratório. O garoto nunca teve uma vida fixa, assim como sempre teve curiosidade sobre seu pai, quem ele era, o que fazia, do que gostava, pois sua mãe quase nunca entrava no assunto.

{Crítica} Assassin's Creed


A franquia de Assassin's Creed é mundialmente famosa. Começou pelos games, conquistando o público, depois foi para os livros, onde também foi sucesso, possui uma adaptação como minissérie. Só faltava então ir para as telonas do cinema, o que demorou um pouquinho, avaliando pelo sucesso, porém a espera valeu a pena. Michael Fassbender, protagonista e produtor, juntamente a Justin Kurzel, diretor, foram os responsáveis pela adaptação do game dar certo.

No enredo do filme acompanhamos Callum Lynch, um rapaz que, após preso e sentenciado à morte, acorda num lugar chamado Abstergo, onde descobre que a empresa que o hospeda tem um interesse peculiar nele: Cal viverá as memórias de seu ancestral, Aguilar, através de uma máquina chamada Animus, para poder descobrir o poder e o lugar da Maçã do Éden, artefato que contém o código genético humano do livre-arbítrio.

{Série} 3%




Netflix produziu a primeira série brasileira, que antes estava destinada a ser exibida pelo youtube, o que acabou gerando altas expectativas em nós, brasileiros que adoram séries. A expectativa foi aumentando cada vez mais a cada poster, trailer e informação liberados, até que, sexta feira (25), chegou o dia de conferir a o resultado. Como primeira produção, não pude deixar de conferir e trazer a minha opinião sobre a série aqui.

A série é uma espécie de distopia em que a sociedade é dividida entre os que não tem quase nada e os que tem tudo, os pobres e os que vivem no Maralto, onde a vida não tem dificuldades, mas, para se alcançar o outro lado, é preciso passar pelo Processo, em que apenas 3% dos jovens de 20 anos passará para o outro lado. Tudo baseado na meritocracia.

Num estilo meio Jogos Vorazes, ao decorrer dos episódios somos apresentados a algumas provas em que os jovens participam, para que a seleção ocorra, visando os 3% finais. Entre os jovens, temos, obviamente, o grupo principal, contendo personagens com suas histórias diferentes e até mesmo propósitos para se participar do Processo.

{Crítica} Ele Está de Volta


Depois de conhecer o Livro de Marcar Filmes, resolvi dar mais atenção a filmes de diferentes nacionalidades e fiquei muito feliz com o resultado. A seguir,  falarei um pouco sobre um filme da Alemanha, que trata de um assunto um tanto polêmico até para os dias de hoje.

Imagine se Hitler se transportasse de 1945 para 2011 sem saber o que aconteceu nesse meio tempo. Desmaiado, acorda no mesmo local que costumava ficar seu bunker, na Alemanha atual, sem partido nazista e com seu país sendo governado por uma mulher. Bárbaro, não?

Logo, Hitler faz sucesso, muitas pessoas o param na rua para tirar foto e outras xingam. A população acredita que ele é um artista que não consegue sair de seu personagem, até que um repórter amador o descobre, grava um vídeo com ele, que viraliza pela internet. O ditador vai ganhando cada vez mais fama, pois as pessoas ficam curiosas para saber o que leva uma pessoa a se passar por Hitler depois de tudo o que ele fez.

Até que um canal de TV oferece um programa todinho para ele. Era tudo o que Hitler queria, e, através dessa nova conquista, ele pretende continuar falando quem ele realmente é, espalhando seus ideais. O que as pessoas não percebem é que estão caindo na lábia do ditador com muita facilidade, rindo de suas palavras e concordando com suas propostas. Como ele mesmo diz: "Foi o povo que me elegeu, e eu disse as mesmas coisas que estou dizendo agora, não entrei no governo contra a vontade de ninguém".

Baseado no livro homônimo de Timur Vermes, lançado aqui no Brasil pela Intrínseca em 2014, o filme chocou os alemães quando suas gravações começaram, pois o ator Oliver Masucci empenhava seu papel com maestria e andava pela rua retratando Hitler confortavelmente.

O longa é muito parecido com um documentário, pois possui expressões reais do público. Muitas pessoas questionavam o artista para saber qual motivo dele retratar Hitler, muitas cenas foram gravadas de longe, o que deu mais a cara de documentário.

Cheio de críticas à sociedade, Ele Está de Volta nos faz rir e pensar ao mesmo tempo. Está funcionando como um alerta para que não volte a xenofobia, preconceito e ódio para com aqueles que são "diferentes" de nós.

Aqui no Brasil, o lançamento aconteceu diretamente na Netflix, então você já pode correr lá para assistir. Infelizmente, a grande maioria dos filmes mais divulgados continuam no eixo Estados Unidos-Inglaterra, mas podemos mudar isso correndo atrás dos filmes de diversas nacionalidades e até mesmo valorizando os nacionais, que ultimamente não estão deixando nada a desejar.

Gostaram da dica? Não deixem de conferir o filme e o livro. E podem deixar que eu estarei garimpando os lançamentos de variadas nacionalidades, e trazendo os melhores para vocês.



Título: Ele Está de Volta
Elenco: Oliver Masucci, Fabian Busch, Christoph Maria Herbst
Direção: David Wnendt
Gênero: Comédia
Duração: 116 minutos
Classificação: 14 anos
Avaliação:  

{Crítica} Band of Robbers





Imagine se dois dos personagens de Mark Twain fossem reais, crescessem e tomassem decisões na vida... O que faríamos se fossemos amigos deles? Como agiriam depois de suas aventuras de quando eram crianças? Falo de Tom Sawyer e de Huckleberry Finn. Os dois garotos são melhores amigos desde a infância e cada um possui suas histórias contadas pelas palavras de Mark Twain.

Em Band of Robbers (Bando de Ladrões, em tradução livre), a dupla cresceu, cada um escolheu uma vida bem distinta uma da outra, mas continuam procurando por aventura atrás de um tesouro que tentam encontrar desde a infância.

Tom agora é um policial que não faz nada além de multar vovózinhas. Tem a ambição de se tornar um herói, ser reconhecido pela população por ter feito algo de bom para a sociedade, enquanto inveja seu irmão Sid, por ser um homem bem sucedido, detetive e portador da chave da cidade.

Já Huck, foi preso inúmeras vezes por invasão e roubo, agora desfruta da liberdade recém adquirida e pretende andar na linha dessa vez, se afastando daquilo que não acha certo.

Mas como bons e velhos amigos, os dois se reencontram, e tentam ajudar um ao outro de alguma maneira. Por consequência, acabam voltando a busca de um lendário tesouro que procuravam durante a infância, novas pistas são descobertas, e, alimentados pela esperança e fantasia, correm atrás de seus sonhos de criança, envolvendo amigos próximos na caça ao tesouro, mas as coisas não acontecem como planejaram... E acabam se metendo em confusões perigosas.

Pessoas que procurarem uma razão nesta narrativa serão processadas, pessoas que procurarem uma moral nela serão banidas, pessoas que procurarem uma trama nela serão baleadas.
Mark Twain  

Só conheço os livros de Huck e Tom de ouvir falar, pois  nunca tive interesse em ler sobre suas aventuras, mas confesso que o filme me deixou muito curiosa e pretendo procurar os livros em breve.

O longa não é nenhuma super produção mas nem por isso deixou a desejar, enquanto assistimos, percebemos que não foi preciso muitos elementos para construir a trama, e mesmo assim conseguiram fazer algo que passasse uma moral bem legal.

Completo de aventura do início ao fim e com um toque de humor, os irmãos Nee mandaram bem em Band of Robbers.  É uma pena não ter uma divulgação maior e lançamento nos cinemas nacionais, mas estão no caminho certo, e espero que suas próximas produções alcancem uma maior visibilidade.

O filme já está disponível na Netflix, e recomendo para todos os amantes da literatura, um filme se torna ainda mais interessante para mim quando contém elementos da literatura clássica em um enredo atual, e não foi diferente com a história de Tom e Huck já adultos.

Se você já leu sobre os garotos, ou pretender ler algum dia, esse filme é pra você! Eu amei e espero que gostem também. Sem contar que o longa é novinho, recém saído do forno, super lançamento. Que tal?



Título: Band of Robbers
Elenco: Adam Nee, Kyle Gallner, Matthew Gray Gubler, Melissa Benoist, Hannibal Buress
Direção: Adam Nee e Aaron Nee
Gênero: Filme Policial, Comédia, Aventura
Duração: 95 min.
Classificação: 14 anos
Avaliação: