{Crítica} Capitão América: Guerra Civil



O ano de 2016 é o ano dos super heróis, com vários filmes e séries com datas marcadas e esperadas por muita gente, inclusive eu. Já tivemos o Batman vs. Superman, que era um dos filmes mais aguardados da DC Comics, e agora tivemos também o Capitão América: Guerra Civil, o mais esperado da Marvel. Com uma mistura de ação e humor bem balanceada, a finalização da trilogia do Capitão América pode ser considerada um dos melhores filmes dos estúdios da Marvel.

O enredo se segue a partir dos outros filmes do universo Marvel, principalmente Vingadores 2, em que, para salvar as pessoas, cidades foram destruídas e pessoas mortas. As Nações Unidas, como alternativa para impedir que esses acontecimentos ocorram novamente, oferece uma proposta aos Vingadores, em que eles se tornariam "propriedade do governo", usados apenas quando o governo achasse necessário. Aí ocorre as separações dos heróis.

Por incrível que pareça, Tony Stark, ou Homem de Ferro, nostálgico pela morte dos pais e um com a personalidade um pouco abalada, aceita o acordo, assim como Viúva Negra (Scarlett Johansson), Máquina de Guerra (Don Cheadle), Visão (Paul  Bettany), Pantera Negra (Chadwick Boseman) e Homem Aranha (Tom Holland). Em contra ponto, há o Capitão América (Chris Evans), que é contra o acordo proposto, justamente com o Soldado Invernal (Sebastia Stan), Falcão (Anthony Mackie), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olson), Homem Formiga (Paul Rudd) e o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner).


O confronto entre os dois times se torna inevitável. Um dos grandes movitos de alguns conflitos, apesar de toda questão política envolvida, é Buck, o Soldado Invernal, por conta de seu passado misterioso, já introduzido em Capitão América 2. A trama se inspira nos quadrinhos Guerra Civil, de Mark Millar e Steve McNiven, mesmo que com algumas ideologias e justificativas diferentes.

Pelo tamanho de personagens conhecidos e alguns novos que seriam introduzidos, o receio da baixa qualidade é certo. Como fazer um filme do Capitão América, em que o protagonismo permanecesse, e ainda todos os outros personagens secundários tivessem a atenção necessária, tudo num determinado tempo? Eu não sei, mas os diretores Anthony Russo e Joseph V. Russo obtiveram êxito. O filme não é perfeito, mas merece completa atenção.

Capitão América: Guerra Civil, segue com o humor e ação, porém numa dose menor a que estávamos acostumados, acrescentando uma tensão e drama maiores, um dos pontos fortes do filme. As cenas de ação, principalmente as de pancadaria são de cair o queixo, especialmente quando vistas em IMAX. O humor ainda é existente, porém um pouco mais inteligente e menos forçado como nos Vingadores, por exemplo, em que as risadas eram constantes.



A apresentação dos personagens novos como Pantera Negra e Homem Aranha (principalmente o Homem Aranha) foram divinas. Pantera Negra tem uma atmosfera totalmente diferente dos outros heróis, com toda sua seriedade, se tornando uma importante adição no universo Marvel nos próximos filmes. Em contra ponto, temos o Homem Aranha que traz a euforia para os fãs nos minutos que está em cena. Tom Holland, com todo o seu carisma, piadas rápidas, nos leva a pensar que este será um dos melhores Homem Aranha que veremos nas telonas. É uma sensação muito boa.

Enfim, não importa se você é #TeamCap, #TeamIron ou #TeamSpidey, vá aos cinemas, pois a Marvel acertou novamente. Um filme de super herói em que alieníginas são colocados de lado e disputas políticas e amizade são razão dos conflitos. Muito bom. (Vale lembrar que o filme tem duas cenas pós-créditos, então espere até o fim dos créditos).


Título: Capitão América: Guerra Civil (Captain America: Civil War)
Elenco: Chris Evans, Scarlett Johansson, Elizabeth Olsen, Robert Downey Jr., Sebastian Stan, Paul Rudd, Tom Holland, Martin Freeman, Jeremy Renner
Direção: Anthony Russo, Joe Russo
Gênero:Ação, Aventura, Sci-Fi
Duração: 2h27min
Classificação: 12 anos
Avaliação: 

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