Mostrando postagens com marcador Ficção Científica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ficção Científica. Mostrar todas as postagens

{Especial Matéria Escura: Resenha} Matéria Escura



Título: Matéria Escura
Autor: Blake Crouch
Editora: Intrínseca
Tradução: Alexandre Raposo
ISBN: 9788551001226
Número de Páginas: 352
Ano: 2017
Classificação: 

Essas são as últimas palavras que Jason Dessen ouve antes de acordar num laboratório, preso a uma maca. Raptado por um homem mascarado, Jason é levado para uma usina abandonada e deixado inconsciente. Quando acorda, um estranho sorri para ele, dizendo: “Bem-vindo de volta, amigo.”
Neste novo mundo, Jason leva outra vida. Sua esposa não é sua esposa, seu filho nunca nasceu e, em vez de professor numa universidade mediana, ele é um gênio da física quântica que conseguiu um feito inimaginável. Algo impossível. Será que é este seu mundo, e o outro é apenas um sonho? E, se esta não for a vida que ele sempre levou, como voltar para sua família e tudo que ele conhece por realidade?
Com ritmo veloz e muita ação, Matéria escura nos leva a um universo muito maior do que imaginamos, ao mesmo tempo em que comove ao colocar em primeiro plano o amor pela família. Marcante e intimista, seus múltiplos cenários compõem uma história que aborda questões profundamente humanas, como identidade, o peso das escolhas e até onde vamos para recuperar a vida com que sonhamos.

Você já parou para pensar como sua vida seria se tivesse tomado uma decisão passada diferente? Como você estaria hoje se tivesse desistido de algo ou buscado outras coisas? Se tivesse virado à esquerda ao invés da direita? Blake Crouch usa esse questionamento como plano de fundo de Matéria Escura, juntamente com bastante ação, ficção científica e física, capaz de fazer com que o leitor experimente várias emoções durante a leitura além de refletir sobre alguns assuntos.

{Crítica} Max Steel




Esse ano será um tanto nostálgico, pois lançarão filmes que muitos de nós tinhamos contato quando menores, como Pica Pau, Popeye, Power Rangers, Max Steel, obviamente, entre outros. Grande parte dos meninos, quando crianças, já teve um Max Steel ou pelo menos já teve algum contato com algum, mesmo se pela tv (as meninas também, mesmo que fosse pra pegar o boneco do irmão ou do amigo). Quando soube do lançamento, não pude deixar de conferir e me deparei com algo um tanto diferente, mas ainda sim interessante.

O enredo é sobre Max McGrath, um garoto de 16 anos, que viveu boa parte parte da sua vida mudando de casa com sua mãe, desde que seu pai morrera num acidente no local onde trabalhava, uma laboratório. O garoto nunca teve uma vida fixa, assim como sempre teve curiosidade sobre seu pai, quem ele era, o que fazia, do que gostava, pois sua mãe quase nunca entrava no assunto.

{Resenha} Interestelar



Título: Interestelar
Autor: Greg Keyes, Christopher Nolan e Jonathan Nolan
Editora: Gryphus Geek
Tradução: Vera Whately
ISBN: 9788583110545
Número de Páginas: 268
Ano: 2016
Classificação: 

Interestelar é a crônica de um grupo de exploradores que se aproveita de um recém-descoberto buraco de minhoca para ultrapassar os limites das viagens espaciais tripuladas e assim conquistar as grandes distâncias de uma jornada interestelar. Enquanto viajam, estão em risco o destino do planeta... Terra...e o futuro da raça humana.





Interestelar é o segundo livro derivado de filme que leio esse ano, o primeiro foi Warcraft, e eu acho bem interessante quando o efeito é o contrário de livros que são adaptados para o cinema, principalmente quando você já viu o filme antes, que foi o que aconteceu comigo com Interestelar em sua estreia nos cinemas. Eu havia visto o filme um pouco depois da estreia e, por estar cansado, acabei perdendo algumas partes e não entendi a história completamente e, por algum motivo, eu acabei não revendo o filme, portanto, depois que soube do lançamento do livro pelo selo da Gryphus, não pude deixar de conferir.

{Crítica} Perdido Em Marte



É normal se perder em alguns lugares que não conhecemos muito bem, mas você já se imaginou se esse lugar fosse um outro planeta com condições muito diferentes das do planeta Terra? É com essa base que Ridley Scott, conhecido por dirigir outros filmes como Prometheus, Alien, Blade Runner, nos leva ao Planeta Vermelho, Marte.

Uma equipe de astronautas liderada por Melissa Lewis (Jessica Chastain) está em Marte para explorar o planeta. Uma tempestade é anunciada e faz com que ela ordene uma retirada, mas no meio do desespero e ansiedade promovidos pelo caos, um tripulante, Mark Watney (Matt Damon), é atingido por um objeto e jogado à distância. Tudo indica que Mark não sobreviveu à retirada, por isso Melissa, depois de hesitar, ordena a volta para o planeta Terra. A equipe comunica a NASA sobre a morte de seu tripulante e, com bastante pesar, é anunciada para o mundo.

O que ninguém esperava é que Mark Watney está vivo. A partir daí, com muita paciência, certa tranquilidade e uma dose de humor, ele faz de tudo para sobreviver em Marte, calculando as chances de sobrevivência, tempo para ser resgatado, como entrar em contato com a NASA, tudo com bastante racionalidade.

Durante o filme somos apresentados ao trabalho de Watney em sobreviver no Planeta Vermelho e ao progesso da NASA, que, depois de saber da sobrevivência do tripulante, tenta bolar planos possíveis para regatá-lo.

Apesar de ser um filme que se passa no espaço, como Gravidade, Interestelar e outros, a abordagem de Perdido em Marte é um pouco diferente. Enquanto em Gravidade temos o foco na sobrevivência e em Interestelar uma trama bem complexa, a obra de Ridley Scott equilibra as ações de Mark, o progesso da NASA e também a patrulha de Witney, tudo apresentado de uma forma bem simples.

É fato que a missão de Perdido em Marte é entreter. O personagem de Matt Damon lida com a sua situação com bastante humor e ironia, um dos pontos fortes do filme, assim como parte da trilha sonora que quebra um pouco a seriedade, sendo bastante cômica. Não temos complexidades da ficcção científica e nem pensamentos filosóficos e reflexivos, apenas uma mistura de tensão, inteligência, sagacidade e humor, que faz do filme uma experiência bem saborosa e de forma alguma cansativa.

Um dos destaques da obra de Ridley Scott é a fotografia. Marte, apesar de ser desabitada por qualquer outro ser, a não ser Mark Watney, é de uma beleza grandiosa. Com tons alaranjados, Marte é retratada de uma forma simples, parecendo um deserto, mas muito bonita, e enfatizando ainda mais o isolamento de Watney no planeta desconhecido.

Indicado ao Oscar nas categorias Melhor Filme, Melhor Ator (Matt Damon), Melhor Roteiro Adaptado (Drew Goddard), Melhor Mixagem de Som, Melhores Efeitos Visuais e Melhor Design de Produção, acredito que Perdido em Marte tem grandes chances de conquistar pelo menos alguma das categorias técnicas.



Título: Perdido Em Marte (The Martian)
Elenco: Matt Damon, Jessica Chastain, Kristen Wiig, Jeff Daniels +
Direção: Riddley Scott
Gênero: Aventura, Drama, Ficcção Científica
Duração: 144 min.
Classificação: 12 anos
Avaliação: 

{Resenha} 172 Horas Na Lua



Título: 172 Horas Na Lua
Autor: Johan Harstad
Editora: Novo Conceito
Tradução: Camila Fernandes
ISBN: 9788581637099
Número de Páginas: 288
Ano: 2015
Classificação: 

O ano é 2018. Quase cinco décadas desde que o homem pisou na Lua pela primeira vez.
Três adolescentes comuns vencem um sorteio mundial promovido pela NASA. Eles vão passar uma semana na base lunar DARLAH 2 - um lugar que, até então, só era conhecido pelos altos funcionários do governo americano.
Mia, Midore e Antoine se consideram os jovens mais sortudos do mundo. Mal sabem eles que a NASA tinha motivos para não ter enviado mais ninguém à Lua.
Eventos inexplicáveis e experiências fora do comum começam a acontecer...
Prepara-se para a contagem regressiva.

Como disse Nicolau Maquiavel "O fim justificam os meios". Podemos dizer que é nesse pensamento que a NASA se baseia quando decide retomar as expedições a Lua, mais especificamente à estção lunar DARLAH2, nunca antes utilizada, depois de quase cinquenta anos em que o homem pisou lá pela primeira vez, para explorá-la e coletar elementos raros necessários para construções tecnológicas aqui na Terra. Só que a NASA está sem apoio e precisa arrumar uma maneira de conseguir "patrocínio" para que essas expedições se iniciem. É aí que a ideia de mandar três adolescentes para o espaço junto com a equipe surge.

{Crítica} Ela



Desde o começo do mundo, o amor tem sido razão de milhares de acontecimentos. O amor faz parte da natureza. Faz parte do homem. E precisamos dele.

Na sociedade atual, a busca pelo amor ideal tem crescido, tanto que existem milhares de redes sociais ou salas de bate papo destinadas a introduçāo de pessoas, o que é normal hoje em dia, afinal, existem vários casais felizes que foram fruto da internet, mas será que é possível um amor com a própria máquina, com um sistema operacional? É aí que está o ponto principal de Ela.

Num futuro não tão distante, Theodore, anti-social e recém divorciado, resolve buscar auxílio num novo modelo de sistema operacional, um ser sintético, capaz de ter suas proprias emoções e ideias, que, ao ser iniciado, se nomeia Samantha. A partir daí, a relação entre os dois só vai criando mais intimidade até resultar em namoro.

Pense numa pessoa, no seu namorado ou namorada, agora pense em passeios, conversas e declarações de amor. Agora retire o corpo, fique apenas com a voz. É assim o relacionamento de Theodore e Samantha, puro e real, com até mesmo direito a sexo.

Porém, com o passar do tempo, Samantha vai mudando, conhecendo pessoas e outros Sistemas Operacionais, afetando sua relação com Theodore.

Magnífico. O diretor, vencedor do Globo de Ouro 2014 como melhor roteiro por Ela, soube trabalhar de uma maneira fantástica, relacionando a máquina com os seres humanos da forma mais real possível, tanto que até cheguei a pensar que, realmente, isso poderá acontecer num futuro não tão distante.

O cenário foi super bem explorado. Há um uso bem bonito das cores, que são bastante alegres, pois, em quase todas as cenas, quase todas as cores são as mesmas, principalmente o laranja. A fotografia pode ser considerada uma obra de arte moderna bem colorida e linda.

As atuações também não ficam para trás. Joaquin Phoenix, Amy Adams e Scarlett Johansson foram divinos em suas atuações, realmente encarnaram os personagens. Porém, acho que Johansson teve um grande destaque, já que conseguiu dar vida as emoções de um sistema operacional apenas com a sua voz de uma forma tão natural. 

Após finalizarmos o filme, questões permanecem na nossa cabeça, como: o papel e a importância das maquinas no nosso cotidiano; nossas maneiras de encontrar escapes para obter a felicidade; a maneira como a tecnologia afetou nossa convivência em sociedade. Entre outras presentes nesse filme que mistura comédia romântica, ficção científica e drama, gerando uma obra criativa e bem interessante. Super recomendo.

O filme foi indicado nas seguintes categorias ao Oscar: Melhor Filme, Roteiro Original, Trilha Sonora Original, Canção Original ("The Moon Song") e Design de Produção. Acho que o filme tem grandes chances conquistar o prêmio como Roteiro Original, assim como recebeu no Globo de Ouro.

A estreia brasileira está prevista para o dia 14 de Fevereiro.


Título: Ela (Her)
Elenco: Joaquin Phoenix, Amy Adams, Scarlett Johansson, Olivia Wilde, Rooney Mara
Direção: Spike Jonze
Gênero: Drama, Romance, Ficção Científica
Duração: 126 min
Classificação: a definir
Avaliação: