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{Especial} Oscar 2016: Conheça Os Vencedores!




E lá se foi mais ums Oscar... Esse ano a premiação estava cheia de ótimas indicações, com filmes muito bons, o que tornou os palpites cada vez mais difíceis. A cerimônia rendeu prêmios esperados, assim como surpreendeu várias pessoas em algumas categorias.

Vamos agora conhecer todos os vencedores:

Melhor Filme
Mad Max - Estrada da Fúria
O Regresso
O Quarto de Jack
Spotlight - Segredos Revelados
A Grande Aposta
Ponte dos Espiões
Brooklyn
Perdido em Marte

{Crítica} O Regresso



Todos já estão familiarizados com a saga do Oscar de Leonardo DiCaprio. Em toda a sua carreira, o ator nunca levou a estatueta mais famosa do mundo do cinema para casa. Porém, ao que indica, principalmente pelo filme ter conquistado três globos de ouros (Melhor Diretor, Melhor Ator em Filme de Drama e Melhor Filme Categoria Drama) essa situação pode mudar. O Regresso, com uma técnica incrível e baseado numa história real, leva DiCaprio a uma experiência e atuação que não estávamos apresentados.

A trama do filme é bem simples. Em meio a colonização dos Estados Unidos, um grupo de caçadores de pele está em seu acampamento é surpreendido pelo ataque de índios. Esse ataque provoca a morte de vários homens, sendo necessária a volta dos que restaram à base, o mais rápido possível. Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) conhece a floresta muito bem, porém, é gravemente atacado por um urso no caminho.

A caminhada se torna impossível e muito lenta com Hugh ferido, então, como ele é uma pessoa muito bem querida entre o grupo de caçadores, a não ser por John Fitzgerald (Tom Hardy), que é racista e não simpatiza com o filho de Glass, que é mestiço (filho de uma índia), alguns integrantes ficam com ele enquanto os outros vão pelo caminho mais rápido. O que ninguém esperava é que ele abandonado para morrer, que é o ponto central do filme.

Gravemente ferido, sem armas e sozinho, lutando para sobreviver em meio ao frio congelante, temendo por sua vida por conta da ameaça dos índios, Hugh Glass parte à procura de vingança contra aqueles que os deixaram para morrer.

Obviamente, como o próprio nome diz, acompanhamos o regresso dos homens às suas terras. Temos primeiro a patrulha, explorando o caminho para base temendo os índios; os homens que abandonaram Hugh; e o retorno do próprio Hugh Glass, que mesmo conhecendo muito bem os caminhos, está sozinho, machucado e sem armas, se tornando ainda mais difícil.

O sofrimento do personagem de DiCaprio é evidente e constante. Hugh Glass passa por aflições a todo momento, revelando um lado selvagem necessário para sua sobrevivência, que é bastante impressionante. Esse personagem enalteceu a boa atuação de DiCaprio, que transmite toda a dor e dificuldade, até mesmo sem dizer uma palavra. A imersão de Leornado no personagem foi tão grande que ele até comeu um fígado cru de um bisão numa das cenas, mesmo sendo vegetariano. Tom Hardy também não fica pra trás interpretando o vilão traidor, com toda sua amargura e frieza.

A técnica presente em O Regresso é de uma qualidade impressionante. Temos primeiramente o cenário totalmente natural, de uma beleza estonteante, que foi retratado e gravado com luz natural, para que a essência da natureza fosse mantida. Outro ponto marcante é a escolha de planos sequências (filmagem de uma ação contínua sem corte) em algumas cenas, principalmente nas de ação, pois o espectador é deixado no meio da ação, tornando algo bem próximo.

Apesar da longa duração, 2 horas e 36 minutos, o novo filme de Alejandro González Iñárritu (diretor) é muito bem construído, prendendo a atenção do espectador, principalmente nas cenas de ação, que são bastantes. É um filme forte e bem impressionante, principalmente pela história de Hugh Glass ter realmente acontecido (sua história foi publicada esse ano como O Regresso pela editora Intrínseca).

O Regresso está presente em 12 categorias, liderando as indicações, sendo elas Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem e Cabelo, Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som, Melhores Efeitos Visuais e Melhor Design de Produção. Acredito que o flme vence algumas das categorias técnicas e estou na torcida para que Leornardo DiCaprio finalmente leve seu Oscar pra casa.


Título: O Regresso (The Revenant)
Elenco: Leonardo DiCaprio, Tom Hardy, Domhnall Gleeson, Will Poulter +
Direção: Alejandro González Iñárritu
Gênero: Aventura, Drama, Thriller
Duração: 156 min.
Classificação: 16 anos
Avaliação: 

{Crítica} Perdido Em Marte



É normal se perder em alguns lugares que não conhecemos muito bem, mas você já se imaginou se esse lugar fosse um outro planeta com condições muito diferentes das do planeta Terra? É com essa base que Ridley Scott, conhecido por dirigir outros filmes como Prometheus, Alien, Blade Runner, nos leva ao Planeta Vermelho, Marte.

Uma equipe de astronautas liderada por Melissa Lewis (Jessica Chastain) está em Marte para explorar o planeta. Uma tempestade é anunciada e faz com que ela ordene uma retirada, mas no meio do desespero e ansiedade promovidos pelo caos, um tripulante, Mark Watney (Matt Damon), é atingido por um objeto e jogado à distância. Tudo indica que Mark não sobreviveu à retirada, por isso Melissa, depois de hesitar, ordena a volta para o planeta Terra. A equipe comunica a NASA sobre a morte de seu tripulante e, com bastante pesar, é anunciada para o mundo.

O que ninguém esperava é que Mark Watney está vivo. A partir daí, com muita paciência, certa tranquilidade e uma dose de humor, ele faz de tudo para sobreviver em Marte, calculando as chances de sobrevivência, tempo para ser resgatado, como entrar em contato com a NASA, tudo com bastante racionalidade.

Durante o filme somos apresentados ao trabalho de Watney em sobreviver no Planeta Vermelho e ao progesso da NASA, que, depois de saber da sobrevivência do tripulante, tenta bolar planos possíveis para regatá-lo.

Apesar de ser um filme que se passa no espaço, como Gravidade, Interestelar e outros, a abordagem de Perdido em Marte é um pouco diferente. Enquanto em Gravidade temos o foco na sobrevivência e em Interestelar uma trama bem complexa, a obra de Ridley Scott equilibra as ações de Mark, o progesso da NASA e também a patrulha de Witney, tudo apresentado de uma forma bem simples.

É fato que a missão de Perdido em Marte é entreter. O personagem de Matt Damon lida com a sua situação com bastante humor e ironia, um dos pontos fortes do filme, assim como parte da trilha sonora que quebra um pouco a seriedade, sendo bastante cômica. Não temos complexidades da ficcção científica e nem pensamentos filosóficos e reflexivos, apenas uma mistura de tensão, inteligência, sagacidade e humor, que faz do filme uma experiência bem saborosa e de forma alguma cansativa.

Um dos destaques da obra de Ridley Scott é a fotografia. Marte, apesar de ser desabitada por qualquer outro ser, a não ser Mark Watney, é de uma beleza grandiosa. Com tons alaranjados, Marte é retratada de uma forma simples, parecendo um deserto, mas muito bonita, e enfatizando ainda mais o isolamento de Watney no planeta desconhecido.

Indicado ao Oscar nas categorias Melhor Filme, Melhor Ator (Matt Damon), Melhor Roteiro Adaptado (Drew Goddard), Melhor Mixagem de Som, Melhores Efeitos Visuais e Melhor Design de Produção, acredito que Perdido em Marte tem grandes chances de conquistar pelo menos alguma das categorias técnicas.



Título: Perdido Em Marte (The Martian)
Elenco: Matt Damon, Jessica Chastain, Kristen Wiig, Jeff Daniels +
Direção: Riddley Scott
Gênero: Aventura, Drama, Ficcção Científica
Duração: 144 min.
Classificação: 12 anos
Avaliação: 

{Crítica} O Quarto de Jack




Vocês já pararam para refletir no aprendizado de uma criança? Como é o contato dela com o mundo a partir de seu crescimento? Qual o papel da mãe durante tudo isso? Esse é um dos principais temas abordados em O Quarto de Jack (Room), cheio de beleza e delicadeza com direito a muita emoção.

O filme conta a história de Jack (Jacob Tremblay), de cinco anos, e Ma (Brie Larson), sua mãe, que vivem num pequeno quarto. Eles comem, brincam, dormem e aprendem tudo nesse ambiente, mas, para o que parece ser o mundo de Jack, esse Quarto é a prisão em que sua mãe tem sido mantida contra sua vontade.

Há 7 anos, Joy foi sequestrada pelo Velho Nick (Sean Bridgers) e desde então vem sendo abusada sexualmente. Jack é fruto desses abusos. Ele cresce no Quarto sem contato com o mundo exterior, achando que o que existe são apenas as coisas do quarto, sua mãe e o Velho Nick, o resto sendo apenas invenção da televisão que eles tem.

Criando seu filho há cinco anos, Ma o protege da verdadeira situação em que eles se encontram, garantindo a inocência da criança. Porém, as crianças crescem e a vontade de sair do Quarto nunca abandonou a mente de Ma, levando-os a bolar um plano arriscado de escape.

Por mais que o filme pareça ser um suspense, não é o caso. É certo que há momentos de tensão durante a trama, mas o foco está no drama. Acompanhamos a devoção e o amor de Ma com o seu Filho de Jack, que tem uma inocência impressionante, o medo do desconhecido e ao mesmo tempo a vontade de conhecê-lo.

Durante o filme temos algums divagações sobre o mundo sob o ponto de vista de Jack, que são capazes de emocionar qualquer um. A incocência e ingenuidade está mais do que presente nas falas do garoto que, sem saber, vive uma vida cruel e privada de tudo, mas que não o impede de ser feliz, já que é a única coisa que ele realmente conhece.

A criatividade da história realmente me impressionou. O enredo até parece ser comum, mas não é de jeito nenhum. É algo inédito e genial. Tenho que agradecer primeiro a autora do livro, do qual o filme foi adaptado, por ter feito algo tão criativo e depois ao diretor por trazer um filme cheio de emoção e beleza.

Toda essa beleza e emoção também é por conta das atuações. Jacob Tremblay, que interpreta o Jack, atua de forma extraordinária para uma criança de nove anos, sua idade real, conseguindo transmitir cada sentimento e emoção ao público. Brie Larson, que interpreta Ma, também não fica pra trás, pois sua imersão no enredo é mais do que evidente, fazendo d'O Quarto de Jack uma experiência ainda mais maravilhosa. É um filme indicado para todos, rico em ensinamentos e reflexões e que permanece em nossa mente.

O filme foi indicado em quatro categorias do Oscar, sendo elas Melhor Filme, Melhor Diretor (Lenny Abrahamsom), Melhor Atriz (Brie Larson) e Melhor Roteiro Adaptado (Emma Donoghue). Me arrisco a dizer que pelo menos as categorias de Melhor Atriz e talvez a de Melhor Roteiro Adaptado estão garantidas (isso se não formos surpreendidos com a de Melhor Filme).


Título: O Quarto de Jack (Room)
Elenco: Brie Larson, Jacob Tremblay, Joan Allen, Sean Bridgers +
Direção: Lenny Abrahamson
Gênero: Drama
Duração: 118 min.
Classificação: 14 anos
Avaliação: 

{Especial} Oscar 2016: Confira os Indicados!




Olá, pessoal! Foram divulgados hoje os indicados à 88ª edição do Oscar! A cerimônia de entrega acontece em 28 de fevereiro. O Regresso, de Alejandro G. Iñárritu, lidera a lista com 12 indicações e Mad Max - Estrada da Fúria ficou em segundo, com 10. Já o Brasil está representado pela animação O Menino e o Mundo, de Alê Abreu.

Como de costume do Claquete Literária, nessa época do ano sempre acontece o Especial Oscar, em que os filmes serão assistidos e resenhados aqui no blog, pelo menos os das categorias maiores. Vale lembrar que essas resenhas "especiais" contém a estatueta do Oscar no banner do filme. Esse ano tem filmes bem promissores e até o dia da cerimônia nossa opinião concreta sobre eles estará aqui.

Vamos conferir a lista completa dos indicados para que vocês possam conhecê-los e fazer suas apostas previamente (acho que dessa vez Leonardo DiCaprio leva a estatueta pra casa):