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{Especial Oscar 2017} Confira os Indicados!



E os Indicados ao Oscar foram finalmente divulgados! Como esperado, La La Land é o líder de indicações, sendo indicado em 14 categorias! O preferido do público se motrou também preferido da academia, empatando com as idnicações do icônico Titanic. A cerimônia será exibida no dia 26 de Fevereiro.

Como é de costume do Claquete Literária, há o especial nessa época do ano, em que há as críticas/resenhas dos principais filmes indicados, até o dia da cerimônia, sendo que, essas críticas/resenhas especiais possuem a estatueta do Oscar no banner.

Agora vamos aos indicados, para que vocês possam conferir os filmes e fazer suas apostas antes da cerimônia.

MELHOR FILME
“A Chegada”
“Fences”
“Até o Último Homem”
“A Qualquer Custo”
“Estrelas Além do Tempo”
“La La Land – Cantando Estações”
“Lion – Uma Jornada para Casa”
“Manchester à Beira-Mar”
“Moonlight: Sob a Luz ao Luar”

{Especial} Oscar 2016: Conheça Os Vencedores!




E lá se foi mais ums Oscar... Esse ano a premiação estava cheia de ótimas indicações, com filmes muito bons, o que tornou os palpites cada vez mais difíceis. A cerimônia rendeu prêmios esperados, assim como surpreendeu várias pessoas em algumas categorias.

Vamos agora conhecer todos os vencedores:

Melhor Filme
Mad Max - Estrada da Fúria
O Regresso
O Quarto de Jack
Spotlight - Segredos Revelados
A Grande Aposta
Ponte dos Espiões
Brooklyn
Perdido em Marte

{Especial} Oscar 2016: Confira os Indicados!




Olá, pessoal! Foram divulgados hoje os indicados à 88ª edição do Oscar! A cerimônia de entrega acontece em 28 de fevereiro. O Regresso, de Alejandro G. Iñárritu, lidera a lista com 12 indicações e Mad Max - Estrada da Fúria ficou em segundo, com 10. Já o Brasil está representado pela animação O Menino e o Mundo, de Alê Abreu.

Como de costume do Claquete Literária, nessa época do ano sempre acontece o Especial Oscar, em que os filmes serão assistidos e resenhados aqui no blog, pelo menos os das categorias maiores. Vale lembrar que essas resenhas "especiais" contém a estatueta do Oscar no banner do filme. Esse ano tem filmes bem promissores e até o dia da cerimônia nossa opinião concreta sobre eles estará aqui.

Vamos conferir a lista completa dos indicados para que vocês possam conhecê-los e fazer suas apostas previamente (acho que dessa vez Leonardo DiCaprio leva a estatueta pra casa): 

{Crítica} Whiplash: Em Busca da Perfeição




Quando falamos de baterista, quais sãos os primeiros que aparecem na nossa cabeça? Ringo Starr, Dave Grohl, Travis Barker, Dan Platzman... Todos, ou pelo menos a maioria, são de rock, certo? Agora, vocês já pararam pra pensar que no Jazz também há bateristas? E eles ainda possuem um grande papel na banda. E é aí que entra Andrew, um estudante da melhor escola de música dos Estados Unidos, o conservatório Shaffer.

Todos sabemos que seguir a carreira de música não é muito fácil e isso só complica quando você estuda com diversos ótimos alunos, alguns até melhor do que você, e tem que se destacar. Na Shaffer, o maior desejo dos alunos é fazer parte da orquestra principal da escola que é regida pelo reverenciado e impiedoso mestre do jazz Terence Flecther. E Andrew consegue. Mas não pense que as coisas começam a ser mais fáceis por conta disso, pois se tornam ainda mais difíceis.

Terence leva o seu trabalho mais a sério do que o normal. O perfeito é pouco para ele. E, como Andrew é o mais novo integrante, é o que mais sofre para poder se destacar no meio da orquestra. Treinos e mais treinos, suor e mais suor nas mãos, nos dedos, na própria bateria... Até onde ir para se destacar e ser lembrado futuramente como um grande baterista? Andrew vai em busca de seus objetivos, mesmo que isso vá mexer com o seu psicológico e com o seu físico.

Como um apaixonado por música, Whiplash: Em Busca da Perfeição não poderia ter causado outro efeito em mim. Com um enrendo um pouco incomum dentre os diversos filmes americanos, o filme consegue ser magnífico em sua simplicidade. Um jovem, uma bateria, escola de música... Isso poderia muito bem ser um High School Band ou um Fama, mas o foco de Damien Chazelle, o diretor, é outro. Aqui falamos de esforço, limites, até onde ir e se é possível cruzá-los para cumprir seus objetivos. E, se formos parar para pensar, a vida de Andrew pode ser o que qualquer estudante de música passa no seu dia a dia.

Uma das coisas que mais me chamaram atenção durante o filme foram os enquadramentos. Muito legal quando se preocupam em transmitir ao espectador o sufoco do personagem juntamente com a vibração do mesmo. Seja dando close na mãos, nas baquetas, na vibração do tambor, na boca de Terence Fletcher durante um grito. Muito bom.

Outra coisa que merece ser exposta é: Miles Teller. Sabe aquele ator que você nunca daria nada, que é meio indiferente? Era a minha relação com ele. Mas isso foi antes de Whiplash. Ele se entregou ao papel completamente. Essa entrega me lembrou um pouco de Jennifer Lawrence, pois a minha reação com ela foi quase a mesma e hoje ela é uma das minhas atrizes favoritas. J. K. Simmons, que interpreta o Terence, também não fica de lado, mas o destaque é, com certeza, do nosso protagonista com todo o seu sufoco.

Indicado ao Oscar como Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante (J.K. Simmons), Roteiro Adaptado, Edição e Mixagem de Som, Whiplash: Em Busca da Perfeição vem como não quer nada, mas acaba surpreendendo. Com certeza não sairá de mãos vazias. Me arrisco a dizer que as estatuetas Mixagem de Som, Edição e, muito provável, Melhor Filme já estão garantidas.


Título: Whiplash: Em Busca da Perfeição
Elenco: Miles Teller, J. K. Simmons, Paul Reiser, Melissa Benoist
Direção: Damien Chazelle
Gênero: Drama, Musical
Duração: 109 min.
Classificação: 12 Anos
Avaliação: 

{Crítica} A Menina Que Roubava Livros














Estamos acostumados a assistir muitos filmes sobre a segunda guerra e principalmente sobre a Alemanha nazista já que essa foi uma das épocas mais turbulentas da história da humanidade e a Alemanha estava no centro disso. Porém, "A Menina Que Roubava Livros", adaptação do romance escrito por Markus Zusak, consegue ser diferente da maioria em sua composição, mostrando o quanto as palavras foram importantes para o desenvolvimento da protagonista em meio a esse mundo turbulento.

A história começa com Liesel Meminger atravessando a Alemanha com sua mãe e seu irmão mais novo para chegar à casa daqueles que serão seus pais adotivos. Porém, no meio do caminho, seu irmão morre. No enterro deste, o coveiro deixa cair um livro e assim ocorre o primeiro "roubo". Liesel então é encaminhada para a casa de Hans e Rosa Hubermann, na chamada Rua Himmel (ou Rua do Paraíso).

A partir daí conhecemos diversos personagens incríveis. Rudy, o "menino dos cabelos de limão" muito bem interpretado pelo garotinho alemão Nico Liersch, que rapidamente se transforma no melhor amigo de Liesel. Rudy é aquele tipo de personagem que você nunca cansa da presença dele em cena, aquele elemento que faz você abrir um sorriso sempre que aparece. Também temos Max, judeu que fica escondido na casa dos Hubermann, e que ensina Liesel sobre o poder das palavras e a ensina a enxergar o mundo de um jeito mais bonito.

A história intensa é contada de maneira a preservar as sensações passadas pela obra original. Conseguimos entender e nos emocionar com personagens apresentados. Nos sentimos parte da Rua Himmel e cada acontecimento, por mínimo que seja, mexe muito com a gente. É um filme que em alguns momentos nos faz derramar lágrimas de tristeza, em outros de alegria e e alguns momentos até mesmo um sorriso de satisfação com aquele momento criado.

O ponto alto, provavelmente, é a fotografia do filme. Desde o primeiro minuto ficamos imersos e apaixonados por como as paisagens são retratadas. A maneira como a morte, narradora da história, é posicionada também é muito interessante.

A Menina Que Roubava Livros concorre ao Oscar de Melhor Trilha Sonora, composta pelo incrível John Willians (o mesmo de Inteligência Artificial, Star Wars e ET), tendo boa chance de receber a estatueta. Independente de qualquer coisa, conseguiu um espaço especial no meu coração.



Título: A Menina Que Roubava Livros (The Book Thief)
Elenco: Sophie Nélisse, Geoffrey Rush, Emily Watson, Ben Schnetzer, Nico Liersch
Direção: Brian Percival
Gênero: Drama
Duração: 131 minutos
Classificação: 10 anos
Avaliação: 5,0 de 5,0

{Crítica} Ernest e Celestine





Todos sabemos que vivemos em um mundo de preconceito, desigualdades e medos. Esse é o mundo retratado, de maneira sensível e lúdica, na animação francesa Ernest e Celestine.

Celestine é uma ratinha órfã que, durante toda a vida, ouviu histórias sobre um urso malvado comedor de ratos. Apesar disso, ela nunca acreditou nas histórias, e sempre sonhou em ser amiga de um urso. A função dela, assim como de outros ratinhos órfãos, é de ir à superfície de noite e pegar dentes dos ursos para fazer próteses dentárias.

Já Ernest é um urso que não tem emprego e está passando fome. É em busca de alimento que ele encontra Celestine, que o ajuda a entrar em uma loja de doces para conseguir se alimentar, em que o companheirismo e amizade deles começa a se formar.

A amizade dos dois é mostrada como algo visto com maus olhos pela sociedade em que eles vivem e as dificuldades que eles tem que enfrentar para poder continuar com seu relacionamento. A cena clímax do filme, que eu não vou citar por motivos óbvios, mostra como a sociedade é precipitada em relação aos rótulos que dá para as pessoas e como o preconceito apenas é passado de geração em geração pelas pessoas mais velhas.

A animação do filme é muito bonita, com uma arte diferenciada em estilo aquarelado similar a livros infantis mais antigos. Algumas sequências de cenas são espexificamente bonitas, como a que mostra uma arte de Celestine sendo criada ao som de uma música tocada por Ernest.

Essa provavelmente é a animação mais leve e doce entre os concorrentes a Melhor Animação do Oscar. Apesar disso, ele provavelmente tem poucas chances de ganhar a premiação, já que Frozen, da Disney e Vidas ao Vento, do Estúdio Ghilbi, são os favoritos por diversos motivos. Mesmo assim, Ernest e Celestine é uma linda obra prima que merece ser vista.



Título: Ernest e Celestine (Ernest et Célestine)
Elenco: Lambert Wilson, Pauline Brunner
Direção: Benjamin Renner, Vincent Patar, Stéphanie Aubier
Gênero: Animação, Comédia, Drama
Duração: 80 min
Classificação: Livre
Avaliação: 4,0 de 5,0

{Crítica} Trapaça



Todos já desejamos não ter que nos preocuparmos com o dinheiro na carteira, ter uma vida boa, uma vida fácil, porém, alguns caminhos possíveis para se obter isso não são tão legais, podendo colocar algemas em seus punhos e condená-lo por anos.

Na história, temos o maior trapaceiro de todos, Irving Rosenfeld, desde a infância tem a trapaça em seu sangue (quebrava o vidros de outros estabelecimentos para que o donos pudessem comprar os vidros de seu pai). Em uma festa, ele conhece Sidney Prosser e a partir daí ela vira sua amante. O casal começa a viver uma espécia de vida Bonnie e Clyde, tirando dinheiro de pessoas endividadas através de uma falsa empresa de empréstimo.

Após um tempo realizando o trabalho, Irving e Sidney são pegos por Richie DiMaso, um agente do FBI disfarçado. Que oferece uma alternativa para o casal: eles tem que ajudá-lo, infiltrando no perigoso e sedutor mundo da máfia, ao invés de serem presos.

O primeiro alvo do grupo, o prefeito Carmine Polito, abre outras grandes oportunidades, servindo de ponte. Porém, Irving vai criando um maior laço com o prefeito, vendo que não existe maldade no coração e é aí que a consciência pesa, levando-o a pensar duas vezes sobre o plano.

Os planos parecem dar certo, até que a esposa de Irving, Rosalyn, aparecer e mudar as regras do jogo.

O que mais se destaca nessa produção é o trabalho com os figurinos, que são magníficos. Christian Bale se torna, praticamente, irreconhecível. Os anos 70 são fielmente caracterizados nos personagens, assim como nos cenários e nas músicas.

As atuações foram ótimas! Tanto Chritian Bale, Amy Adams, Bradley Cooper e Jeremy Renner encarnaram os personagens. Como já era de se esperar, Jennifer Lawrence não aparece muito, mas rouba a cena sempre quando está presente. Confesso que, quase em todas as cenas, eu não parava de dar risada. Realmente, JLawrence é a nova queridinha de Hollywood.

O filme foi indicado ao Oscar nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Ator (Christian Bale), Melhor Atriz (Amy Adams), Melhor Ator Coadjuvante (Bradley Cooper), Melhor Atriz Coadjuvante (Jennifer Lawrence), Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original, Figurino, Melhor Edição e Desenho de Produção. Acho que Jennifer Lawrence tem grandes chances de conseguir seu Oscar consecutivo! O Figurino também pode ser premiado.

A estreia brasileira acontece dia 7 de Fevereiro.


Título: Trapaça (American Hustle)
Elenco: Christian Bale, Amy Adams, Bradley Cooper, Jennifer Lawrence, Jeremy Renner
Direção: David O. Russell
Gênero: Policial, Drama, Comédia
Duração: 138 min.
Classificação: 14 Anos
Avaliação: 

{Crítica} Ela



Desde o começo do mundo, o amor tem sido razão de milhares de acontecimentos. O amor faz parte da natureza. Faz parte do homem. E precisamos dele.

Na sociedade atual, a busca pelo amor ideal tem crescido, tanto que existem milhares de redes sociais ou salas de bate papo destinadas a introduçāo de pessoas, o que é normal hoje em dia, afinal, existem vários casais felizes que foram fruto da internet, mas será que é possível um amor com a própria máquina, com um sistema operacional? É aí que está o ponto principal de Ela.

Num futuro não tão distante, Theodore, anti-social e recém divorciado, resolve buscar auxílio num novo modelo de sistema operacional, um ser sintético, capaz de ter suas proprias emoções e ideias, que, ao ser iniciado, se nomeia Samantha. A partir daí, a relação entre os dois só vai criando mais intimidade até resultar em namoro.

Pense numa pessoa, no seu namorado ou namorada, agora pense em passeios, conversas e declarações de amor. Agora retire o corpo, fique apenas com a voz. É assim o relacionamento de Theodore e Samantha, puro e real, com até mesmo direito a sexo.

Porém, com o passar do tempo, Samantha vai mudando, conhecendo pessoas e outros Sistemas Operacionais, afetando sua relação com Theodore.

Magnífico. O diretor, vencedor do Globo de Ouro 2014 como melhor roteiro por Ela, soube trabalhar de uma maneira fantástica, relacionando a máquina com os seres humanos da forma mais real possível, tanto que até cheguei a pensar que, realmente, isso poderá acontecer num futuro não tão distante.

O cenário foi super bem explorado. Há um uso bem bonito das cores, que são bastante alegres, pois, em quase todas as cenas, quase todas as cores são as mesmas, principalmente o laranja. A fotografia pode ser considerada uma obra de arte moderna bem colorida e linda.

As atuações também não ficam para trás. Joaquin Phoenix, Amy Adams e Scarlett Johansson foram divinos em suas atuações, realmente encarnaram os personagens. Porém, acho que Johansson teve um grande destaque, já que conseguiu dar vida as emoções de um sistema operacional apenas com a sua voz de uma forma tão natural. 

Após finalizarmos o filme, questões permanecem na nossa cabeça, como: o papel e a importância das maquinas no nosso cotidiano; nossas maneiras de encontrar escapes para obter a felicidade; a maneira como a tecnologia afetou nossa convivência em sociedade. Entre outras presentes nesse filme que mistura comédia romântica, ficção científica e drama, gerando uma obra criativa e bem interessante. Super recomendo.

O filme foi indicado nas seguintes categorias ao Oscar: Melhor Filme, Roteiro Original, Trilha Sonora Original, Canção Original ("The Moon Song") e Design de Produção. Acho que o filme tem grandes chances conquistar o prêmio como Roteiro Original, assim como recebeu no Globo de Ouro.

A estreia brasileira está prevista para o dia 14 de Fevereiro.


Título: Ela (Her)
Elenco: Joaquin Phoenix, Amy Adams, Scarlett Johansson, Olivia Wilde, Rooney Mara
Direção: Spike Jonze
Gênero: Drama, Romance, Ficção Científica
Duração: 126 min
Classificação: a definir
Avaliação: 

Oscar 2014: Conheça os Indicados!














Oi, gente! Não sei se vocês já viram, mas na quinta-feira (16), saiu a lista de indicados ao Oscar, que acontece dia 2 de Março. Confira:

{Especial Oscar} Confira os vencedores



Olá, leitores do Literaturalmente Literal. Infelizmente não consegui comprir minha meta e postar todas as críticas até ontem, mas prometo que até semana que vem todas as críticas vão estar disponíveis. Ontem aconteceu a cêriomônia cinematográfica mais importante, onde vários são julgados e eleitos em várias categorias, dentre eles estavam Lincoln, Os Miseráveis, O Lado Bom da Vida, Indomável Sonhadora, Argo e outros, mas vamos logo ao que interessa: os vencedores (em negrito).

Melhor Filme
Argo
A Hora Mais Escura
Lincoln
Django Livre
As Aventuras de Pi

Os Miseráveis
Indomável Sonhadora
Amor
O Lado Bom da Vida


Melhor Diretor

Ang Lee (As Aventuras de Pi)
Steven Spielberg (Lincoln)
Benh Zeitlin (Indomável Sonhadora)
David O. Russell (O Lado Bom da Vida)
Michael Haneke (Amor)


Melhor Ator
Daniel Day-Lewis (Lincoln)
Denzel Washington (O Voo)
Bradley Cooper (O Lado Bom da Vida)
Hugh Jackman (Os Miseráveis)
Joaquin Phoenix (O Mestre)

Melhor Atriz
Jennifer Lawrence (O Lado Bom da Vida)
Jessica Chastain (A Hora Mais Escura)
Naomi Watts (O Impossível)
Emmanuelle Riva (Amor)
Quvenzhané Wallis (Indomável Sonhadora)

Melhor Ator Coadjuvante
Christoph Waltz (Django Livre)
Alan Arkin (Argo)
Robert De Niro (O Lado Bom da Vida)
Philip Seymour Hoffman (O Mestre)
Tommy Lee Jones (Lincoln)

Melhor Atriz Coadjuvante
Sally Field (Lincoln)

Helen Hunt (As Sessões)
Anne Hathaway (Os Miseráveis)
Jacki Weaver (O Lado Bom da Vida)
Amy Adams (O Mestre)

Melhor Roteiro Original
John Gatins (O Voo)
Wes Anderson e Roman Coppola (Moonrise Kingdom)
Quentin Tarantino (Django Livre)
Mark Boal (A Hora Mais Escura)
Michael Haneke (Amor)


Melhor Roteiro Adaptado

Chris Terrio (Argo)
David Magee (As Aventuras de Pi)
Tony Kushner (Lincoln)
Benh Zeitlin e Lucy Alibar (Indomável Sonhadora)
David O. Russell (O Lado Bom da Vida)


Melhor Animação

Valente
Detona Ralph
ParaNorman 
Frankenweenie
Piratas Pirados!


Melhor Filme Estrangeiro

Amor (Áustria)
O Amante da Rainha (Dinamarca)
No (Chile)
Rebelle (Canadá)
Expedição Kon Tiki (Noruega)


Melhor Trilha Sonora Original

007 - Operação Skyfall
Anna Karenina 

Lincoln
As Aventuras de Pi
Argo


Melhor Canção Original

"Before My Time" (Chasing Ice)
"Skyfall" (007 - Operação Skyfall
"Suddenly" (Os Miseráveis)
"Pi's Lullaby" (As Aventuras de Pi)
"Everybody Needs A Best Friend" (Ted)


Melhor Figurino

Branca de Neve e o Caçador
Espelho, Espelho Meu
Os Miseráveis
Anna Karenina 
Lincoln 


Melhor Maquiagem e Penteado

Hitchcock
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada 
Os Miseráveis


Melhores Efeitos Visuais
Os Vingadores - The Avengers
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada 
Branca de Neve e o Caçador
As Aventuras de Pi

Prometheus





Achei os prêmios bem merecidos e divididos, tirando a parte que Indomável Sonhadora não ganhou nenhum prêmio, mas é a vida. E aí, o que acharam dos vencedores?

Para saber sobre as outras categorias, confira aqui.   

{Crítica} O Lado Bom da Vida



O nome do filme nos remete a mais um longa-metragem de comédia romântica super clichês, em que, na maioria das vezes, apenas os nomes dos personagens mudam, mas a história é a mesma. Mais ou menos isso – mais pra menos do que pra mais. 

Adaptado do livro de Matthew Quick, o filme é sobre a história de Pat, um homem que acabou perdendo o controle durante uma supresa – não tão boa, por sinal –, e, como consequencia, também perdeu a casa, a esposa e o trabalho e acabou indo para um sanatório. 

Após passar um tempo tomando remédios e fazendo terapias, Pat volta para a casa para tentar conseguir sua vida novamente – que se resume em sua esposa. Mas Tiffany, uma garota que também passou por problemas psicológicos acaba entrando na sua vida, abalando as metas de Pat.

O longa-metragem consegue juntar assuntos bem distintos: dança, futebol, amor e problemas psicológicos; tornando o filme sem rótulo algum, indicado para qualquer tido de público – não muito para as crianças, por conta dos milhões de f*cking's presentes nas falas.

As atuações do grande pelotão de feras cinematográficas foram ótimas, mas quem realmente se destacou foi Jennifer Lawrence. Quem diria que a pobre Katniss poderia se tornar uma bem louca e obsessiva Tiffany? Nesse quesito, a preferida de muitos jovens por aí fez um trabalho mais do que ótimo, bem diferente do apresentado em Jogos Vorazes – confesso que fiquei esperando que ela pegasse uma aljava e começasse a atirar flechas por tudo quanto é lado.  

Com seu roteiro envolvendo vários temas, "O Lado Bom da Vida" é um grande competidor nas categorias em que está presente.



Título: O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook)
Elenco: Jennifer Lawrence, Robert De Niro, Bradley Cooper, Julia Stiles, Chris Tucker, Shea Whigham, Dash Mihok, John Ortiz
Direção: David O. Russel
Gênero: Drama
Duração: 122 min.
Classificação: 14 Anos
Avaliação: 3,5 de 5.0

{Crítica} Argo



Quando o assunto é Ben Affleck, não se sabe muito bem o resultado. O ator – agora também diretor – tem seus altos e baixos no mundo hollywoodiano, portanto, não se sabia o quanto esperar de Argo, mas o resultado foi altamente positivo.

Filmes com fundos políticos podem ser um pouco maçantes e meio complicados de se entender, porém, Argo usa desenhos para se explicar os fatos históricos e culturais e um fundo cômico para se explicar o real objetivo do filme.

No final dos anos 1970, o Irã entra em conflito com os Estados Unidos por conta de seu desejo de vingança contra de seu sanguinário ex líder de Estado (conhecido também por Xá) que se exilou nos territórios estadunidenses. Os cidadãos iraniados acabam invadindo a embaixada dos E.U.A mantendo as pessoas de lá como reféns, mas seis conseguem fugir e acabam permanecendo na embaixada do Canadá. Lá eles vivem em sigilo absoluto, enquanto a CIA tenta descobrir um modo de retirá-los do país em segurança.

De onde vem o nome Argo? Um agente da CIA, Tony Mendez, apresenta uma ideia um pouco exótica para o resgate, em que os embaixadores fugitivos teriam que se disfarçar de uma equipe cinematográfica que está produzindo um filme de ficção científica rodado no Irã chamado Argo. 

Durante o longa-metragem, situações difíceis e de tensão são apresentadas, contando com a ajuda de uma câmera paticipativa, que segue cada passo dos personagens, cada cena. Todas as ideias e valores são apresentados no filme, impedindo um julgamento do espectador.

Um filme em que a ação – lê-se armas e tiros para tudo quanto é lado – não é o assunto principal, Argo consegue prender a atenção do leitor do começo ao fim com direito a batimentos mais rápidos do coração por conta da tensão e do suspense. Muito bom!


Título: Argo
Elenco: Bryan Cranston, Ben Affleck, John Goodman, Taylor Schilling, Kyle Chandler, Alan Arkin, Tate Donovan, Clea DuVall, Adrienne Barbeau, Rory Cochrane
Direção: Ben Affleck
Gênero: Drama
Duração: 120 min.
Classificação: 14 Anos
Avaliação: 4,5 de 5.0

{Crítica} Indomável Sonhadora



Entre muitos filmes onde efeitos especiais magníficos são essenciais, "problemas" amorosos e políticos são apresentados, o trama "Indomável Sonhadora" acaba sendo um intruso, pois além de não contar com nenhum efeito especial de deixar o queixo caído, a pobreza e o relacionamento entre pai e filha é o tema principal.

Como protagonista, a pequena Hushpuppy, uma garota de apenas seis anos que, órfã de mãe e vive com o pai Wink, vive em uma pequena aldeia isolada de qualquer contato com a cidade grande, onde ela é educada a ser forte, se comportar como um animal e estar pronta para qualquer problema que tiver que enfrentar.

O pai de Hushpuppy  fica doente e se recusa a pedir qualquer ajuda urbana, fazendo com que a garota corra o risco de também ser orfã de pai, mas os problemas não param por aí...

Certo dia, uma tempestade acaba inundando a aldeia e faz com que pai e filha sejam obrigados a viver em um  barco e acabam conhecendo outros habitantes que os ajudarão a tornar a aldeia em seu estado natural.

A partir daí, animais selvagens pré-históricos começam a aparecer de vez em quando, estabelecendo uma relação entre garota e animal, que ficam mais fortes e selvagens ao decorrer do trama, tornando-a um pouco fantasiosa, porém, magnífica.

O que mais chama atenção no filme é a atuação da protagonista Quvenzhané Wallis, que é apenas uma garota de 9 anos e que consegue arrancar, pelo menos, uma lágrima de seus olhos durante o longa-metragem. Acredito que ela mereça o prêmio da categoria de Melhor Atriz. 

Apesar de alguns problemas entre pai e filha, considerando a realidade de ambos, o elo existente entre os dois resulta em cenas comoventes e emocionantes apresentadas no final do filme.



Título: Indomável Sonhadora (Beasts of the Southern Wild)
Elenco: Quvenzhané WallisDwight Henry, Levy Easterly,  Lowell Landes
Direção: Benh Zeitlin
Gênero: Drama
Duração: 93 min.
Classificação: 10 Anos
Avaliação: 4,5 de 5.0